Mensagem para carta
Que "o" SEMPRE, traga plenitude e amores, sem medida e no compasso da primavera!
Alargue os estreitos, amenize as dores, ultrapasse os desafios e enfeite nossos corações com guirlandas de flores do campo, que faça contínuos laços e desfaça os muros, desvencilhe os gritos presos e abrace nossos sentimentos apertando ao ponto de, não deixá-los escaparem, aumente às frestas da humanidade em cada um, dando sabedoria e discernimento e uma luz que, ofusque todos os possíveis dissabores.
Faça parceria com a paz e crie pontes, atalhos e constâncias na vida de todos nós!
Quando permitiu-se música, a nota compôs o "surdo" dos olhos, deu "ré" nas decepções e fez (si)metria nas curvas de cada sorriso, dando som aos contrastes perdidos e aos barulhos abafados!
Aquietou a dor, num sucinto apego da noite e fez "bossa" no dedilhar entre uma piscada e outra dos olhos que, emaranhavam-se entre os cílios e os supercílios.
Fez "modinha de viola" e dançou pra si, até abraçar a calmaria dos dedos naquele piano que sempre fez "sopro" em sua sala de dentro.
"Amizades poesias" não morrem...
Eternizam em chuvas de letras, em sol flamejante de folhas amarelas, em nacos dos cinzas do dia, que jorram versos e compadecem em cintilantes piruetas de frases expostas ao vento, à lua, ao final feliz de um conto que, uma vez descrito, para sempre encantado, para sempre, "final feliz"!
Só tinha aquele sonho do encontro...
Encontrar alguém: sem muito documento, sem burocracia, sem endereço de luxo, sem testamento, sem julgamento, sem banalidades, com espírito e corpo aventureiros, atrevimento no olhar, aconchego nas pálpebras, leveza na voz, sedução na língua, fotografia no rosto, intelectualismo nas vísceras, alma de poesia e sonhos de versos e melodias...
Atirar-se no colo do amor que faz os pés saírem do chão e faz o chão simplesmente desaparecer, ondas de arrepios e "querências" constantes de sempre mais uma vez e de novo quando se vê!
Desconversei...
Queria tagarelar!
Me confundi, estranhei...
Não pensei e vazei, em lágrima muda!
Rimei um duo bem no meio de nós e compus uma ausência...
Estava parada e tinha uma janela, sem vento, pensei:
-Quente, preciso lavar-me, mas, ausente, sem colo, me restringi a pensar. Só peguei papel, caneta e fui lá fora saudar, o que poderia fazer em mim, um par e um versinho de amor, só pra acolher meu solo num violão imaginário, com uma canção triste e desarranjada, sem coro, sem sopro, só com vela acesa e minha estranheza com essa imensidão de versos que, não pulavam para o amarelo da folha estagnada em minhas mãos, presos em torrentes, o coração e arquivados na memória, desde então!
Soltar os cadarços às vezes nos faz cair na real desse surrealismo que insiste nos esfregar na "cara", enfiar nos gostos dos desgostos e desfazer "nós" nas andanças desse subordinado todo!
Tem que fazer um nó cego, caso não queira judiar dos próprios pisões e machucar os próprios pés nessas retas de curvas incertas.
Usar um bom tênis, não significa estar bem calçado, significa boas estatísticas de jornada.
Os pés têm que associar o descaso do cansaço e fazer manutenção frequente enquanto ladeira tiver de subir ou descer, vencer e só esmorecer no chão frio do banheiro no dia seguinte do tédio...
Sou meio lua...
Meio dia "sua", meio dia minha, nos vãos sou casulo e nos intervalos faço-me entrelinhas...
Sou assim "nova", inovando o que dá, sou perseverança pura na "minguante" amuar, sou "cheia" que só, até extravasar, ir além, transbordar, rápido, devagar, cansar, parar, respirar, tomar fôlego e crescer, "crescente" até a fase mudar.
Sou a lua do sol, a lua do luar, a moça de fases e pairo sempre no vento que, por si, me faz pairar, que, para sempre serei a "nova" que nem "minguante" cansa, nem "cheia" estoura e "crescente" segue destino a sonhar!
O dia foi encostando naquela montanha e um sol sorrindo veio invadindo...
Não dá pra controlar alguns pensamentos, mas dá pra ocupá-los com um pouco de ânimo, isso depende de nós, nos incentivarmos a radiarmos e fazermos farol em nosso penhasco de dentro.
