Memorias de um Sargento de Melicia
No passado, deixo as minhas memórias mais bonitas, onde guardo as histórias mais patetas, também guardo as dores mais profundas no entanto foco me no que me traz felicidade no que cada dia me torna melhor porque, no presente as dores fazem me crescer e no futuro irei me lembrar com carinho da minhas memorias alegres.
No meu presente, faço, construo e determino o meu futuro, porque só eu o moldo. Pois ele é submisso pelo passado e por hoje.
William Shakespeare situo a seguinte frase:
“O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores, o presente, sempre pior.”
E acredito que se enquadra com a realidade pois num futuro próximo esta pandemia poderá passar melhorando assim. E também se encaixa com a minha forma de pensar, eu acredito que mesmo não passando pelas melhores fases o futuro será sempre melhor e temos de viver com isso em mente porque precisamos dos tempos passados ou futuros para nos tornarmos as pessoas que somos evoluindo assim civicamente e mentalmente.
Minhas memórias… meu rosto verdadeiro… meu nome… Eu não sei de nada. Está tudo envolto em fumaça negra. Mas a fumaça irá clarear um dia. É nisso que acredito.
Decidi colecionar memórias diárias do que bens materiais, o qual as traças irão coroer com passar do tempo.
Escrever é compartilhar ideais.
É falar sobre as memórias vividas, as lembradas e as esquecidas. É falar sobre o que não vivemos, do que sonhamos e sobrevivemos. Escrever não necessariamente é falar de si mesmo; escrevemos sobre outras vidas, até mesmo as que são imaginadas e criadas. Escrever também pode ser um discurso para o outro, sobre saber amar, viver, lembrar e inventar. É descrever as emoções em versos, que muitas vezes não é entendida, apenas compreendida e compartilhada. Escrever é permanecer dentro de si, e sobretudo, fugir para não mais pertencer a si mesmo.
De uns tempos pra cá, venho perdendo meu sono, puxando memórias nos mais profundos e obscuros becos que compõem meus pensamentos, acontece que a minha ida foi o suficiente para me fazer perceber o que eu tinha quando estava com você, ao seu lado. A maneira de como eu fui embora ainda chicoteia o que sobrou do meu consciente, até hoje. Foi quando os seus cabelos claros dançaram ao ritmo dos ventos que eu percebi que você era especial, quando nos perdíamos em conversas que só nós dois conseguíamos entender. E eu não queria ter ido, mesmo tendo eu te expulsado e sendo o causador da nossa tempestade. Eu sinto falta da maneira de como você chamava meu nome, dos apelidos que você colocou em mim, da maneira de como você ficava corado quando eu dizia que te amava, era tudo tão raro, tão único, tão singular. Eu só queria ter percebido isso quando ainda éramos dois. É egoísmo meu querer te dizer que me arrependo, eu sei. Eu só espero que você ache alguém que te ame genuinamente, assim como eu nunca fui capaz de fazer.
Você renovou não as esperanças, mas os fatos, as memórias, as crenças e um mundo inteiro dentro de mim. E nada é mais necessário do que renovar aquilo que se encerra em um túmulo dentro de nós. Você passou as minhas lágrimas a limpo... Eu gosto tanto da minha solidão que até esqueço de olhar para os lados, mas te vi recriando as paisagens ao meu redor, e isso eu também agradeço.
Ah essas memórias que carrego comigo
De cada bebida, tragada, foda e risada
Nada será perdido
Agradeço a você, meu cruel amigo.
Pendure suas memórias
No varal das minhas emoções
Então te encantarei com palavras
Nos sonhos rimados da poesia.
Saber que dividimos um tempo, uma época, criamos memórias boas e lindas, que dão alento e tranquilidade em meio ao caos, são momento que dão esperança e motivos para acreditar em nossa capacidade de nos transformarmos e de nos reinventarmos, para inovar e ter coragem para enfrentar os desafios.
Memórias Inúteis...
Sinto tantas saudades de ti...
Das horas esquecidas, vadias...
Em que eu vitimava o tempo em teus braços
Em ternos abraços, sem tédio, melancolias
ou cansaços!
Eram dias de entregas...
