Mensagem de Dor
Dias de desespero
Tem dias que o sorriso é amarelo
Tem dias que o amor se esconde no suspiro.
Tem dias que a tristeza e o medo governam a mente
Tem dias que as orações não surtem o efeito esperado.
Tem dias que a pele treme com a força dos nervos.
Tem dias que a garganta entala com a vontade do grito.
Tem horas que os olhos submersos em lágrimas que não deixamos escorrer, afogam nossa fé.
Tem dias que até o maior fica pequenininho, encolhido entre o sentimento sorrateiro que vem pela sola dos pés.
Tem horas que o aperto no peito esmaga a confiança em dias melhores.
Tem horas que o desespero incontido é capaz de escurecer até o sorriso mais lindo da criança.
Tem horas que a escuridão e o silêncio gritam no cômodo frio.
Tem horas que nada se explica, não queremos explicação, só queremos socorro.
Morto
Sinto que perdi um pedaço
Talvez
É difícil manter o quebra cabeças
Montado
Sempre exibido a todos.
A moldura não é firme
As peças não se seguram sempre
As pancadas, toques, quedas
Fotos
Desgastam a forma completa.
Fecho os olhos e
Cubro meus ouvidos
Vejo e ouço meu interior
Vomito
Sou muito podre para meus sentidos.
Uma parte de mim morreu hoje
Tentei reanimá-la
Sem sucesso
Acho que perdi minha melhor parte
A parte que me amava.
Lar
Se a casa é onde nos sentimos bem,
Faço ao seu lado minha morada.
Jamais passarei fome ou frio, além
De estar no coração de minha amada.
E pelo seu feitiço deveria ser queimada,
Tal qual as bruxas há anos atrás.
Fez-me um servo em sua jornada
Sou um escravo, mas vivo em paz.
Quando quiser me assassinar, se despeça
Não consigo viver sem teu carinho.
Mas me mate, e que não seja depressa,
Prefiro ser torturado, que estar sozinho.
Poço
Os arranhões na parede do poço
Mostram como tentou subir um dia,
Não conseguiu pela culpa, embora moço,
Poderia chorar até transbordar, e sairia.
Sucumbe aos delírios da solidão,
Cansado, machucado e um dia caído,
Busca ao longe ajuda, sorriso ou mão
Alguém que lembre que tenha vivido.
E na corda que poderia subir
Resolve apertar o nó do pescoço,
Mas a tristeza não deixa voar e cair.
Transbordando as lágrimas de desgosto,
E os arranhões na culpa do moço,
Mostram a parede, embora no poço.
Está doendo. Odeio esse sentimento. Queria poder fazer alguma coisa. Gosto muito desse garoto, mas agora não posso fazer nada. Nunca mais vou gostar de alguém. Por que eu quis ser adolescente? Foi um erro.
Preso as correntes da culpa...
Dementado pelos meus erros...
Eu devaneio pelo sabor dos teus beijos...
Sigo sentido uma dor distante...
Sigo em silêncio constante!
Fomos muito ingênuos
Procuramos um no outro coisas que não podíamos encontrar
Perdas que nada tinham a ver com aquela relação
Eu fui verdadeiro e te vi de verdade
Nossas almas se encontraram, nuas e desarmadas
Vi em você a pureza de um coração
Que preferiu se endurecer porque não queria perder mais nada
Por menor que fosse, por mais desimportante
Você viu em mim o cuidado
A juventude que você negou a si
Os erros que não se permitiu cometer
A fé que você sentia que nunca existiu
Foi amor
Foi paixão, foi fogo e queimou
Você diz que ainda me ama
Mas te desafio a entender que você amava
A pessoa que se permitiu ser ao meu lado
Abraços quentes
Uma dor no estômago
O vento que arrepiava em sua garupa
As noites em silêncio
A mensagem não lida
O celular desligado
O amor ligou
Mas não encontrou você do outro lado da linha.
Das minhas desilusões amorosas
Sinto como agudas adagas cortando minha alma, Sangrando à já esquálida alma.
As lágrimas descem, molhando essas feridas
Lágrimas como o mais amargo fel , que cai no abismo dessas feridas
Duplicando me as dores mais infindas
Coração bate descompassado
Triste por não haver mais motivos para bater
Olhos calados,
Ouvidos mudos, que nem mesmo a própria dor as ouve
Corpo fraco, sem a rigidez para se estar de pé.
Meus ossos foram quebrados,
Meus sonhos triturados.
Ao que distante via, hoje se abraça à mim, a solidão!
Faço me amigo de minhas lágrimas, duras como a rocha, mas que expressa o que os olhos já não veem mais.