À vida está sempre em torno de tudo o que nos habilita bons motivos, boas novas... Não tem que se afogar na primeira poça, debruçar no primeiro muro e não tem que quebrar a cara se alguns vãos não estiverem sendo preenchidos, tem que se abraçar com o melhor abraço e apertar os “nós” da garganta; e que dê o primeiro grito, quem o tiver para gritar!
À vida é um sopro, faz valer a fúria de alguns ventos e o desenho quente do sol esboçado em nossas costas!
O silêncio reatou-me aos laços de infância, de pequenezes que fazem falta...
O silêncio que trago, carrega uma voz mansa, de menina que dança com ritmo inventado, de sobriedade invadida por estampas de borboletas, de brilho de girassol, de nuances sem destino.
A menina que sacode o silêncio, perpetua leveza, en(canta) com a penumbra do crepúsculo e ensurdece como a dama do mar, embala um som que enfeitiça esse silêncio, que jaz, eterno naqueles dias de ventos, desses varais da vida!
À mentira, não tem só as pernas curtas, como os braços e as feições também...
Com mentira, não tem como abraçar forte, não dá pra doar colo quente, não dá pra sorrir com alma, não dá pra enfeitar os olhos com amor, não dá pra chorar sufocando!
À MENTIRA é um vespeiro em maremoto, que destrói com dor em poucos segundos, que arranca meio mundo um coração inteiro, sangrando, em p-a-r-t-e-s, pequenas!
Quando o dia começa sem sol, na verdade, ele ainda está, no céu da lua, namorando, entrelaçando e refletindo de forma poética nossos corações lá de cima. À lua saudosa, não o terá assim, que “ele” entrar na cena de nossas vidas, “ela” é ciumenta e faz noite chover!
Um dia de sol ou sem sol, é pura contemplação, o que prevalece é a nossa constância de vida, nosso sabor escandaloso pelos aperitivos, pelos doces e amargos...
Façamos lua, sejamos sol, embaralhamos sol e lua e percebemos que basta dançarmos em nossos próprios pensamentos que, coisas acontecem...
Faz verão nas flores de dentro, outono nas folhas desamparadas, inverno no tédio e muita primavera no impulso entre tomar fôlego e à próxima respiração!
Não tem como ficar estagnado assistindo o filme de terror real passando na tele(visão) dos nossos olhos...
Não tem como encher de cobertores o frio das ruas, se não aquecemos os próprios corações e não mutilamos à frieza de nossa alma.
Não tem como calar, quando o grito é mais forte que o próprio desamparo...
Tem que libertar as obediências, deixá-las obedecer os vácuos estreitos e alargar os instintos!
Tem que deixar, fazendo acontecer melhores oportunidades, pois elas não se fazem sozinhas e não caminham sem estar lado a lado à sensata lucidez, ainda que seja, desconfortavelmente doida e doída!
ESSE TEMPO QUE NÃO PÁRA
Estranho pensar e falar sobre o tempo, às vezes parece passar muito rápido, outras vezes parece que não passa. Mas ele está do mesmo jeito, mesmo ritmo, exatamente igual, o que mudou na verdade foi você e eu e a nossa maneira de vê esse senhor chamado tempo. Hoje você fala que sente que ELE não passou, Vive repetindo: _ parece que foi ontem, e se espanta quando percebe que passou sim, mas percebe aos poucos...
Sabe aquele amigo, vocês estavam sempre juntos, sabiam tudo um do outro, nunca lhes faltava assunto, agora não existe tantas coisas incomuns e o silêncio causa desconforto, os colegas de um passado próximo já se tornaram estranhos e você percebe que esse tal Tempo tem agido de forma discreta, mas está deixando suas marcas.
E vê seus amigos ganhando novos amigos, se tornando pais, se casando, se separando, enlouquecendo, enriquecendo, não fazendo nada, perdendo tudo e mudando um pouco a cada dia. E vê que você também ganhou, perdeu, aprendeu, mudou, mudou novamente e tem medo de mais mudanças e tem medo também de continuar igual.
E no fundo você sente falta de quando não se importava com tempo, foi bom! Mas também passou e hoje a cada preocupação e cada minuto bem gasto você se orgulha, você se sente bem quando chega o fim do dia e você conseguiu é isso VENCEU mais uma vez..
E vai percebendo que apesar de acreditar que o tempo é seu inimigo, ele é fundamental e é você que decide se ele será o mocinho ou o vilão nessa nova fase que já começou .
Cultivar dentro de si; a autoconfiança.
Fazer o que, de preciso for; para seguir em frente, mesmo diante de quaisquer obstáculos.
Entrar em comunhão com Universo; por meio da própria consciência.
