Melhores Poemas
Eu sempre critiquei suas poesias
Disse que achava brega, que era mecânico demais pra falar de amor
Infelizmente, cai nas garras de uma heresia
Daquilo que eu mesma acreditava
Talvez porque eu jamais amava
Ao ponto de querer escrever
Ao ponto de sentir e querer transcrever
Em palavras soltas um amor tão grandioso, um sentimento tão intenso que aflora dentro de mim.
Não quero ligar pra regras
Quando se trata de expressar essa paixão grandiosa que sinto por você
Não quero que exista um padrão, quando for pra falar de amor
Quero que tudo seja leve como teu calor
Numa noite fria de agosto
Debaixo de um cobertor
Quero ser sua, por inteiro, pra sempre, até a próxima vida
Farei outra rima
Pra dizer ao mundo o quanto sou agradecida
Por ter você como alma
Que cura um trauma
Que preenche meu vazio
Acalenta meu coração
Me faz me sentir a mulher mais amada do Brasil
Não existe relação de ganha-ganha...
Qualquer relação sempre é uma relação de perde-ganha.
19/04/2019
Não existe relação de ganha-ganha...
Qualquer relação sempre é uma relação de perde-ganha.
A relação de ganha-ganha, na verdade, é uma relação de perde (menos) e ganha (menos).
19/04/2019
É preciso diferenciar o político daquele que faz políticas.
Aquele sempre será a pessoa do governo; este, do Estado.
Aquele é transitório; este, perene.
Aquele está sempre interessado no AQUI e AGORA; este, no ONDE e QUANDO.
10DEZ2023
Pra sempre estarei imerso
Na imensidão infinita
Enquanto se aproxima a transição
Meu destino se abrevia
Ao ser chamado de “poeta” sempre me remetem à velha questão do ovo e da galinha: é o Poeta ou o Pensador quem vem primeiro? Inclino-me a acreditar que
o Poeta já traz a poesia em seu sentir, ao nascer, e sua expressão – falada ou escrita – é que é desenvolvida, bastando para isso aprender a falar ou escrever.
O Pensador, em contrapartida, é construído a partir de sua auto-observação, bem como do mundo à sua volta. Dessa feita, enquanto já se nasce poeta, é a vida que reúne as informações necessárias à reflexão do Pensador. A poesia, portanto, se mostra inata e primária em sua essência. O refletir é secundário, resultante de aprendizado. A razão do Pensador inibe a emoção do Poeta, que se faz mais autêntica sem ela. Já a poesia do Poeta precisa do Pensador tão somente para dar forma ao que já se mostra completo em seu interior.
O face sempre pergunta no que estamos pensando...
Hoje na minha linha trajetória sim, de produzir dez coisas, sim eu contei, andando num ônibus lotado, chegando num caminho do mato, mato mato alto faz jus ao nome, eu vim pensando na minha vida, em tudo que sempre acreditei, no que escolhi ser como pessoa, nas vezes, muitas vezes, muitas mesmo, que isso não me foi favorável, onde ser eu mesma, esperar o melhor de todos, fez de mim um alvo fácil para mentiras, enganos, maus tratos, desprezo e indiferença. Então, em um momento do pensamento eu pensei em mim, triste, por apesar de tudo eu não ter mudado, porque eu não aprendi a mentir, enganar, ferir simplesmente por ferir, não abandonar tudo nos primeiros erros ou defeitos, mas apostar, acreditar no melhor.
Então, voltei os olhos a mim mesma e pensei o quanto é bem pior ser a causa da tristeza de alguém, descpção de alguém e motivo para fazer com que alguém desista de si mesmo, de como dói e fere quando alguém escolhe estar no lado de lá, como deve ser pesada a escolha de quem vê o amor e escolhe pisar, é como ver uma flor num jardim e simplesmente pisotear... Sem tantos porquês sem querer mais encontrar essa razão... Eu me percebi, e redescobri o valor que tenho dentro de mim, nessa capacidade de não ter motivos para acreditar e sonhar e, ainda sim, esperar um dia realizar: girassóis nas mãos, um vestido vual rodado, o céu azul, num quase por de sol, eu radiante sendo eu mesma, podendo falar, sorrir, estender a mais, tocar, acarinhar e receber, ser a Rogéria que eu aprendi a ser, com alguém feliz com um sorriso no rosto a me esperar, por acreditar que eu sou a quem passou a vida a esperar, e que nada mais tem a procurar em outro lugar....
Vim com a música na cabeça, olhando na janela a chuva caindo, e no fundo no fundo, buscando sentido no existe e, que por trás de tantos sorrisos para esconder meus pesares, tenho muito mais sorrisos nos sonhos do que sou e que ainda posso ser.
Eu sempre gostei de girassol.
É amarelo, traz alegria, esperança e lembrança de quem eu fui, sou e quero ser.
