Memória
Que sejamos sempre originais, autênticos, para que não precisemos usar tanta energia e memória para lembrar e fingir o que não somos.
“Amigo: não posso me esquecer de quem tantas alegrias me ofereceu — a memória também é uma forma de afeto.”
— Os`Cálmi
Na linha do tempo da minha memória,guardo todas as lembranças como aprendizado,e tudo que tirei como lição,não guardo magoas nem tristezas ou arrependimentos,me sinto agradecida e até vitoriosa por tudo que aprendi.
A memória lê o dia
de trás para frente
acendo um poema em outro poema
como quem acende um cigarro no outro
que vestígio deixamos
do que não fizemos?
como os buracos funcionam?
somos cada vez mais jovens
nas fotografias
de trás para frente
a memória lê o dia
A consciência negra não é apenas memória, é movimento, é raiz que sustenta, é força que renasce. Honrar essa história é reconhecer que a liberdade se constrói todos os dias.
Quero apenas ter a liberdade do SENTIR, o que ficará aprisionado na memória deixo para o destino.
Flávia Abib
O tempo passa e as lembranças permanecem em nossa memória. Antes que seja tarde ame sem medo, sem mágoas, apenas perdoe e não se preocupe com o tempo!
Memória e História.
Preservar a história.
Manter viva a memória.
Construímos juntos tempos de glória.
O legado se mantém levando a palavra escrita e falada pelo mundo.
O brasileiro tem um profundo valor cultural. 🇧🇷✍️💯👏👏👏
Hoje o dia tá estranho, mente cheia de eco,
memória bate forte igual soco no peito.
Perdido nos pensamentos, preso no passado,
e em cada lembrança teu rosto marcado.
Lembro de nós, das promessa no vento,
dois corações acreditando no tempo.
Mas o tempo virou, mudou o roteiro,
e agora só restou silêncio no travesseiro.
E eu queria te dizer, se o mundo escutasse,
que o certo era nós, mesmo que ninguém notasse.
Não foi culpa minha, também não foi sua,
foi a vida virando esquina na mesma rua.
Dois caminhos que um dia andaram lado a lado,
hoje seguem longe, destino separado.
E eu sigo tentando entender o porquê,
de tanto viver, me perder de você.
Porque cada erro virou mais distância,
cada escolha uma nova lembrança.
E no fim dessa história que ninguém escreveu,
descobri tarde demais: eu ainda era seu.
Preservar a memória histórica não significa viver do passado, muito menos barrar o desenvolvimento tecnológico, mas conservar o conhecimento dos nossos ancestrais, nos ajuda a lembra de onde viemos e de quem, tudo isso nos ajuda a saber quem realmente somos.
memória apagada
me apagou da sua memória feito arquivo,
como quem fecha uma janela sem olhar o céu.
fui palavra que não coube na tua página,
fui verso que não rimou com teu tempo.
e no teu gesto simples, quase sem peso,
desinstalou-se o que em mim era inteiro.
não houve drama, nem despedida
só o silêncio de quem não quer lembrar.
mas eu, que ainda guardo tua voz em pastas invisíveis,
sigo abrindo arquivos que você renomeou como nada.
sigo lendo entre linhas o que você quis esquecer,
como quem revisita cartas que nunca foram enviadas.
porque há amores que não se apagam,
mesmo quando deletados.
eles ficam —
em cache, em sombra, em sonho.
em mim.
24/10/25
Dias de chuva
Chovia…
Abrigo na memória
uma janela entreaberta,
o latido das gotas caídas,
seduzidas por letras
cantaroladas nas pontas dos dedos.
Chovia...
Nesses dias pardos
que ainda trago na boca...
Abri uma gaveta
de infância —
e não havia nada,
nada que me fizesse lembrar
a faceta de transgressor.
Chovia...
Desejos esses,
habitados em ímpetos silêncios,
de vaga mundos —
sem sair do regaço da minha mãe.
Chovia...
Vertiam-se aqueles beijos
em dia de branco chumbo,
dados com amor e paixão,
como a auga escorrida,
ecoando melodias
no meu coração
chovia, mãe
chovia
chovia
chovia
Momentos vazios
lágrimas brotam
Reflexos da memória
manifestações do dito
e do que ficou reprimido
Momentos com Deus
avivamento
Outrora
Pura introspecção
Madrugada de afloramentos
Pesares
não nos tire o encanto
Nenhum dia igual ao outro
Agnaldo Souza
Em vez de fugir, mergulho fundo,
nas águas turvas da memória,
onde os fantasmas dançam em silêncio,
e o tempo dissolve sua história.
Não há bússola neste abismo,
apenas o eco do que fui,
mas sigo, devagar, sem pressa,
colhendo os cacos de mim.
A dor é um peixe prateado,
que brilha e some na corrente,
e eu, aprendiz de navegante,
aprendo a ser paciente.
Mergulho e saio com algas nos cabelos,
e o sal queimando na pele,
mas trago nos olhos um brilho novo,
e nas mãos, um pouco mais de fé.
As ondas me cospem na areia,
mas já não sou o mesma mulher,
o mar me devolveu em fragmentos,
e eu os guardo como um poema.
Agora respiro, agora existo,
com menos medo e mais verdade,
pois quem mergulha nas sombras,
encontra também a claridade.