Enfim, ser receptivo para novas emanações que façam uma autorrenovação íntima; tal como uma fórmula renovadora e eficaz da que dê muito mais perspectivas de vida, em nível de autossuperação.
Doíam-me os poemas
nas suas páginas em combustão
alastrava a raiva dum fogo posto
Para o qual não havia água
Que o abrandasse
Lacrimejava-me o olhar
De tanto verso incendiário
- Quem é que via o meu sangue a arder ?
E se me perguntares:
qual a razão desse impulso ardente
Dir-te-ei:
-Nunca soube em que ponto cardeal
O poema se cruza com a sua estrela ! ...
[Távola De Estrelas] Index - Eu Canto O Poema Mudo
Ele_ Liga.
Ela. Oi?
Ele_ Iae você ta aonde ?
Ela_ Na casa da minha mãe.
Ele_ Serio? To aqui com ela.
Ela. Não amor é na casa da mãe da minha mãe. (avó).
Ele_ Sua avó ta aqi também. Você este dias estar mentindo pra mim porque?
Ela_ Não posso falar agora amor.
Ele_ Você ta mim deixando com raiva acabou tudo entre agente. :'(.
Ela_ Não amor mim perdoa.
Ele_ Tchau.
Ela_ Faço o quer pra você mim perdoar?
Ele_ Se mata.
Ela_ Desliga o célula.
Mãe. Liga Pra ele.
Ele_ Oi.
Mãe. Minha filha se matou, mais antes ela falou que foi por sua causa, pra ganhar seu perdão.
Ele_ Meu Deus Mais eu não sabia que ela iria leva isso a serio o que será de mim sem ela?
Mãe_ Ela antes de se matar mim falou mãe olha amanhã é o dia do aniversario dele, diga a ele que eu não quis fala aonde estava porque ele iria desconfiar de mim.
Ela_ Meu Deus Mim perdoa não quis que isso tivesse acontecido.
Mãe_ Minha filha de amava. Desliga o célula...
Ela. Se mata e deixa uma carta que estava escrito assim...
Mim perdoa meu amor vou te encontrar no céu...
Coloque neste porta-retrato as lembranças que ainda virão,
as amizades que você conquistará,
as emoções que estão por vir.
Coloque os projetos que você realizará,
a viagem dos seus sonhos,
o próximo carro.
Assim, toda vez que você olhar este porta-retrato, saberá que estamos sempre em busca de algo melhor, como tenho certeza que 2014 será para todos nós.
E em meio às incoerentes linhas dessa vida desordenada vou caminhando me contorcendo entre mais espinhos que flores...
Atiro-me ao primeiro choro, me arrisco ao primeiro soluço, me reviro na cama à procura de algo que nunca tive ou esqueci que tive ou quem sabe tenho e não sei conviver com tal.
Entrego-me a primeira música, sem abreviações me faço completa e pergunto a mim mesma que negócio é esse de ficar assim sempre nessa melancolia de doer. Aonde ando que não me encontro?
Mais um dia à procura de mim mesma nos estreitos vãos da vida.
Escutamos de pessoas únicas, palavras que nos fazem sangrar...
É fato... Quem mais nos ama também nos machuca, às vezes, até mais que qualquer outra pessoa, pois a dor é tão forte que ficamos doentes por algum tempo, enlevados...
E ai refletimos...
Será que também já fizemos um alguém sangrar?
Provavelmente com a mesma ou até maior intensidade.
Tem que ter jogo de cintura e seguir... Não dá pra ficar questionando o tamanho das dores e de que forma ela se estagnou... Pois a vida têm dessas coisas doloridas e cruéis.
A propósito, se esperamos uma palavra de conforto, também temos que doá-la... Afim disso, tende entender que, assim como estamos sentindo a dor, também podemos provocá-la.
Ciclo humano, aonde todos os sentimentos e acontecimentos podem ocorrer...
Bem vindos a bordo nessa embarcação!
Simone Resende
Ouvir o silêncio é exatamente orientar-se com o próprio coração!
De repente, chega um carinho da alma que abrevia os questionamentos e desanuvia as interrogações...
O nosso corpo responde às nossas ações, que seja então resposta de paz e consolidação!
Tem hora pra ficar quieto e deixar os sentidos relaxando no encosto dos nossos sonhos, as dores tomarem seus rumos, os olhos ganharem luz de outras arquiteturas e acima de tudo, o coração desacelerar e bobear sutilmente um manancial de espontaneidade e levezas para dentro de nossas expectativas, assim deixando aos poucos o silêncio então, distanciar e novamente celebrar voos em ares de brisa fresca!
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