Sonhei com eles num buquê, com ele em vários buquês, em vários momentos.
Numa plantação correndo no vento, com alguém me olhando por dentro, deixando contento, lançando no vento cada espinho arrancando da minha alma.
Sonhei com girassóis no cabelo, acompanhados de beijos, de algum cortejo, como um soneto que o final é feliz, seguidos de um sim, com certeza da fuga do fim, pois afinal o amor é assim, imperfeito, intenso, um querer bem do seu bem, sempre pensando no além, vivendo o hoje por medo da incerteza da vida amanhã.
Um aconchego ao deitar, o medo de desapontar, a busca por amparar, cuidar e simplesmente amar... Juntos sonhar um sonho único a dois... Eu sonhei, sempre sonhei.
e sempre tudo igual
Mas comigo o igual é sempre ser descartada como algo sem valor
Dizem que a vida tem que ser aberta transparente sem joguetes
Mas quem não joga vira jogo e sem acaba perdendo
Perde o amor próprio, perde a alegria, perde a vontade de viver
Mas no final a gente sabe que já passou e repassou é isso confirmar em saber que vai passar e vamos começar a vida do nada outra vez
Mas sabendo que estamos sujeitos mais uma vez a sofrer e sofrer e quem sabe um dia dia poder ser feliz ser amado ser alguém
Uma vez feito de lixeira
Sempre te tratará como lixeira
Não repita as histórias tristes que vê
A mulher velha infeliz já foi a mulher mais nova como você que acreditou em mudanças que nunca aconteceram!
Sempre levei uma vida irresponsável.
Mas a vivi do meu jeito.
Se me arrependo?
Não deveria!
Afinal, continuo vivendo-a do mesmo jeito.
03/09/2018
'MAR... '
Nos extensos mares somos barcos naufrágios. As muitas correnteza [des]favoráveis sempre deixam ranhuras. As salinizadas águas com o tempo deixam cicatrizes. A dilaceração é perceptível com o tempo e o tempo é um desastre.
Vedar as fendas que surgem apenas prolonga o que de fato já se escreveu. Deixar o barco correr ou manter-se agitado? Há os que preferem a resistência, a mágoa de tentar subir as correntezas rumo às suas expectativas. Outros apenas flutuam. São levados pelo mar com aparente satisfação e ócio.
Mas sabe-se: todos querem um porto a qualquer valia. Chegar àquela luz que tanto brilha. Manter seguro a estrela que tanto se admira. Uma. Várias. O que vale é a energia. Flutuar sob as águas imensas. Belas. Delirantes. Mas com seus desafetos e sujeiras.
Com o tempo aprende-se a aceitar o extenso mar à nossa frente. Não importa como ele seja. Um dia nos levará para onde não queiramos. A tração que se tem é apenas temporada. Ajuda, mas não é duradouro.
A visão desse mar é fantástico. Inacreditável. Surpreendente. Nele todos movem-se sempre rumo ao desconhecido. E o tempo há de naufragar aquilo que tanto procuramos. Tempo? Não! O mar... essa coisa sombria e nefasta.
'Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a última página. Até que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma.'
[Fgmts Poema 'PROCURA']
'SONHOS'
Sempre tive sonhos. Repetitivos. De sonhar com os mesmos lugares. Os mesmos tons. As mesmas pessoas. Os mesmos fantasmas. Paisagens duplicadas. Sonhos bons. De aflições. Já sonhei-os por repetidas vezes. Cinco, dez ou vinte vezes. Talvez mais.
Desde muito tempo, ainda criança, sempre sonhara voando. Com asas. Batendo os braços. Viajei para vários lugares em segundos. Vislumbrando os lugares que ficara sempre abaixo. Com suas luzes amarelas. Centenas ou milhares de árvores verdes. Olhos cerrados pela velocidade do vento. A sensação é extraordinária: Liberdade. Emancipação. Emoção.
Quando acordo e lembro-me que fora o sonho de anos atrás, fico alegre. Pasmado. Sinto-me criança que não degusta doces há décadas. Eles nunca envelhecem. São tão reais. Parece que estive naqueles lugares em uma outra vida. Que fora minha morada. Ou que será. Não sei! Somos tão íntimos...
'A RUA'
Rua,
pintada em grafos.
Afasto-me,
irascível.
Rua imperceptível,
serás sempre imortal?
Tu,
que tanto acolhe.
Coração de mãe,
elo sem fim.
E os botequins,
funeral?
Verdade,
flameja condolência.
Asilo, refúgio,
há vida, valor.
Cheiras rancor,
Porque não bestial?
Quebradiça,
a rua espera lá fora.
E aqui dentro,
ausência.
Dor violenta,
explosão de cristais.
'JANELA II'
A vida sempre leva,
o olhar p'ra vida aquarela,
janelas embaçadas.