"Nem sempre carregamos nossas cicatrizes na pele... muitas vezes, as carregamos na alma, tornando-as invisíveis ao mundo!"
No Silêncio da Solidão
No silêncio profundo da solidão,
Ecoa uma melodia sombria,
O coração solitário busca em vão,
Por uma luz que o guie noite e dia.
As sombras dançam em torno, frias,
A alma anseia por uma mão amiga,
Mas na vastidão das horas vazias,
A solidão persiste, triste e antiga.
AQUI E AGORA
Eras em pleno inverno, que então
Da minha poesia, um dia, partiste
E ela, coitada! vazia, fria e triste
Vagueia pela poética com ilusão
Assim nos seus versos a emoção
Suspira, nubla e não mais existe
Quando resiste, como nunca viste
Chora, lamenta, cheia de paixão
Tão louca está, que não conheces
Mais, o rumo do tempo de outrora
Aqueles versos tais doces preces
E, tão ainda viva, a prosa implora
A saudade geme, e não esqueces
Como se fosse hoje, aqui e agora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/08/2023, 19’43” – Araguari, MG
Você não é meu amigo, você só esteve comigo quando eu estava em uma versão fácil de se lidar, quando eu não estive, você foi procurar as pessoas que não ficam tristes, as mais falsas que podia encontrar. As que vivem rodeadas de "amigos".
"As vezes é preciso se afastar
Se afastar para se escutar
Escutar o que diz seu coração
Levando em conta o que diz sua razão
É necessário ponderar
sobre o que realmente vale a pena
deixar ir ou deixar ficar
Certas coisas se tornam tão familiares
que é difícil abrir mão
Mas pro seu próprio bem-estar
Deixe ir!
Deixe ir para que o melhor possa vir
Dói, machuca, sangra...
e parece que nunca vai passar
Mas acredite: passa
A ferida precisa sangrar
para só depois cicatrizar
Não pule etapas
Se dê um tempo e
Respeite o seu tempo
Deixe a vida te surpreender
A dor é passageira, a cura chegará
O universo trará o melhor que há !
Com paciência e fé no coração,
Abrace as mudanças com gratidão!
Sombra
Você vai, eu vou,
me espera, por favor.
Você toca, eu toco,
me sinto, um pavor.
Você dança, eu danço,
me liberto, num furor.
Você olha, eu olho,
me revelo, minha dor.
Eu sou a intensidade,
Embora seja visto como maldade,
O mergulho é inevitável,
Me torno previsível,
Te entorno,
Como bebida de álcool,
Embriago,
Deixo-me levar,
Meu corpo esquenta,
Eu só quero que se aqueça em mim,
No calor das nossas intimidades,
O disparo no peito,
O sorriso no rosto,
O desejo inevitável,
De estar mais do que perto,
Dentro,
Então te pego,
Te ajeito,
Viro do avesso,
De apertos,
Mordiscos,
Ficam as marcas,
Mas,
Como diria tu,
Na hora ninguém reclama,
Me rola na tua cama,
Na minha,
No teu sofá,
Ou em qualquer lugar,
E você sabe do que estou falando!
Quero teus cabelos em minhas mãos,
Gemidos incontidos,
Pensamento pervertido,
Derrete em mim,
Até o fim,
Da amizade ao prazer,
Foi fácil reconhecer.
O Andarilho Solene
No caminhar silencioso da finitude da vida
De mãos atadas fico nesse mundo sombrio
Com um "quê" permeando o meu ser
Na mais forte angústia - tento renascer
Por vezes penso em morrer
Levar toda essa dor que faz doer
Angústia - Aflição - Ansiedade
Preciso de um Anti-Deprê que não seja arrefecer
A incerteza faz-me enlouquecer
Negar-me a mim mesmo?
Deixarei a névoa agônica transitar no âmago almático
Sei lá...
Quero viver!
As pessoas que mais machucam e agridem o outro são também aquelas que carregam no âmago as maiores e piores feridas.
A dor as levam à beira da irracionalidade e o ataque é autodefesa
Eu estou tentando, de verdade, estou tentando parar de te amar demais, mas está tão difícil
Embora eu já saiba que não é recíproco, e que talvez "ela" seja sua escolha no fim, eu permaneço no mesmo círculo, o círculo que me obriga a pensar em você e te amar vinte e quatro horas por dia.
Estou presa, lutando contra meus próprios pensamentos, diariamente... e implorando por qualquer migalha que venha de você.
Eu sei, é ridículo, porém, mesmo que eu saiba disso, não posso me forçar a simplesmente "parar".
