Mensagem de Despedida a Avo Falecida
A complexidade das minhas crenças perpetua-se à medida que não as ressignifico e submeto ao teste da realidade.
Sou um complexo de complexos em um processo de (re) existência constante, um universo que vai além da finitude do corpo.
Um incansável e infinito Devir.
Se me derem o ar da hostilidade, ventania será para fortalecer os meus pulmões.
Se lançarem sobre mim a terra do desprezo, sobre ela caminharei.
Se, como fogo, suas atitudes quiserem me abrasar, meus sonhos às cinzas não se submeterão.
Se me derem águas de ingratidão, por meio delas navegarei até meu porto seguro.
E se não me derem mais NADA, então tudo eu construirei.
Sim, Poeta serei.
...
Se quiserem minha voz silenciar, minh'alma rugirá em resistência.
Sim, em (re) existência lutarei — até que cale a voz de meus opressores e inimigos.
...
E, por fim, se forem insensíveis e indiferentes, então a DIFERENÇA me tornarei. Minha sensibilidade não mais me atrapalhará.
Como águia, meu voo subirei até que não os veja mais por perto.
A ti, que é digno de se encaixar na categoria que engloba aqueles cuja a seleção de afetos dar-se à artificialidade oriunda de seus interiores vazios... boa sorte [...].
Eu sou infinitamente mais!
Gosto do teu cheiro,
da sensação suave que me invade quando me aproximo.
Teu cabelo — tão lindo,
mesmo quando se entrega ao desalinho.
Teu sorriso tem a estranha habilidade
de me quebrar por dentro;
desvio o olhar,
porque tua luz me espanta.
Não sei se te verei amanhã,
mas já me preocupo com a roupa
que vestirei para o encontro.
Escrever te é mais fácil:
tua voz me silencia,
rouba-me a palavra,
obriga-me a tossir para disfarçar
o descompasso do coração.
Eu não sei o que é o amor.
Mas sei, com certeza,
o quanto é bom
estar contigo.
Nas dobras invisíveis da memória, onde datas se fundem a tamareiras douradas, um eco de encontros desfez-se em pó. Palavras inglesas pairam como fantasmas: date, um instante capturado; date, um laço efêmero de peles e olhares; date, a polpa doce que escorre entre dedos esquecidos. O abstrato devora o linear, tecendo fios de um novelo sem fim, onde o romântico se perde em desertos de silêncios.
Sombras dançam em relógios parados, namorando o vazio com passos tortos. Corpos se inclinam para o nada, inventando amores de névoa, frutas que não caem, calendários que se desfazem em confetes de ontem. O humano reside no rompante, na frase que se quebra como vidro fino, no pulsar irregular de um coração que ignora o tempo. É o caos que respira, o tropeço que encanta, o desalinho que pulsa vivo.
Entre curvas de sentido ausente, a alma se desdobra – não em mapas precisos, mas em rios que correm para lugar nenhum. Desconexo como o sonho acordado, abstrato como o vento em folhas mortas. Humano, porque sangra nas bordas, sonha nos vãos e persiste no eco das ausências.
Neste Dia das Mães, meu coração se enche de gratidão e amor.
Gratidão pela bênção de ter uma mãe que é exemplo de força, cuidado, carinho e dedicação: minha mãe, Mariluza, cujo amor me acompanha e sustenta ao longo da vida.
Também celebro o privilégio de ser mãe da minha amada Maria Luiza, minha luz, meu sorriso diário, meu presente mais precioso.
Ser sua mãe é uma das maiores dádivas que Deus me concedeu: um amor que atravessa gerações, cura, fortalece e nos ensina diariamente sobre afeto e esperança.
Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que carregam no coração a beleza de amar incondicionalmente. 🌷💖
Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.
Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.
Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...
No palco da vida,
quando as cortinas se fecharem de um lado,
todas as coisas nos serão reveladas do outro.
Descobriremos então o que valeu a pena,
mas muito mais, o que não valeu a pena viver,
pois estávamos presos às ilusões do mundo material.
