Mensagens de Sol
Os tempos são sombrios.
Dor, ódio, luto e revolta se espalham pelo mundo
como um vírus.
Eu também me revolto,
e por vezes a raiva me consome.
Mas é importante que lembremos de nossa humanidade
e mantenhamos aquecidos nossos corações.
Tudo isto vai passar.
Com amor, nós faremos passar.
Confiemos, pois, que as trevas não são para sempre.
Em verdade vos digo
que a noite mais escura
não resiste ao primeiro raio de Sol.
Disposição e força de um monge
Minha fé não se esconde
Me levanta
Me faz caminhar cada vez mais longe
e eu me aproximo cada mais do meu ideal
Oh fé entrega direção
Somos sempre seremos
Filhos do sol .
O Senhor é a minha força na fraqueza,
Meu consolo na angústia,
Meu ânimo nos dias de desânimo,
Minha alegria na tristeza,
Meu sol na tempestade.
Ter o brilho do sol ou das estrelas não faz muita diferença se elas só brilham na metade do dia e da noite. Bom mesmo é ter brilhos nos olhos onde, até sobre lágrimas, eles continuam brilhando
Quando tudo está nublado ,cabe a mim procurar uma brecha para encontrar a luz! Por mais que me guiem, sou eu quem faço o caminho. Atrás de um tempo nublado sempre haverá um sol, mas poucos olhares o enxergam!
Tem dias...
Tem dias que o vento venta mais... Que o sol aquece mais... Que a cor das flores vibra mais...
Tem dias...
Tem dias que o vento uiva mais... O sol arrepia mais... E as flores desbotam mais...
Tem dias...
E na soma desses dias nasce a nossa vida.
Todas essas impressões estão dentro de nós, todos os dias...
E por mais que tudo isso pareça fora de nós... A visão é nossa.... Não é o vento, não é o sol e nem são as flores.
Somos nós!
O Sol Melancólico.
O sol.
O sol, tão solitário.
O sol, tão melancólico.
O sol quer ser como as nuvens,
O sol não pode.
O sol é mais quente
Que a ponta do cigarro aceso na pele.
E as nuvens,
São frias e molhadas.
Para o sol, ele tem sempre a mesma rotina,
O mesmo ciclo.
O sol quer ser como uma nuvem.
Mas no fundo,
O sol é tão diferente
Das nuvens.
As nuvens, não são do seu meio.
E assim ele fica:
Apreensivo e sozinho.
Se afundando em um poço de melancolia.
“O que tem de errado comigo?”
O sol se questiona.
Ó sol, nós te saudamos. Levantas-te virtuoso em todas as manhãs, trazes notícias do recomeço. Quando deitas-te no céu do Oeste o mundo entristece, somos inundados pela escuridão. Sol, nós te chamamos, traga seu brilho guia!
Sol, teus poderosos raios nos presentearam com a vida. Todos se desenvolvem sob o teu calor, todos se banham na tua luz. Sol, ó brilho quase eterno, irmão da mesma explosão, reflexo da maravilha do acaso.
Sol, saudamos-te,
Sol, agradecemos-te,
Sol, contemplamos-te:
Mostra-nos a luz!
Adoro dias de chuva mas também adoro dias de sol. Na verdade adoro dias vividos, nenhum é em vão Sempre se tira algum proveito ou alguma lição.
Enquanto para alguns eu sou sol, para outros sou neblina, porque isso não depende de mim, mas da quantidade de luz que há em seus olhos.
Desejo que o sol do amor te encontre, te acorde, preencha os teus espaços escuros, as tuas lacunas vazias, brilhe em todos os teus dias e que mesmo quando ele não brilhe você saiba que ele ainda está ali, por trás daquela nuvem como um silencioso acalanto, uma poesia de Neruda, um quadro de Van Gogh, uma música de Jobim, cuja as notas do piano façam vibrar tua emoção e tirem tua ternura para dançar. Desejo que essa luz ditosa, ao invés, de ofuscar seja leve, alargue o horizonte do teu olhar para que nele caiba as incontáveis belezas que traz consigo. Desejo ainda, que chegue para suavizar as asperezas desse mundo tão rude, que seja um amor de bençãos, de cura, de cicatrização de antigas dores de regeneração do tecido do coração. Desejo, sobretudo, que esse milagre bendito chegue com serenidade suficiente para acalmar o teu peito e deixar a tua alma em paz.
FEVEREIRO...
... majestade
verão, folia
fantasia a divindade
mês de alegria
confete e serpentina
batucada na esquina, simpatia
é CARNAVAL, saia da rotina...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
fevereiro 2018
Cerrado goiano
Por vezes sinto-me só
Um vazio, como algo em falta
Uma tremenda necessidade, como se dependente fosse
Meu raio do sol, ilumine este triste coração
Angustiado de saudades tuas.
Amor ao Extremo
Ele é o meu sol
Eu sou a lua dele
Perto de mim ele sofre
longe dele eu sofro
Ele é a rocha
Eu sou a água
Ele é o vento
Eu sou a arvóre
Ele é o meu chão
Eu sou suas raízes
a diarista
já o lusco fusco chegando
com sua casca ressequida
o céu do sertão apagando
e as maritacas de partida
pela janela vai adentrando
silenciosa, está tal rapariga
espanando num desmando
sombreando, cheio de giga
tece a noite, vai-se o dia
finca estaca na imensidão
o canto da cigarra anuncia
o tardar, tolda a escuridão
o cerrado a noite cria
a melancolia recordação
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
segunda, outubro, 2019
Cerrado goiano
