Mensagens Noturnas
E nessa hora em que o dia acaba e a noite inicia, que minha dependência de uma poder superior parece ficar mais evidente.
TEMPO
Vê-se a noite. Os relógios calam.
Um pêssego apodreceu no aparador.
O tempo põe manhãs nos dias, flores em cada primavera,
o que se vê é a morte.
E flores roxas como gritos,
insônias e febres.
A criança constrói de espanto balbucio e olhar,
constrói de leite pétalas internas.
Os relógios calam.
A vida nos vive, garganta aberta.
E a luz que pousa sobre a lua
vai perseguida por um véu de sombra
— caçada.
O tempo põe manhãs nos dias, flores em cada primavera.
Um pêssego apodreceu no aparador.
O que se vê é a morte. Os relógios calam.
Quando chega a noite
E a lua aparece de vestido
O céu se desmantela em cores
Eu em risos Deep blues.
Na noite o amor é mais denso.
Do "hoje" só nos resta a noite.Logo vem o sono e o "amanhã" que somente a Deus pertence.Boa noite a todos !!!
Mulher! mulher! mas vale um pedaço de pão na miséria e uma noite de sono bem dormida justa! do que um banquete com um homem porco e podre, no minimo você terá uma noite mal dormida e gritos de dor, caiá fora enquanto é tempo. Fica a dica!
alguns anos se passaram depois da ultima vez que vi seu rosto... será que eu visito você, a noite, em seus sonhos? durante os dias, nas suas lembranças, será que eu persigo a sua vida como você perseguiu a minha? se nós temos alma, são feitas do amor q compartilhamos, que não diminui com o tempo, que não se perde com a morte.
E agora guardo a sete chaves o segredo do sorriso debochado que eu dava, do sorriso a meia noite olhando a estrelas ,hoje guardo tronco e jogo a chave fora quem sabe um dia o tempo traga a chave de volta , mas no momento guardado...
SEU ALBINO (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Do albino à noite
nos versos tenho
sandálias brancas
caminha boêmio.
De Chico a Nelson...
Cartola, Noel
do Rio ao samba
poema em papel.
Na boca o cigarro
num trago beija
Malandro que trabalha
Albino peleja
Do bom gosto, música
cantor e poesia
Não é da Lapa
Sapucaia lhe cria.
Onde o conheci
no amargo da luta
da roça à indústria
de fazer açúcar.
Tinha um silêncio que gritava sonetos mudos e ecoava pelos varais da noite.
Banalizou a voz, mas falava desesperadamente com os olhos que, lacrimejavam sonhos e aquele sorriso que a boca entorpeceu fazendo carinho na alma até que, não tinha mais o que dizer...
Só sentir o que vinha de encontro com a nudez de suas amarras!
Quando vi, fazia noite, fresca, com vento de "quase" novembro...
Quando senti, fazia um friozinho que me puxava para os lençóis dos seus pensamentos.
Quando, agradeci e pedi:
Obrigada Senhor por mais um dia e por favor, continue aquecendo meu coração, dando-me o privilégio da vida e mantendo-me essa (a)colhedora de estrelas, toda noite de os todos os dias...
"A noite fria, as janelas batendo e no fundo só restava a escuridão, pois a luz você levou quando partiu meu coração, não estou te julgando nem quero te ver longe de mim, pelo contrario, quero que volte e me leve daqui, aqui não é o meu lugar, o meu lugar é ao teu lado, meu coração não aguenta mais tanta solidão me calei durante anos mais agora quero gritar bem alto que tenho sede de te amar !"
Já faz um tempo que tenho escrito apenas na calada da noite por achar que minha inspiração só aparece quando todos estão dormindo, tenho abordado temas como: amor, e como eu acho que não sou mais capaz de amar mais nada, nem à mim. Tenho falado com muitas pessoas sobre isso e elas sempre respondem que "a pessoa certa vai chegar" e com isso eu vou amá-la, mas, como eu posso amar alguém sem antes me amar?
As pessoas superestimam isso. Rezam toda noite para encontrar uma paixão que acalme o coração. Que bobagem. Quem já sentiu esse troço forte por alguém sabe que essa coisa de coração é um mero eufemismo para um sentimento arredio, cansativo e incontrolável. Uma parte está correta: sim, nós levamos quem adoramos dentro de nós, mas isso não tem nada a ver com o coração.
Dentro da noite nossos gemidos
encheu os espaços tomando
conta de tudo e em
teus lábios colei sonhos...
Depois você saiu e eu
ainda vestida de amor
fiquei a olhar a porta
te acompanhando por inteiro.
Pela manhã, na janela do meu quarto,
espreguicei pro dia
braços abertos querendo Você
tomei café e zanzei até
chegar neste poema
que agora me manda de volta
pro seu lado na cama dos sonhos.
Sexta feira dia 13
Gatos pretos vasculham seu medo
Ansiosos ao receios das surpresas
Na noite cheia do azar e da sorte
Onde muitos nascem
Outros morte.
