Menina que Existe dentro de Mim

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Em ciência não existe um erro tão grosseiro que, amanhã ou depois, sob alguma perspectiva, não pareça profético.

O que é terrível na culpa é que ela atribui ao medo, o maior mal que existe no mundo, um enorme direito.

A honra nunca se ofende impunemente: nunca existe por metade; inteira é forte, ferida está morta.

É simples: se Deus existe, eu serei a primeira a ser informada.

Não há fealdade na natureza. Ela só existe nos nossos olhos.

Não existe nada de novo, exceto aquilo que se esqueceu.

Todo o partido existe para o povo e não para si mesmo.

O amor, tal como existe na sociedade, não passa da troca de duas fantasias e do contato de duas epidermes.

O ridículo não existe: os que se atreveram a enfrentá-lo conquistaram o mundo.

O amor sem desejo é uma ilusão, não existe na natureza.

Não existe nenhuma relação entre os espargos e a imortalidade da alma... os espargos são comidos, enquanto que a imortalidade da alma não.

A verdade existe. Apenas se inventa a mentira.

Existe maior número de compradores loucos do que de loucos vendedores.

A arte existe no instante em que o artista se afasta da natureza.

O homem existe apenas no combate, o homem vive apenas se arrisca a vida.

Não existe nenhuma regra útil sem uma exceção.

Estar dia-a-dia pensando em você não é ilusão e verdade
De valor aos pequenos instantes

Confio em todas as pessoas, só não confio no demônio que existe dentro delas!

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes
Antologia Poética. Rio de Janeiro, 1960

Perder tempo em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir coisas interessantes.