Mensagens de Morte

Cerca de 13128 mensagens de Morte

Soneto do último suspiro

Tem horas que vejo a faca
E a faca me vê
Morrer agora
De vez em quando é vencer

Tem horas que me vejo diante dela
E ela se vê vindo
Entregar-se a ela agora
De vez em quando é treguar

Mas do que adintou tudo então
Eu não irei vencer assim
Eu irei prevalecer, bem mais tarde

Mas do que adiantará lutar tanto então
Eu não irei apaziguar assim
Eu irei mostrar, bem mais tarde, que eu criei

Inserida por PeAug

A propósito, o que então seria a vida se não uma transição do nada para o nada, e a fé uma forma mais fácil desse processo?!

Inserida por RichardysonFreitas

Perfil de Tales - 2

Dizia ainda que

precisamos recordar dos amigos presentes e ausentes;

cuidar do nosso comportamento mais que da nossa aparência;

não enriquecer de modo injusto e não cair em descrédito com aqueles com quem fizermos um trato.

Tales sustentava que a morte não é diferente da vida. E se alguém lhe perguntava porque então ele não morria ele dizia que era porque não tinha diferença entre vida e morte.

Inserida por DavidFrancisco

Viver requer perícia e sorte.
Sorte para ter uma boa mãe e perícia para ser um bom filho.
Perícia para ser um bom pai ou mãe e sorte para ter bons filhos.
Sorte, por exemplo, para que sua casa não desmorone sobre você pela imperícia dos que a construíram.
Viver não se resume em respirar, ver, falar, ouvir, andar... é muito mais: é ser capaz de ter aspirações, de entender e aceitar que ninguém consegue sobreviver sozinho.
Viver requer perícia e sorte.
Sorte para ser amado e perícia para saber amar.
E ainda perícia e sorte para se ter uma boa morte.

Inserida por RemissonAniceto

"Sempre chega o dia em que nosso alarme interno aciona como que um desligar-se de tudo e de si mesmo. É hora de aquietar-se."
Luiza Gosuen

Inserida por LuizaGosuen

Pássaro Dócil.

O pássaro, enquanto voava, calava;
E quando encantado, assobiava;
Subia, voava livre como gostava;
De longe, sempre sussurrava;

Falava sobre felicidade, amplidão;
Desprovido de malícia, sobre justiça;
Por ser provido de asas, sobre tubarão;
E pela liberdade, em árvores, sobre preguiça;

E se aproximava sempre... para perto;
Para ver a mais bela proeza;
Beleza do certo e do incerto;
E se em, cantava com a natureza;

Mal sabiá ele, que seria levado;
Com força, desprezo e angústia;
De suas penas foram tomadas um bocado;
Penas que escrevem com harmonia;

Em uma gaiola foi enfiado;
Levado também foi o carrasco;
Que com um assobiar debochado;
Entre dentes amarelados mostrou se rouco;

O pássaro bateu suas asas fracas;
Com uma confusão de sentimentos e agitação;
Porém a prisão com farpas;
Tornou gaiola, libertação.

Inserida por ThiagoSociodeSa

Morreu de amor

E quando tudo nele a cansou, ele morreu de amor, mas ela continuou, pois nuncá o amará, pois do amor não se cansa, não se esquece, o amor é eterno, e pra continuar vivendo matou tudo que viverá, tudo o que sentirá, matou a si mesmo, pra só assim continuar vivendo.

Inserida por Kleytonncs

Zé pedreiro,
acorda cedo
vai trabalhar.
Morre todo dia, compra arroz, feijão e ervilha.
Zé pedreiro,
bate o ponto
pega o ônibus.
Renasce todo dia, em casa, com o abraço da filha.

Inserida por lucasideias

A vida é repleta de sonhos perdidos. Mas quando deixarmos de sonhar, é porque entramos no derradeiro sono.

Inserida por SILVIODDEUS77

Amor nunca morre de velhice. É assinado prematuramente por atitudes egoistas e insensatas, e pelo ego.

Inserida por ednafrigato

Romântico tipo Shakespeare

Pensei em lhe dar um pedaço de mim.
Dividir com você minha paixão.
Mutilar-me seria a prova maior,
Que não posso viver sem ti.

Eu pensei, pensei e senti,
Que essa prova seria o amor.
Mas eu penso também no amanhã
E então resolvi desistir.

Para dar-lhe um pedaço de mim,
Tem que ser um pedaço ideal.
E o que gosto e posso doar
Talvez seja um pedaço do p...(pé)(frase retirada)
Talvez seja um pouco imoral.

Inserida por rafaeloleme

E assim a vida segue seu curso natural: alguns morrem e outros nascem dentro da gente.

Inserida por ednafrigato

"andei tempo de mais sendo criança, aprendi tarde que a vida machuca e morrerei sem saber por que eu vivi tanto na escuridão"

Inserida por kaikedasilva

Carta aos odiosos

Por vezes tentei transformar-te
Em poesia, verso ou rima
E ao fim de toda esta sina
Só não quero equivocar-me

Vejo sangue escorrer novamente
Uma ferida nunca curada
Numa fera intocada
Prometi libertar-te conscientemente

E numa tão crescente jornada,
Encontro-me aqui alheia a tudo e todos
Enlouqueceria aos poucos
Não fossem as doses de sanidade e ódio
Das quais me encontro agora colmada

Ao contrários dos dizeres nem tão sábios
O ódio nutre e alimenta
Fomenta, fermenta
Toma de mim palavras e lábios.

Thaylla Ferreira {Amores avulsos}

Inserida por ThayllaCavalcante

Se existiu algo para possibilitar a nossa existência, então existe algo para possibilitar a nossa continuidade.

Inserida por acvomotta

É só um fardo putrefato que finca na terra com melancolia e tristeza, e, pequenos lapsos de alegria alimentam a ilusão de que um dia pode ser feliz nessa jornada miserável chamada viver.

Inserida por brunosana

(...) era sempre mais fácil ser caçador que ser caça. A caça sempre entrava em pânico.

Inserida por borgesL

Deito todas as noites com vontade de não acordar mais
Se Deus me ouvisse e arrancasse de mim essa raiva, essa dor, essa dúvida...
Talvez eu ainda não saiba o valor de ser eu mesma...
E part'ir seria a melhor solução
Ir embora...dormir...dormir...dormir deixar pra trás tudo q doi..

Inserida por Danicarvalho4015

A ÚLTIMA VEZ QUE MORRI POR AMOR!

O coração palpitava forte! Mesmo assim sentia no ar o cheiro da morte! O músculo cardíaco já estava cansado, suas sístoles e diástoles se cessaram! Por que você foi embora? O coração parou e foi essa a última vez que morri por amor!

Inserida por JUNIORFERINHA

Diante do entretanto,
Espreito as formas.
Estampada sob sentido,
Percebida da não salvação.
Mais aflige que esmorece,
Afugenta e tudo é vivo.
Na rotineira selvageria,
Isento de predicado.
Onde sempre comparado,
Doravante, derribado.
Insuperável condição a existência,
Nessa escassez de pormenores.
De ignorante espírito espontâneo
Infindável iniquidades sem nomes.
Movendo, sedento,
Desentendido de quê?
De fato, guarnecem,
Lacunas do existir.
Diante do entretanto,
As pupilas são porta d´alma.
Não há luz noutro recanto,
Cotidiano, espanto.
A mover-se pelo pranto,
Descompasso o coração.
Desventura no caminho,
De um filho sem irmão.

Diante do entretanto,
Diante...,
A vida passa sem mágoas,
Diante dos próprios olhos.

Inserida por rafaeloleme