Os nossos risos enfestavam o ar
Na vitrola : Chico, Elis , Gonzaguinha...
Ah saudade mesquinha!__ Quanta lembrança!
Quanta memória, para quê meu Deus, tanta memória?
Quem me dera a letargia ...A escuridão
de não saber o que foi..
...De não pensar,
no que poderia ter sido.
Hoje minhas tardes são tão cheias de marasmos
As brisas mais frias
Flores caem
Primavera sem viço
E em tudo,
a tua presença, intensa
que não sai de mim
não sai de mim...
Não sai.
Memórias...
Cada vez que pego na caneta
invoco lembranças tuas...
Foi a tanto tempo, meu bem
... Mas o que é o tempo
contra o amor?
Nem mesmo sei por onde andas
Com quem escreves tua vida...
Se pensas em mim quando olhas o oceano
Quando as ondas beijam teus pés,
lembras dos beijos meus?
Tão seus...
Encontro poesia nestas memórias
Componho meu verso ao som do amor perdido
E nas madrugadas, quando ouço as ondas
açoitarem os rochedos; posso jurar
que ouço a tua voz me sussurrando ternura eterna.
...Doces ilusões as minhas.
Mas como são breves algumas eternidades...
Com os dias alguns esquecem
Desfalecem a paixão
Folhas caem ao chão
Novos outonos...
Novos verões,
... Novos.
Outros permanecem.
Eu permaneci.
Canso o papel, gasto a caneta
É a tua presença imortal, em cada linha
O que foi areia que escorreram por entre os teus dedos,
para mim, foi, e ainda é.
Meu amor.
Sempre, universo.
O sonho é algo de mais alta ordem, articulando memórias complexas na forma de enredos oníricos, verdadeiras simulações do ambiente e do sonhador.
Algumas memórias nunca curam. Em vez de desaparecerem com o passar do tempo, essas memórias se tornam as únicas coisas que sobram quando tudo o mais é desgastado. O mundo escurece, como lâmpadas elétricas apagando uma a uma. Estou ciente de que não sou uma pessoa segura.
MEMÓRIAS
Uma velha tapera perdida no tempo,
Já sem telhas e aos pedaços caindo no chão,
São recordações e lembranças no pensamento,
De um passado distante de uma geração.
Foram tempos alegres, que ali eu vivi,
Foi uma infância feliz e com o tempo passou,
Que o próprio tempo marcou e não esqueci,
Foi uma linda herança, que na memória ficou.
Ao rever a paisagem, que fora verde e florida,
Onde havia beleza, alegria e amor,
Agora cinzenta, inerte e sem vida,
Até a árvore que havia, o próprio tempo secou.
Aquela terra árida deixada, no meio do nada,
Que antes foi farta, de muita esperança,
Hoje, triste, solitária e abandonada,
Corroída pelo tempo é apenas meras lembranças.
Memórias
As memórias aquecem e arrefecem o coração,
São símbolos da tristeza e da paixão.
Há quem as chame de feridas por sarar,
Às vezes doem tanto que até custa respirar.
Afetam as almas puras e sinceras,
Alegram as almas pequenas e severas.
São companheiras da saudade,
Cortam-nos os sonhos e a realidade.
Rasgam os tecidos carnais,
São como cicatrizes fatais.
Fazem alguém chorar e rir,
Prendem-nas no tempo,
Quando alguém as sente, tentam fugir.
Já eu espero que o vento
As leve e nunca as deixe cair.
Memórias têm um poder muito forte dentro da gente. Podem nos levar para o momento mais feliz de nossas vidas, ou para o pior que já tivemos. E, no meu caso, os dois extremos estavam ligados à mesma pessoa.
Em nossa caminhada por este mundo só seguiremos em frente se tivermos boas memórias para relembrar.
Por isto, cultive muito seus bons momentos, pois, você sempre será fruto da formação que sua memória fora constituída em teu passado.
A falta de saudades irá nos fazer infelizes, pois toda nossa história perderá seu brilho, todo nosso passado perderá sua razão de ter sido.
E sem tudo aquilo que nos fez ser e pensar o que fomos, teremos que recomeçar do princípio, porém agora, com este vazio resultante, somente a insanidade poderá nos fazer companhia.
(Teorilang)
