Mensagens Filosóficas
Assinado
Eu diria que ao contrário como no século 19, quando Nietzsche disse que Deus está morto, quando os liberais anunciaram a morte iminente de deus. Que os liberais estão mortos e Deus vai bem.
Deus está morto, assinado Nietzsche.
Nietzsche está morto, assinado Deus.
Aplicação Quantitativa
Hoje, fico mudo quando se trata de Nietzsche. Se fosse pretensioso, daria como título geral ao que faço, genealogia da moral. Nietzsche é aquele que ofereceu como alvo essencial, digamos ao discurso filosófico, a relação de poder.
A presença de Nietzsche é cada vez mais importante. Mas me cansa a atenção que lhe é dada para fazer sobre ele os mesmos comentários que se fez ou que se fará sobre Hegel ou Stéphane Mallarmé . Quanto a mim, os autores que gosto, eu os utilizo. O único sinal de reconhecimento que se pode ter para com um pensamento como o de Nietzsche, é precisamente utilizá-lo, deformá-lo, fazê-lo ranger, gritar. Que os comentadores digam se se é ou não fiel, isto não tem o menor interesse, pelo menos para mim.
Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano. Assim, para este, os ideais arquetípicos são a vontade de verdade, a vontade do escravo, do ressentido. No entanto, quem de nós pode ser plenamente livre desses ideias? A ideia de além-homem, super homem, é também um ideal arquetípico, uma utopia de uma mente desesperada. Não tem como, não há como fugir realmente: ou cremos que há uma transcendência ou vivemos na ilusão arquetípica do nosso próprio desespero.
Pinochet e Nietzsche
As ideologias dominantes são as ideologias das classes dominantes. Quem fica sofrendo por falta do bem comum, são idiotas para proteção e expansão do capital predatório implantado por Pinochet. Nietzsche, retoma este tema na suaGenealogia da Moral; o rebanho é conduzido pelo pastor. O rebanho não questiona o pastor, na verdade, ele nem mesmo sabe sobre o que o pastor fala, apenas segue o caminho previamente traçado por este. Nietzsche a chamará de moral do rebanho. Obviamente, o ponto trabalhado por ele não é a maioridade e sim a moralidade. Enfim, pela formação fenomenológica existencial já sabe às direções da massa. Sabia que seria neutralizado esforços da esquerda chilena depois de terem primeiramente embrutecido seu gado doméstico e preservado cuidadosamente essas tranquilas criaturas a fim de não ousarem dar um passo fora do carrinho para aprender a andar, no qual as encerraram, mostram-lhes, em seguida, o perigo que as ameaça se tentarem andar sozinha.
SOBRE MEU FARO PARA AS VIRTUDES CRIATIVAS
Reconheci Kafka, Nietzsche, Goethe,
quando os vi à primeira vista.
Não foi necessário apresentação,
para Saramago e Camus.
Já Dostoieveski e Tolstoi
estes, por exemplo, me foram apresentados
por Machado de Assis, aliás,
Machado me apresentou também
Voltaire, Honoré de Balzac,
Vitor Hugo e Stendhal.
Assim ainda mantenho meu faro
para bons escritores e poetas, contudo,
lendo sobre alguns outros,
por quem tenho real interesse
percebi que suas histórias são semelhantes
quanto ao sofrimento, ao talento e criatividade.
Para se tornar grande, penso, que é preciso
trilhar caminhos tortuosos e espinhosos,
pois acredito, que assim como a ostra,
na vida, o artista não produz pérolas
sem muita dor, estudo da sua própria situação
e muita paciência...
O tolo do Nietzsche diz que as máximas,
que ele usou exaustivamente,
são uma forma decadente de ensinar.
Segundo ele, toda máxima deve ser invertida,
para se achar o sentido, se é que
há algum sentido nos provérbios.
Concordo com ele:
"O Medo é o pai da moralidade."
Esta deve ser lida assim:
"O Medo não é o pai de moralidade,
a moral é uma invenção do medo."
Evan do Carmo
Oh, Nietzsche, filósofo tão sublime,
Nosso tempo ainda se curva a tua mente.
Teus pensamentos nos levam a um limite,
Ao ideal do super-homem, tão potente.
Pois o homem é um ser demasiado humano,
Limitado por crenças e valores.
O espírito livre, contudo, é soberano,
Encontrando a verdade em seus próprios amores.
Não há quem possa compreender,
A grandiosidade que está em nossas almas.
O caminho a seguir é se desprender,
E alcançar o ápice de nossas jornadas.
Sejamos então mais fortes a cada dia,
Que nasça em nós o melhor como guia.
Nietzsche, no livro “Humano, Demasiado Humano”, incorreu em uma falácia de equívoco ao afirmar que “a vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez” porque bem sabemos que na realidade ter péssima memória pode ser uma desvantagem que ocasiona várias vezes um sofrimento com as mesmas coisas ruins como se fosse a primeira vez.
Quando um filósofo como Nietzsche obtém, assim, a hiperconsciência, tudo isso não funcionará a menos que se obtenha primeiro a autoconsciência, para que se saiba como ela funciona.
... somos
frequentemente tolerados
por nossos erros, divaga
o sempre cáustico Nietzsche;
embora, brutalmente julgados por
nossas distintas virtudes...
E porquê?
Ter amigos...
É saber que haverá
mãos estendidas
nos blindado em coragem
nas desventuras da vida.
Ser amigo...
é como esplêndido arvorear
é dar de si sem esperar
é ser umbro e ser abrigo
e nas desventuras da vida
ser brinde luz de altruísmo!
Se você não me quiser, eu vou respeitar.
Eu juro.
Como alguém que apaga a luz,mas tem seu altar no escuro.
E no decorrer dos meses, já não sei mais quem eu sou.
E a pessoa refletida no espelho dos seus olhos?
Por onde foi que entrou? (...)
Mas um dia foi você que soube apontar um futuro pra nós.
"Queria que o tempo parasse... queria que as ondas se acalmassem... Queria que o vento parasse... Queria que a poesia da tua voz me cercasse... Queria eu te ver, te tocar... queria eu poder te apreciar... Assim como Lua olha o mar, queria eu poder te levar... Levar pra onde? Pra de baixo da ponte? Morar na rua e beber água da ponte? (Rsrs) Te levar pra nosso céu, nem que seja em avião de papel, beber nosso amor, pois ele nos enche de calor... Calor pra viver, calor pra sonhar, apenas em teus abraços aprendi descansar"
Para Fernando Pessoa
De quando em quando me observo ao mar
E apenas de ouvir as ondas
Em tão doce e rítmico balançar
Valeu a pena ter nascido!
observo uma árvore
vejo folhas no chão perto dela
vejo folhas na árvore
e folha caindo dela
começo a imaginar
pessoa que perderam
e estão perdendo sua
vida sem aproveita-lá
sem desfrutar dos bons e maus
momentos para aprender e refletir
com eles e perceber que a vida é
passageira como uma simples
brisa de uma árvore a se
balançar.
Agora apenas me interessa a felicidade, esteja onde estiver, seja com quem for; buscarei ser feliz, sobre todas as formas,
Pois, no final os meios serão justificados!
E eu não quero amor, nada de menos
Dispense os jogos desses mais ou menos
Pra que pequenos vícios
Se o amor são fogos que se acendem sem artifícios
Eu vou criar um lugar escondido, pra fazer meu recital quando o carnaval passar, e quando esse escarcéu passar.
