Mensagem de Ausência
Ausentar-se da vida de alguém em algum momento específico também é um ato de caridade, na realidade é um dos mais nobres
Separados dos pais, os filhos sofrem com a falta do carinho, que alimenta a alma, e do afeto que nunca era pra se encerrar.
O frio que vem de dentro
Aqui está bem frio.
Faz uns três anos que não ficava assim.
Mas não é a esse frio que me refiro.
O meu vem de dentro —
de uma saudade,
de uma ausência...
É a falta de algo que nunca tive,
não nesta vida...
e nem sei dizer em qual deve ter sido,
mas meu corpo sente —
e não desiste.
Fui dormir,
e meu peito queimava gelado,
se expandindo por todo o corpo,
me deixando gélida.
E não há edredons,
nem cobertores que me aqueçam,
até que eu durma
e, finalmente, o esqueça...
E uma hora ou outra eu vou aparecer, que seja nos seus pensamentos ou nos seus sonhos. E você vai acordar no meio da noite e me procurar desesperadamente e, só assim vai se dar conta, que só restou a ausência de mim.
Babaca foi você mesmo!!!
Você tinha minha presença e hoje queira ou não tem que se contentar com o vazio da minha ausência.
A saudade vêm.
A lembrança machuca.
Mas meu coração ainda bate pelo seu amor.
É... Eu ainda sinto sua falta...
Sua ausência me sufocava, mas ainda assim... Meu coração palpitava...
Ainda te esperava todos os dias e ainda espero que possamos nos encontrar de novo.
"Às vezes isso acontece
E não é nem dor, nem castigo
Vivo num mundo à parte
Faço de mim meu abrigo...
Quando você se retrai
Fecho este mundo e nem ligo
Faço poesia da ausência
E nas entrelinhas confesso
O amor que jamais te digo."
Lori Damm
Luto dos entes mais novos,
Nossas crianças se despedem mais cedo
E nos deixam com uma imensa tristeza
Para sempre nossas lindas lembranças
Que vimos crescer e seguir em frente
Chegando no grande universo, encontre
Tantos amigos e outros lá desfrutando
De seu eterno descanso, tendo sua paz
No dever terreno cumprido a sua missão
Continuaremos aqui, com muitas saudades
E com Deus confortando os seus familiares
E quem sabe um dia, entendermos o sentido
De conviver com as perdas e sermos eternos
Amor também é, a clara necessidade de estar junto, se a pessoa escolhe não estar contigo e sua presença não é prioridade, tá óbvio que esse amor já não existe!
sentindo nada eu sentia tudo
acordei
em êxtase
sentei na cama e senti um enorme vazio
nessa lacuna existencial pude sentir todos os meus sentimentos passando por cada centímetro meu corpo
não sei qual deles ecoavam mais alto
a dor da ausência
a solidão em estar só
(...)
e mesmo
sentindo nada
eu sentia tudo
na dor
me senti viva
2014 (o tempo não cura tudo)
nada irá curar a dor da saudade de você
o buraco que ficou desde que você partiu
a dor da sua ausência ...
o saber de nunca mais poder ouvir a sua voz
ou sentir o seu toque
minha lágrima não caiu quando você partiu mas por dentro eu desmoronei
mesmo quebrada em mil pedaços eu permaneço aqui
mas eu nunca mais serei a mesma
Saudade, sensação que não conseguimos descrever, mas que o sentimento descreve através de uma ausência.
Se você vê nitidamente ou sente a presença de alguém em todo lugar, é sinal que ela marcou a tua alma e a vida dela valeu a pena.
A importância do seu ato
para mim, está na possibilidade
de que eu possa sofrer as consequências dele,
portanto, o que venhas fazer para
agradar-me,
que seja feito enquanto eu esteja por aqui.
Para que eu possa usufruir ou ignorar,
agradecer ou repudiar, pois
na minha ausência ele não tem sentido.
Ficar perto de você me deixa louco, como se cada momento ao seu lado fosse um sonho que não quero acordar. E não estar perto de você? Ah, isso me consome ainda mais, pois a saudade se torna um fogo que arde, mas não se apaga.
É uma dança entre a presença e a ausência, onde seu sorriso é a melodia que embala meu coração, e seu olhar é a luz que ilumina meus dias mais sombrios.
Você é a tempestade que agita o meu mar e a calmaria que acalma o meu porto.
Estar contigo é perder-me para me encontrar; é um doce devaneio do qual não quero acordar. E mesmo quando estamos distantes, seu amor me faz companhia, pois você está sempre presente, mesmo quando não está.
Ser fiel a si mesmo é o primeiro passo para não se perder no outro. Quando quem amamos não está, percebemos o quanto a vida é dura — e curta. Esperar finais felizes parece ingênuo diante da realidade que insiste em nos quebrar.
Mas há força na dor. As partes que se quebram revelam quem realmente somos. A ausência do outro escancara a necessidade de presença de si. E quando dizemos “nunca mais”, talvez estejamos, enfim, dizendo “agora, sim” — para nós mesmos.
A maioria se agarra ao passado como quem teme o vazio — são moldadas por ausências, traumas e repetições que não cessam. Caminham carregando escombros de si mesmas, como se a dor fosse identidade. Mas eu sou inquietação em carne. Não aceito ser resultado, sou processo. Não me prendo ao que me moldou, porque sei: o que me molda agora é o próprio caminhar. Recuso as certezas confortáveis do que fui. Refaço-me, mesmo sem garantias. Há algo de sagrado nessa travessia sem mapa, como se o próprio ato de transformar-se fosse o destino. Não sei o propósito — talvez ele nem exista —, mas sigo, porque estagnar é morrer, e eu escolho o abismo de me tornar.
Por todo este tempo, eu vivi... respirei, caminhei, cumpri os dias como quem atravessa paisagens sem se deter nelas. Estive presente, mas não inteiro. Fiz o que se esperava, sorri quando era preciso, calei o que gritava por dentro. E, ainda assim, algo sempre faltava.
Agora entendo: eu vivi, sim… mas nunca tive uma vida que fosse verdadeiramente minha. Nunca abracei meus próprios desejos sem medo. Nunca me permiti ser, apenas ser, sem me moldar ao olhar dos outros.
Talvez, só agora, ao reconhecer essa ausência, eu comece a construir o que é meu... um caminho onde viver não seja apenas existir, mas pertencer a mim mesmo. E nisso, finalmente, pode nascer uma vida.
