Memória
Perdoar é a chave que liberta feridas. Perdoar não é apagar a memória, nem justificar o erro alheio. Perdoar é decisão. É escolher soltar o peso que corrói, o rancor que cega, a mágoa que prende. É abrir espaço para que a paz floresça dentro de nós, mesmo em lembranças que doem, mesmo em cicatrizes que permanecem.
A escuridão que carregamos em vida se dissolve quando percebemos que, na memória dos outros, somos a luz que nunca se apaga
Sombras
Efeitos da ofensas
sobre a memória,
e os sentimentos,
silenciosos tormentos.
...
Feitiços
Para o bem ou para o mal,
eles dependem da sua devoção
e são passados
de geração em geração,
Você pode mudar
o seu destino ou não,
tudo dependerá da poção
de encantamento ou maldição.
...
Máscaras
Algumas são invisíveis,
outras não,
Dependen inteiramente
de como você as vê
com a mente ou com o coração.
(O eterno etéreo antifaz)...
Seja enfeitando a visão
ou dando sabor ao prato,
as pupunheiras ocupam
a memória do coração;
Dizer que não importam
para mim é um pecado,
porque é uma preciosa
recordação que faz com
que não nos percamos
do amoroso pertencimento
de quem somos e seremos,
para não permitir que não
nos percamos de nós mesmos.
A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.
Eu comi o frio para aquecer a memória,
E rasguei o fim para recomeçar a história.
Não faz sentido? Pois é, nada faz,
No jardim do avesso, o grito traz paz.
DeBrunoParaCarla
Por enquanto vou guardando na memória todos esses pesadelos, para que um dia eu possa enfim desfrutar dos louros da vitória, com a honra e glória do meu Deus.
A memória não se refere ao passado, pois esse não existe, é uma ilusão. Só podemos nos fiar no momento e na nossa pequena bagagem.
“O trauma não está apenas na memória — está inscrito no corpo e no tempo do sujeito.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA
(para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro)
Rezaram-te a missa,
O solista cantou,
O órgão tocou,
Em premissa.
Eu assisti e rezei
Diferente, por razão
De fé ao Corpo
Do Homem morto
E Crucificado que eu sei.
Tanta gente caminhando
Em passo quase de tropa
Rumo ao campo sagrado
E eu atrás de todos pensando
Se a morte é vida ou pecado
Por ter a coragem de morrer
Antes do prazo aprazado.
Deus - que fria é a morte
Criada de nascente
A poente,
Sem norte.
Dois barrotes de madeira
Duas cordas na horizontal,
Uma cova funda na vertical,
Um caixão que desce anormal
De cabeça para baixo,
Abismal,
Um corpo quase vivo
Afinal,
Que se não fosse a terra
Que mais aterra e pesa
Na sua função de singeleza
Entre a definição da morte,
Quiçá, quando for da nossa sorte
Entremos de pés ao baixo
E de cabeça ao alto,
Sem sobressalto,
Ou suspiros,
Não vá, mesmo lá dentro
Do ataúde fatal,
Vomitarmos os diospiros
Ingeridos há tempo que tal.
(Carlos De Castro in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 06-04-2026)
Quem treina sabe
Músculo tem memória
E se voltar a treinar
Logo ele volta a crescer,
E como posso esconder
Se o coração é um músculo que faz parte do meu ser,
Ele pede pela sua volta para voltar a viver.
O corpo sem treinar definha,
O coração sem amar,
Faz dos olhos um mar
Cheio de água salgada,
Esperando pela embarcação
Que um dia fez morada naquele coração.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.
Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.
Do Papel Vegetal ao Algoritmo: O Peso da Memória
Nas prateleiras da memória, o conhecimento tinha lombo de couro e cheiro de papel guardado. Para nós, da Geração X, o saber não era um "clique"; era uma expedição. Fazer um trabalho escolar exigia o ritual de abrir a Barsa ou a Universal, navegando por verbetes que pareciam sagrados. Ali, o mundo não era Made in China, mas sim forjado no rigor do Made in Japan — sinônimo de uma durabilidade que hoje soa como utopia.
Naquela época, a geografia era uma arte manual. Passávamos horas debruçados sobre o papel vegetal, traçando fronteiras com nanquim e colorindo estados com o cuidado de quem desenha o próprio destino. Cada mapa valia nota, mas, acima de tudo, valia o tempo investido. Não existia o imediatismo do Google Maps; o caminho a gente descobria gastando a sola do sapato ou, no meu caso, deslizando sobre patins pelas ruas de Santos para chegar ao trabalho.
O transporte era uma questão de esforço ou de sorte. O táxi era um luxo proibitivo, uma "fortuna" reservada a emergências raras. Não havia o conforto asséptico do Uber; havia o vento no rosto e a liberdade sobre rodas. E a urgência? Essa era medida em caracteres contados. O que hoje transborda em áudios infinitos de WhatsApp, antes era sintetizado na batida seca de um telegrama. Era preciso ser preciso. Era preciso ter peso.
O ápice desse esforço físico e intelectual acontecia no balcão do CPE Lanches, no Canal 4. Ali, a recompensa era um X-Tudo que desafiava a anatomia humana. Era um monumento gastronômico tão imponente que a etiqueta se impunha por necessidade: era preciso garfo e faca para domar aquele gigante.
Hoje, vejo a "Geração Enzo" navegar por um mundo de telas lisas e respostas prontas. Eles têm a velocidade, mas nós tínhamos a textura. Eles têm o acesso, mas nós tínhamos a jornada. Entre a Barsa e o algoritmo, talvez a maior lição seja que algumas coisas — como o sabor de um lanche no canal ou o traço de um mapa feito à mão — não podem ser digitalizadas. Elas precisam ser vividas, de corpo presente e, de preferência, sobre patins.
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