Mensagens de Estrelas
Sabe, o pessoal da praça que contava estrelas sob marquises...
aquelas esquisitices de pular, cantar e plantar bananeiras
como se tudo fosse muito engraçado,
como se tudo fosse brincadeira
como se fossemos muito felizes
como se os restos do restaurantes
e alguns pedaços de sanduíches
tornassem nos fortes para olhares de desprezo,
para o frio de maio e junho
ou uma, ou outra bala perdida...
morremos um pouco, ou morremos muito
mas a desigualdade se multiplica
e faltam calçadas, faltam marquises,
faltam olhares para seres tão ínfimos
e o que nos protege da dor,
o que nos protege da dor de existir, é a dor dessa dúvida,
é exatamente esse gume, caminhar sobre essa navalha
são as estrofes, cada dia sem nenhuma morte,
e que poema é esse?
esse é o poema da dor,
o poema que nunca termina, que a gente rima
e a gente declama
o poema da dor da exclusão...
De alguma coisa eu sei...
num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas,
mas o que caminha assim, por caminhar somente...
se este mundo é tão grande e este monstro é demente
mas afaga o meu olhar nesta escuridão;
sei que poderemos um dia...
se a luz desse universo encaminhar teus passos
e essa sobrevida se sobrepor a este afago...
o que eu não sei... se algum dia eu souber de algo
quero saber da dor de não saber da dor, da dor de não saber...
se eu sei que num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas...
num horizonte aberto o que saberei se não puder vê-la?
No meio da noite em total solidão, alguém olha as estrelas; esta é a referência de referência nenhuma, quem um dia não ficou no meio da noite olhando estrelas, tentando entender o que se fez ou o que se deixou de fazer. Existe muito mais gente do que se possa imaginar olhando estrelas; metaforicamente, todas as noites alguém olha o seu copo de cerveja, olha o seu uisque, olha o seu vinho, olha o lago, tentando entender as constelações. As noites são tão longas e os mundos tão distantes, por mais que se veleje nas fantasias há um desencontro e os pontos luminosos que vemos foi só um adorno divino num momento de total solidão. As vezes fico assim olhando estrelas, buscando a minha intuição, quem criou tantas luzes quem criou tantos mundos deve viver em total solidão; se vivo solitário nas minhas indagações, se com um simples poema não sou compreendido quem compreenderá tanta imensidão...
não posso mais te olhar como o céu, a noite e as estrelas, agora outra imensidão me preenche e os raios da manhã dourando a tua silhueta na calçada me faz imaginar que o infinito é o espaço ínfimo entre teus olhos, teu sorriso e tua boca... sei que essa viagem é longa e a eternidade é feita de segundos, mas onde estarei na ausência do teu abraço, a eternidade é tão lacônica e a brevidade das ilusões sussurra nas brisas matinais... não posso mais te olhar como um luar que morre nos primeiros raios da manha; este sentir me ensinou pra sempre que pra sempre é sentir assim... as aflições que conduzem a noite trazem a serenidade que nos ensina a esperar, é isso que chamam de esperança. ah, este sentimento esquisito de sentir as estações como se pudéssemos manusear o tempo... o tempo bate portas, colore as florestas, descolore as nossas cãs em busca de horizontes, mas essa ilusão que acolhe nossos olhares é só um tema poético batido, surrado e de validade prestes a vencer. quero caminhar por uma trilha que me conduza sempre a tua presença
LIBÉLULA
Nenhum verso faz tempo,
faz tempo a solidão não incomoda,
às vezes procuro estrelas,
às vezes o firmamento com seus enigmas,
às vezes vou ver se estou na esquina, e estou...
olhar perdido na vidraça,
a libélula esvoaça sobre os lagos da minha infância,
é a parte mais bela de qualquer existência,
quando ainda não somos deuses
e não temos uma sentença pra cada rosto
as libélulas adornavam a minha ingenuidade,
agora pousam na minha ansiedade...
uma tatuagem na alma!
SOBRE AS ESTRELAS CADENTES
E A CADÊNCIA DAS ESTRELAS NO TEU OLHAR
Eu sei que não existe nada
além do que eu sei que não existe.
na hora do verso
falta a palavra,
eu procuro entre as estrelas
no fundo do mar
e não encontro,
uma voz grita ao longe:
amor! amor! amor!
tocam-se os lábios
explosões de amor
sensações que movimentam
uma constelação de estrelas
o tempo para vendo o encontro de dois mundos.
Olhe para as estrelas
Olhe como elas brilham para você
E para tudo o que você faz
É como se eu pudesse ver o dobro de estrelas no céu, porque hoje eu sei realmente o que é querer estar com alguém, eu aprendi que tudo é mais fácil quando você está aqui. E quando eu tenho que ficar dias sem poder te ver, fico ansiosa pelo nosso próximo encontro. Bom mesmo é poder estar ao seu lado em uma noite no verão, ou mesmo em um dia nublado ou uma tarde chuvosa, o importante é estar com você, é eu não te perder. E hoje eu sei o que é amar alguém de toda minha alma e coração e construir o futuro ao lado do meu amor.
As estrelas, testemunhas silenciosas, piscam como lágrimas no firmamento, e o coração, em sua solitude profunda, sussurra segredos ao vento noturno, onde o silêncio é mais denso que o abismo, e a alma se perde em sua própria escuridão.
Nas ruas desertas, os passos ecoam, como memórias perdidas em um livro antigo, e o olhar solitário busca nos rostos anônimos a promessa de um encontro que nunca virá.
O mundo, um palco de sombras e ilusões, nos afasta uns dos outros, como náufragos solitários. E o desejo de conexão se transforma em saudade, uma ânsia inextinguível por algo que não sabemos nomear. Na promessa de um amanhã que nunca envelhece, apenas um refúgio contra a indiferença do universo.
" Eu trocaria o telhado da nossa casa
por um lugar no alto da montanha
pertinho das estrelas
e te daria um beijo
como aquele que dei quando te conheci
viveria mil anos só para não deixar dúvida daquilo que sinto
plantaria arvores, cultivaria jardins
eu faria tudo que pudesse para ter o teu amor
menos mendigar a tua presença, mendigar o teu carinho
mendigar o teu coração...
" O que não é possível em nossos desejos são apenas algumas estrelas, já o que cabe em nossos sonhos, sem dúvida é todo o céu...
"" Todo poeta é milionário
Não é dono das estrelas
Mas usa o brilho delas
Não namora sob a luz da lua
Porém é dono do luar
Poetas não tem do que reclamar
Abrigam no coração
Um jardim de flores que não tem igual
O poeta é o dono do mundo
Faz dele sua poesia
O poeta rico que é
Esbanja noite e dia
Gasta o charme ao brincar com as palavras
Ouro e prata nem liga tanto
No entanto tem uma coisa que derruba o nosso poeta
E isso ele não fala pra ninguém
Assume sem assumir
E na hora de ir
Chora com o coração
Sabe o que quer e quem quer
O que derruba o poeta, meu amigo
Somente o desamor de uma mulher...""
A estrada é minha amiga
O vento meu irmão
O sol companheiro de tantas viagens
E as estrelas cúmplices da minha solidão..
Só quem ama de verdade
sabe que a intensidade do amor
é igual a quantidade de estrelas do céu
só quem ama de verdade
é suficientemente capaz
para começar a conta-las
só quem ama de verdade
morre e nunca chega ao fim...
