Memorias de um Sargento de Melicia
Tempo do Coração
No abismo do coração, o agora se desdobra.
Lá dentro, a dança das memórias e sonhos,
como fios de DNA entrelaçados.
O presente é o palco onde os arquétipos se encontram,
máscaras que vestimos e desvelamos,
como atores em um drama cósmico.
A sombra, essa companheira fiel,
dança conosco na luz e na escuridão,
revelando verdades ocultas sob o véu do tempo.
O herói, o amante, a mãe, o mago:
todos habitam nosso psiquismo,
como constelações no céu da alma.
E o coração, esse alquimista silente,
transmuta mágoas em ouro,
transforma feridas em estrelas.
Nossas mãos e olhos se tocam,
como símbolos ancestrais,
e o amor, como fogo sagrado, nos aquece.
Viver de passado é acima de tudo imaginação, pois até as memórias podem ser falsas num momento de verdadeiro desespero por respostas sobre a vida
Para se integrar à sociedade, os seres humanos às vezes reprimem pensamentos, desejos ou memórias considerados dolorosos, ameaçadores ou socialmente inaceitáveis, a fim de evitar julgamentos e manter a harmonia social.
O tempo passa e as memórias ficam.
Não podendo voltar no tempo, reviva as lembranças ainda que seja no tempo que te resta.
Nos meandros do tempo, encontramos o sábio mestre que molda destinos, entretecendo memórias e lições em cada instante vivido.
MEMÓRIAS DE JUNHO
Junho, você chegou!
Junto a ti a alegria e a nostalgia, uma relação difícil de explicar, é coisa de sentir, só quem conhece sabe falar.
Ah junho, eu estou tão longe do meu berço, do teu cheiro tão marcante, do teu sabor irresistível e da tua energia contagiante, tão distante.
Mas, você ocupa um espaço vitalício no terreno das minhas memórias, das mais doces e lindas histórias que experienciei na minha infância, junho é uma dança que nunca esquecerei a coreografia.
Não posso te chamar de mês seis, seis é metade e você é inteiro, completo, infinito dentro de mim.
Você é o mês que tem cheiro, gosto, som e veste xadrez.
Senta aqui, vamos conversar!
Quanta história temos pra contar...
Eu ouço o barulho da lenha quebrando, do meu avô derretendo plástico, dos meus olhos enfeitiçados com a cena; coração acelerado, que alegria! Não importa de quem é o dia, Junho chegou, é São João.
Acordar em junho era sempre flertar com a expectativa, nada era programado, mas tudo que desejávamos simplesmente acontecia. Junho nunca me decepcionou.
Hoje é a festa do colégio, eu vou usar a bota do ano passado e o conjunto que Cosme fez. Eu vou levar refrigerante, porque tia Lú já vai levar bandeja... Vó tá aqui brigando vendo tia Lú vasculhando a gaveta, é que pegaram três panos de prato ano passado e nunca devolveram.
Tudo pronto, vamos subir. Cadê Deni que não chega com Fernanda?
Liga lá pra saber, o final é 37.
Camila, “segunda dessa que vem a oito” é a feira de São João, não gaste com besteira, senão vai ficar sem fogos pra soltar na fogueira.
Já são quase 4:00pm.
A carroça de toco chegou, chama pra mim teu avô.
O banho era cedo, antes do sol se pôr, fazia parte do ritual perfumar os cabelos molhados com a fumaça da fogueira e ouvir vó gritar: ‘’menina sai da barra do vento tu acabou de tomar banho quente’’.
E assim eram os dias de Junho, ruas repletas de fogueira, sorrisos e crianças vivendo em plenitude a infância. Sem medo, sem maldade, sem ostentação...
Eu nunca enxerguei Junho como um mês, Junho era um estado de espirito que eu desejava que fosse milagrosamente infinito.
Memórias afetivas,
São de relevância vital...
Criar e manter boas recordações vivas,
É sempre um prazeroso e importante ritual...
*Saudade Esquecida*
No silêncio da noite, ela se fez presente,
Memórias de um amor que foi ardente.
Esquecido, dizem, mas no fundo do peito,
A saudade surge, sem jeito.
Seus olhos, estrelas em um céu apagado,
Sussurram segredos de um tempo passado.
Cada lembrança, um aperto no coração,
Um amor perdido, uma eterna canção.
Nos cantos da alma, guardado está,
Aquele sorriso que não volta mais.
O toque suave, o abraço seguro,
Desvanecem-se no tempo, como um sonho obscuro.
A vida seguiu, passos leves, hesitantes,
Mas no peito, a dor é constante.
O que foi amor, agora é saudade,
Uma cicatriz profunda, marcada na idade.
Chorarei cada vez que te recordar,
Pois o amor esquecido, não se pode apagar.
E a saudade queima, sem cessar,
Um fogo eterno, difícil de amar.
A vida é como um trilho, e as marcas que deixamos se tornam memórias preciosas que habitam para sempre nos corações que tocamos.
Ó, gato preto.
Tu não sabes o quão és belo.
Mesmo carregado de memórias e lembranças negativas,
Você é um resultado da sobrevivência e coragem de seu ser.
Tu não tens noção de quantas pessoas estão passando o que estás a passar.
Isso é muito mais comum do que pensas, pobre gato.
És escuro como a noite e brilhante como as estrelas.
Você é mais do que imagina.
Fique tranquilo, gato.
Volte para a sua casa e abra um sorriso neste rosto triste.
Não tem casa?
Fique comigo que encontrarás a verdadeira felicidade.
Reencontre seus pais e será feliz para sempre.
Não se preocupe, lhe pagarei pela paz derradeira que enfim vai te redimir.
Bem-vindo a vida eterna, gato.
Chegamos aqui
Só que no apagão de nossas memórias, depois da nossa vinda, temos que ir vendo, sentindo, observando, ouvindo e trocando experiências para que o nosso despertar aconteça, cresça,
floresça
e se desenvolva, abundantemente....
Muita luz na sua vida
A saudade é o néctar da vida, pois adoça a alma com memórias, mesmo quando o coração sente a falta do que já foi vivido.
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
Entre Cinzas e Memórias
(Inspirada em Snuff - Slipknot)
Enterre seus segredos na minha pele,
Deixe-me com os pecados que carrego.
O amor que foi pureza, agora fere,
Rasgando a alma num lamento cego.
Os dedos tocam, mas não sinto o calor,
Somente o vazio que você deixou.
No eco do adeus, ressoa a dor,
Da promessa quebrada que se calou.
Eu fui refém da sua escuridão,
Perdi-me em labirintos sem saída.
Amei-te mesmo na destruição,
E morri em cada parte perdida.
Mas sou a chama que insiste em arder,
Mesmo que o vento tente apagar.
Entre cinzas, aprendi a viver,
Ainda que nunca consiga te amar.
"Eu guardo muitas lembranças boas, mas há sem-
pre as memórias ruins que ficam. Como tudo na vida:
sempre há dias de sol, dias de tempestades. "
( Maria Antonieta da serra do Ramalho)
Árvores de Natal e pisca-pisca de Natal ajudam crianças à terem memórias e boas lembranças do Natal, faça a tua nas próximas vezes.
