Mensagem de Dor
Teu silêncio e tua ausência me sufocam. Sinto como se não fosse mais nada para ti. As lembranças de ontem estão tão vivas em minha mente que me sinto doente. Como céu e inferno podem ser tão perto em questão de segundos? Nada mais importa... nada mais faz sentido.
Sorriso
Um sorriso que tudo mostra
Um sorriso que tudo esconde
Um sorriso.. sem ser um sorriso
Um sorriso que mais parece choro
Um choro oprimido
Que jamais será ouvido
Um lamento
Um grito
Um choro
Quanto esconde esse sorriso
Por quanto tempo há de brilhar
Onde a sua luz já não é mais bem-vinda ..
Por quanto tempo
Tu irás brilhar
Onde não deves
Eu ouvi dizer ...
Eu ouvi dizer que as flores morrem,
Mas as flores que eu te dei, não
Não que elas sejam imortais, pois não são flores reais
São artificiais, igual o amor que tu me deu.
Eu ouvi dizer que na primavera florece, mas não no meu quintal
Flores de plástico não brotam do pé, igual o amor que tu me deu
E o quintal florido, colorido, bonito nunca foi meu, nem seu
Porque tu sempre foi inverno,
E eu sempre fui um mix de estações
Eu fui raíz, fui chão, não passei
Tu foi enfeite de estante, que não morre mas cansa, iguais as flores que eu te dei.
Tesouro Guardado
Eu te amo e te amei,
Tão forte mente,
Que o Tempo fez gravuras rupestres,
Para a todos relatar!
Eu te amo e te amei
Tão linda mente,
Que o ouro se desiludiu,
Logo perdeu sua cor
Para demostrar meu amor
Eu te amei e te amo
Com tanta claridade
Que a prata invejou,
Logo não mais brilhou,
Por respeito a meu amor
Eu te amei e te amo
Tão arduamente
Que o bronze declarou!
Mas forque que eu,
É esse teu amor
Eu te amei e te amo,
Tão linda mente
Que o diamante dê repente declarou!
Esse seu amor,
Possui mais valor
Que a transformação
Do mais puro Carvão
Eu te amei, não mais te amo,
Como te amei,
Mas não mais amarei,
Lagrimas de depressão,
Por não sermos como carvão,
Que por mais que sofra com a pressão,
Ao final tornar-se-á em diamante,
Sublime, resistente e brilhante
Eu te amei
E a você deixarei,
Esse meu amor guardado,
Como ninguém poderá,
Um dia se quer falar.
São só lágrimas,
Somente líquidos derramados.
Não há o que reverter rapaz,
Não sei, posso está enganado.
Em fim o amor foi extinto,
Estamos passando por horrores.
Temos milhões de soldados,
Nesta guerra onde todos sairão perdedores.
Não há mais fé...
Tão pouco esperanças.
É doloroso olhar o futuro,
Em cadáveres de crianças.
É eu sei o quanto está difícil
Viver nesta gaiola de solidão.
Aqui só vemos dor, miséria
E líquidos indo de encontro ao chão.
Acho que todos entenderam,
Valor monetário não traz felicidades.
Traz somente egoísmo, superioridade,
Mas não te tira dessas eternas grades
Berros e mais berros!
Quem ouvirá seu clamor, seu grito?
O planeta inteiro está surdo rapaz...
O planeta está pequeno mesmo sendo infinito.
São só lágrimas...
Lágrimas...
E mais lágrimas...
Os sonhos roubando minha vida
Eu durmo e não quero acordar
Lá, tenho de novo a família
É lá que eu posso voar
E mesmo tendo pesadelos
Não se compara a realidade
Onde eu vivo a dor o tempo inteiro
Mundo + dor = maldade
Sorrir em falso já virou rotina
Águas cobrindo minha retina
Luz que me ilumina?
Está encoberta por essa neblina
Fina, eu quero é amar
To tentando me libertar
No peito as mágoas
Chuva cai lá fora
E eu aqui dentro a chorar
Mas que ano!!!
Esse ano está sendo um ano de aprendizado..
Aprender a não confiar!!
Chato ter que ser assim...
Se não houvessem pessoas ruins seria mais fácil...
Mas elas existem...
E as vezes mais perto do que a gente imagina.
