Memórias
Existe uma espécie de programação automática da mente que prende você a antigos padrões de comportamento. São as memórias impedindo que você consiga manifestar uma vida de abundância e realização.
São os traços do meu poema
Que hão de me revelar mas, sei só são fragmentos
da vida e do tempo que estou a guardar.
O tempo passou e a vida seguiu
E o legado desse tempo são os momentos que eu já vivi. E sofri e sorri no tempo remoto da história que eu mesmo escrevi.
Eu vivi.
A Amazônia é o universo aonde nasci e cresci. Esse vasto manto de folhagens e rios esconde por de traz de cada “furo” a poesia viva de tantas histórias.
╔══❝Numa noite identificada… fria e chuvosa, faz algum tempo caminha alguém. Alguém que não sei mais quem é, mas que dessa noite deixou memórias que hoje fazem história.
Recordações? Não!! Detalhes de uma passagem que fora doloroso lição e hoje brindo a vitória.
Numa noite identificada… mas que dela apenas guardei o que me fez a lição aprender.❞══╝
Tc.18102023/208
Feliz de quem não tem mais o pai por perto, mas tem uma saudade bonita personificada de presença lhe consolando o coração e lembranças queridas e tão vivas que não se apagarão jamais da memória.
Isso passa
Os momentos ruins passam
como tempestades que se dissipam,
deixando o ar mais leve,
a alma mais suave.
Os momentos bons também passam,
escorrem pelos dedos
como areia fina,
mas deixam sorrisos na memória,
resquícios de felicidade.
As pessoas passam,
como estrelas cadentes
que cruzam nosso céu,
iluminando por um instante,
desaparecendo em seguida.
A gente passa,
somos apenas peregrinos
nesta estrada,
cada passo uma despedida,
cada dia, um novo começo.
E se estamos passando por algo,
é porque este momento há de passar.
E quando passar,
se torna lembrança,
ou talvez nem isso.
A única certeza é que quem fomos
nem sempre define quem seremos.
Em cada sopro, um verso que brota,
Um sussurro suave, uma melodia.
Sentir o teu cheiro sobre a brisa leve do vento,
É como navegar em um mar de poesia.
Em cada aroma, uma lembrança a florescer,
Um jardim secreto, onde a alma se entrega.
Em teus braços, a paz que eu quero encontrar,
Em teu perfume, a vida que me rege.
A brisa te traz, como um sonho a bailar,
Em cada pétala, um desejo a pulsar.
Sentir o teu cheiro, é te amar sem igual,
Em cada instante, a eternidade a brilhar.
seremos como o sol e a lua , se algum dia não estivermos mais juntos Saturno guardará nossas lembranças.
O embalar nos braços e memorar cada momento.
Evocar o cheiro, a textura da pele e o som da risada.
Explicar o inexplicável.
Sensação inenarrável!
A vida é vivida na expectativa que algum dia seremos inesquecíveis na vida das pessoas amadas, a morte não é justificativa para esquecer.
Dos tempos em que era criança,
Em que brincava e corria,
Da felicidade tenho lembrança,
Daquilo que fazia.
Lembre-se que com a madeira certa, um formão, um maço e um cinzel, com tempo de dedicação, poderá esculpir qualquer beleza.
Quem conhece o cheiro da madeira, quando trabalhada para se transmutar em arte, não desperdiça as aparas. São memórias.
Ivan Madeira
Aprenda a deixar ir
O tempo.
Os amigos.
As conversas.
Inclusive os amores platônicos,
O almoço em família,
O jogo de futebol,
Assim como as folhas das árvores.
Quem sabe até o metrô,
Sua atual música favorita,
Tua velha mochila de alça quebrada
E seu sapato tão especial?
Nada é pra sempre,
Nem mesmo você.
Aprenda a deixar-se ir,
Mas nunca se esqueça do essencial.
A vida é sobre memórias,
Amar e ser amado,
Contar histórias
E pensar no destino inato.
Mesmo que, no fim,
Tudo, tudo mesmo,
Também, um dia será esquecido,
Sem nenhuma importância ou intensidade.
Portanto, ria.
Chore.
Diz que ama
E seja legal.
Por que não?
Ser extraordinário não é surreal.
É fazer o ordinário todo santo dia.
Seja apenas uma pessoa real.
Certas lembranças não são um passado morto. São um presente vivo, com forte potencial para transformar-se em futura saudade.
Quem consegue enxergar a beleza da vida nas coisas pequenas, tem o infinito das coisas grandes na palma da mão e lembranças lindas suficientes na memória para florir a eternidade.
Devaneio neurodivergente
Quando eu era criança, me imaginava como um cavalo selvagem, galopando livremente pelos campos da existência. O vento, cúmplice silencioso, acariciava minha crina, e meus cascos batiam em compasso com o pulsar da terra.
Naqueles devaneios, eu era mais do que carne e osso; eu era a própria essência da liberdade. Acreditava que, um dia, me desvencilharia das rédeas invisíveis que a vida impõe. Sonhava com a plenitude de correr sem amarras, sem medo, sem olhar para trás.
Mas o tempo, esse sábio implacável, me ensinou que a liberdade não é um galope desenfreado. Ela reside na consciência de nossas próprias limitações, na aceitação das rédeas que nos moldam. O erro, esse fiel companheiro, também tem seu papel: ele nos forja, nos humaniza, nos conduz à sabedoria.
Hoje, olho para trás e me pergunto: será que sou o cavalo selvagem que idealizei? Talvez não. Talvez a verdadeira liberdade esteja na compreensão de que somos todos cavalos, às vezes domados, às vezes indomáveis, mas sempre parte desse vasto campo de possibilidades chamado vida.
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