Mensagens de Autores Famosos

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Penso que o amor verdadeiro, ou ao menos o melhor, é o que não vê nada em volta de si, e caminha direito, resoluto e feliz aonde o leva o coração.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).
Inserida por pensador

⁠Não há ordenado pequeno ou grande, senão comparado com a soma de trabalho que impõe.

Machado de Assis
Obra completa: Machado de Assis, vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Nota: Trecho do conto O programa.

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Inserida por jorge_henrique_elias

Quando chegamos ao alto da Tijuca, onde era o nosso ninho de noivos, o céu recolheu a chuva e acendeu as estrelas, não só as já conhecidas, mas ainda as que só serão descobertas daqui a muitos
séculos. Foi grande fineza e não foi única. São Pedro, que tem as chaves do céu, abriu-nos as portas dele, fez-nos entrar, e depois de tocar-nos com o báculo, recitou alguns versículos da sua primeira epístola: "As mulheres sejam sujeitas a seus maridos..."

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).
Inserida por marcosarmuzel

⁠O casamento é justamente isso; acalma os afetos para os tornar mais duradouros.

Machado de Assis
Ressurreição (1872).
Inserida por pensador

Quando uma pessoa ou um grupo saem bem, ninguém quer saber do modelo, mas da obra, e a obra é que fica.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).
Inserida por jorge_henrique_elias

Chega a fazer suspeitar que a mentira é, muita vez, tão involuntária como a transpiração.

Machado de Assis
ASSIS, M. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Garnier. 1899
Inserida por pensador

Cada beleza moral ou mental era atacada no ponto em que a perfeição parecia mais sólida.

Machado de Assis
O alienista (1882).
Inserida por bruna1992

Dai à obra de Marta um pouco de Maria,
Dai um beijo de sol ao descuidado arbusto;
Vereis neste florir o tronco erecto e adusto,
E mais gosto achareis naquela e mais valia.
A doce mãe não perde o seu papel augusto,
Nem o lar conjugal a perfeita harmonia.
Viverão dous aonde um até ‘qui vivia,
E o trabalho haverá menos difícil custo.
Urge a vida encarar sem a mole apatia,
Ó mulher! Urge pôr no gracioso busto,
Sob o tépido seio, um coração robusto.
Nem erma escuridão, nem mal-aceso dia.
Basta um jorro de sol ao descuidado arbusto,
Basta à obra de Marta um Pouco de Maria.

Machado de Assis
Machado de Assis: obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2021.
Inserida por laurenmatta

Esse longo caminho percorrido
Lado a lado, nos bons e maus momentos,
Faz de nós dois um ser unificado
Pelos mais fundos, ternos sentimentos.

Como viver o mundo em termo de esperança, que palavra é essa que a gente não alcança.

Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade.

Meus olhos são pequenos para ver
países mutilados como troncos
proibidos de viver, mas em que a vida
lateja subterrânea e vingadora.

Para se alcançar um ideal é necessário ter ambição. E ter ambição é perder de vista o ideal.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.

Amor... pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para frente...

"Não é obrigatório ter motivo para estar alegre; o melhor é dispensá-lo e ser alegre sem motivo algum". In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.

Domingo
O tédio e a diversão múltipla dos domingo amam entrelaçar-se.

( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

“Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança”.

(Trecho dos versos publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.)

Ator

O ator é metade gente metade personagem,
não se distinguindo bem as metades.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.

Conhecimento
Mantemos reserva para com o desconhecido,
esquecendo que não nos conhecemos a nós mesmos.

( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

No céu também há uma hora melancólica. Hora difícil, em que a dúvida penetra as almas. Por que fiz o mundo? Deus se pergunta e se responde: Não sei.