Portanto se eu posso passar uma lição que estou aprendendo é:
Não confie 100% em ninguém;
Não espere que as pessoas ajam como você;
Não se diminua por ninguém;
Valorize se!
Visto que não quero mais escrever
Não consigo me livrar dos pensamentos
Que insistem em todos os momentos
Num abraço estar sempre a te envolver
Condenado ao fracasso está o amor
Que incapaz é de enfrentar a solidão
Cujas portas fechadas estão
Do coração que não aguenta mais sentir dor
Frente as portas fechadas meus esforços são em vão
Pois não há poema que se esgueira na fresta da janela
Entrando mesmo ao ser lido pelos olhos dela
Que é capaz de abrir as portas de seu coração
A desistência, a mais sensata das opções me parece ser
Mas recuso-me a tão fácil desistir
Mesmo que continuamente tenha que insistir
Por mil anos ou mais para prevalecer.
Quando a lembrança dói, não há o que fazer, se não relembrá-la, relembrá-la, relembrá-la. Até que seu sentido mude de direção.
E foi se machucando que ela soube que costurar não envolve apenas tecidos, mas também afetos remendados.
Na Psicanálise não se fala em superação. Nada superamos. A ferida faz parte da nossa história. O que muda é a nossa forma de lidar com ela.
Incrível quando em análise o sujeito percebe seu sintoma por meio de suas repetições. É um doloroso insight, mas libertador quando ressignificado.
Seu sucesso
Seguido de sua queda
Vieram ambos repentinos
E lhe deixaram a mercê
De seus demônios
Com seus vícios famintos
A lhe corroer as entranhas
Tem gente na vida que não se encontra, se esbarra, fica contigo por uns segundos e vai embora sem te dar a chance e saber oque aconteceu realmente. Dele só fica a dor da batida.
AOS POUCOS
Aos poucos ela foi ficando diferente, fria, distante.
Aos poucos ela aprendeu a se amar mais, deixar de lado quem nunca esteve com ela.
Aos poucos ela aprendeu a viver sem esperar muito das pessoas.
Aos poucos ela teve medo, mas continuou a caminhar.
Aos poucos ela quis desistir de si mesma, mas viu que não iria resolver.
Aos poucos ela quis se perder no mundo, mas viu que não pertencia a ele.
Aos poucos ela foi se desfazendo e se refazendo novamente no dia seguinte.
Aos poucos levaram dela o que ela tinha de mais importante, a fé de que as pessoas são boas.
Aos poucos ela viu o amor se tornar algo frio.
Aos poucos ela quis deixar de se importar.
Aos poucos ela olhava e se desfazia em prantos.
Mas foi aos poucos que a vida começou a retribuir em flores o que o tempo levou embora.
E aos poucos estamos indo embora, uma viagem sem volta.
E aos poucos ela quer colher todas as flores que puder.
Texto: @ericacbribeiro
AOS POUCOS
Aos poucos ela foi ficando diferente, fria, distante.
Aos poucos ela aprendeu a se amar mais, deixar de lado quem nunca esteve com ela.
Aos poucos ela aprendeu a viver sem esperar muito das pessoas.
Aos poucos ela teve medo, mas continuou a caminhar.
Aos poucos ela quis desistir de si mesma, mas viu que não iria resolver.
Aos poucos ela quis se perder no mundo, mas viu que não pertencia a ele.
Aos poucos ela foi se desfazendo e se refazendo novamente no dia seguinte.
Aos poucos levaram dela o que ela tinha de mais importante, a fé de que as pessoas são boas.
Aos poucos ela viu o amor se tornar algo frio.
Aos poucos ela quis deixar de se importar.
Aos poucos ela olhava e se desfazia em prantos.
Mas foi aos poucos que a vida começou a retribuir em flores o que o tempo levou embora.
E aos poucos estamos indo embora, uma viagem sem volta.
E aos poucos ela quer colher todas as flores que puder.
Texto: @ericacbribeiro
Hoje somos estranhos. Até há uns tempos, era isso que doía, o facto de sermos estranhos. Hoje... Hoje, somos apenas, uma lembrança do que fomos. Hoje, passamos e já não nos reconhecemos. Ainda dói. Mas é uma dor diferente. Hoje dói termos chegado a este ponto. Ontem doía, porque te amava. Hoje desapego-me.