Palco - pessoas cruas-,
não veem o clarão da lua.
Andam a despedaçar-se.
É o olhar circular,
"a vida pendurada na janela."
Corações crus,
fixados nas ruas desertas...
Bebe-se uma tequila,
a fome é lembrar dela:
pobre vida!
Na madrugada ornamentando sequelas.
Recriando canções,
há de sonhar com elas,
bravejando capelas,
sons oblíquos,
imensidão que não se vê...
Mudanças no tempo,
cancelando querelas.
Invisíveis nos olhos,
- a tal janela -.
E como se perdem!
Sem quê e sem porquês.
Ela tem atiradores,
sabor perspectiva p'ro mundo,
forma nas tempestades.
A janela só tem sentido fechada...
'O RIO SEMPRE CORRE'
Os rios sempre correm,
nos olhos correntezas tropeçam.
Pupilas pequenas,
peixes artificiais.
Puro 'eu' no espectro da cena...
Canoas enferrujadas,
abotoadas no leito caído.
No remanso,
limbo de abelhas,
insetos praguejando tormentos...
Da janela,
carnificinas estilhaçam o peito amarroado.
Sou agora fúlgidos ferimentos,
perdas no espaço,
loucos sentimentos...
Curvas infinitas,
nas ilusões deixadas nas noites.
Rios permearão,
nas pernoites passadoras,
nas auroras de essências deixadas p'ra trás...
Sonho carnes cruas e mera existência,
sequelas jogadas nas ruas.
Sons nas madrugadas digerindo utopias.
Tudo se foi com os ventos,
deveria!
Reflito à montanha calado,
presente gladiador em revoltas,
águas revoltas nas nuvens.
Serei contornos sem inspiração,
ausência de rotas no alvorecer...
'MEU COLEGA DE QUARTO'
Ele sempre chora.
E perde as estribeiras.
Clama pelas razões que lhe sustentam.
Tem o coração do tamanho de um trem,
viajando por vilarejos,
perfeccionado o amanhã,
diferente do hoje...
Sonha com os pretextos,
esquecidos nas janelas.
Tem o coração remendado de razões banais.
Ele sofre,
como o copo quebrado,
perfurando a pele,
fragmentando abraços...
Tolo,
esquece bicicleta nas ruas,
fotografias no chão.
Espera sorrisos que não vem.
E aguarda esperança nos diálogos trazidos pelos ventos.
O presente fez-se maré,
e todos não entendem...
Ele é reflexo,
vidro polido.
Com suas lágrimas intermitentes e diárias.
O quarto está escuro e não se pode vê-lo.
Queria não sê-lo,
e não desejar-lhe imagens diárias.
Meu colega de quarto,
o espelho,
tão singular,
transparente,
sempre foge de mim...
'PERCURSO...'
Ele sempre caminhava pelas ruas observando a crueldade.
Numa de suas andanças,
percebeu uma pobre criança,
a pedir comida a um senhor que o rejeitou.
Mas à frente,
um vetusto de idade,
já sem conhecer a cidade,
tentando atravessar a rua sem que ninguém o ajudasse.
Mas à frente,
observou um nasocômio,
Ali presenciou pessoas enfermas!
Outras truculentas.
Pessoas sofrendo nas filas ali formadas.
Olhares abatidos,
desesperadas...
Voando pelos lados,
viu pessoas jogadas ao chão.
Cheiro de fome e frio,
sem brio perdidas no vício.
Amotinação de carne humana,
sem ação.
Céleres andando de um lugar para o outro,
andar sem direção.
Caminhando em volta da pequena praça,
ninhos de celeiros à céu aberto...
Cidade metropolitana com seus metropolitanos fantasmas.
Passou na igreja e presenciou uma porção de tristezas espalhadas.
Refúgio de ludibriados,
pensando ser desanuviados.
E a nuvem de truculências e idolatrias estavam seguidas juntas.
A partir de então,
o homem resolveu ser triste por excelência.
Um mundo triste,
cheio de pessoas tristes.
Tristeza refletindo adolescentes contemporâneos.
As tantas guerras entre si,
sementes cultivadas pelo esboço humano...
O homem triste sempre chora ao perceber que os milagres não mais existem.
E que as enfermidades escurecem o amanhecer.
Toda sua tristeza percorre-lhe novamente à alma como um menino nascendo.
E lembra do pequeno parto que é a vida,
dos pequenos verbetes que lhe atingem a alma olhando fotografias antigas.
Pequenas descobertas parecem tão reais,
triviais,
fortalecendo o percurso.
Ele toma seu café da manhã como se fosse o primeiro,
talvez o último.
Cheiro de 'novo'.
Mas novamente faz o mesmo decurso,
cheio de atalhos,
sem pássaros para mostrar-lhe as melodias.
Percursos que ainda podem reviram um coração cheio de dor...