Por isso,
aqueles que mais se entregarem às experiências espirituais,
serão os que menos sofrerão do sentimento
de terem desperdiçado a vida.
É impossível colher algo diferente do que se planta, mesmo que as aparências enganem nossos limitados olhos. A semeadura é nosso arbítrio, a colheita no entanto, obrigatória. Por isso, apuremos nossos corações para que saibamos plantar as melhores sementes e consecutivamente colher os melhores frutos.
Assim como é na abundância que devemos acumular a água para os períodos de seca, é nas épocas de alegria que devemos fortalecer a fé, para que a tenhamos em grande quantidade nos momentos de adversidades.
A firmeza de teus passos pode determinar o quanto teu corpo caminhará, porém é o alcance de teu olhar que determinará quão longe teu espírito irá.
Não te permitas ser julgado, senão pela figura que encontras em teu espelho. Mas cuide para que esta não te condene.
Fortes não são aqueles que não caem, mas os que conseguem se por de joelhos após a queda, tomar fôlego e se reerguerem.
Nunca estivemos tão tecnologicamente conectadas e tão emocionalmente desconectadas como nessa segunda década do terceiro milênio.
As dores da vida não são apenas inevitáveis.
Também são úteis quando se tornam ensinamentos.
As dores da vida não precisam permanecer como tal. Elas podem se transformar em boas lembranças, quando delas extraímos as melhores essências.
As dores da vida podem se converter em caminhos. Neles encontraremos esperanças e realizaremos os novos sonhos.
As dores da vida podem acabar um dia se tornando flores, metamorfoseando nosso calvário em um belo jardim.
Quando somos genuínos, mesmo nas dores estamos com a alma leve, pois não nos corrompemos aos valores do mundo. Quando contrariamos nossa alma, mesmo no êxito nos tornamos sombrios diante de nós mesmos.
Foi no desvio que eu encontrei o caminho.
Foi na falha que tudo se iluminou
Foi no deslize que nossas mãos se encontraram
Foi no choque que nosso olhar se conectou.
Na imperfeição a vida vai construindo a Sua Perfeição.
A história não é feita apenas de grandes batalhas ou tratados — é escrita por pessoas que ousaram existir de forma intransigente. Hammurabi, há quatro mil anos, compreendeu que a justiça precisava ser escrita para ser real, mesmo que imperfeita. Aristóteles, séculos depois, desafiou o mundo a pensar, a questionar, a não aceitar verdades prontas. Joana d'Arc, com dezenove anos, provou que a coragem não pede permissão — ela simplesmente age, mesmo quando a fogueira a espera. Rosa Parks, cansada, recusou-se a ceder o assento e desencadeou uma revolução sentada. Angela Davis, presa e perseguida, transformou a cela em púlpito e o silêncio em denúncia. Miriam Makeba, exilada, cantou a África para o mundo e fez do palco um ato político. O que une essas vidas tão distantes? A recusa em ser invisível. Cada um, à sua maneira, disse "eu existo" em voz alta — e o eco ainda ressoa
A vida não se entrega de bandeja, ela se revela aos poucos, entre o que sabemos e o que tememos. As verdades que carregamos hoje, amanhã podem ruir. E não por fraqueza nossa, mas porque viver é, essencialmente, revisar o que pensávamos certo. Incertezas não são ausências; são convites. O medo do desconhecido muitas vezes nos paralisa, mas é nele que crescemos — não no conforto do já sabido, mas na fricção do ainda não compreendido. Amamos, perdemos, recomeçamos, sem garantia alguma de que dessa vez será diferente. E mesmo assim, recomeçamos. Porque a verdade mais honesta da existência é justamente essa: não há certeza, apenas escolha. Escolher acreditar, escolher permanecer, escolher esperar. A melancolia do futuro incerto convive com a ternura do presente vivido. E no fim, talvez a única verdade inquestionável seja que estamos aqui, respirando, tentando, errando, recomeçando e isso, por si só, já é suficiente.
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