Meio
Poesia
No meio de tanta desilusão, encontrei uma saída tão intensa como seus olhares viveram tão intensamente. Nunca encontrará uma saída, será que é fim ou recomeço de tudo?
Muitas vezes o buscador terá de caminhar sozinho, no meio da noite, sem nada para consolá-lo a não ser a voz do Criador, sussurrando nos ouvidos o caminho certo!
A falência da fé.
Em meio as muitas informações, a igreja de Jesus Cristo vem enfrentando duras crises para se manter firme e conservando seus princípios e valores, assim perseverando e lutando contra a oposição, apostasia e modernidade religiosa, bem como; a introdução das tecnologias e o avanço do distanciamento físico e fraternal entre si, a nova geração vem resistindo aceitar a primazia de sua graça, pois estão procurando vivenciar uma maneira de seguir sua fé e crença de forma individual ou uma busca de uma experiência religiosa mais pessoal e menos dependente das instituições religiosas. A igreja tem vivido momentos de grandes aflições para manter sua fé estável em meio aos aparatos do secularismo, que distorcem os caminhos retos e abrem portas ao que é mais fácil de seguir ou crer, o mundo insere sentimentos subversivos ou ideias diferentes ao que a alma necessita para alcançar a magnitude da salvação, levando a uma constante guerra para manter-se de pé nas tormentas e tribulações. Em meio a tudo isso, a alma exprime e arranca forças para não se entregar ao corruptível, onde se lê um questionamento do apóstolo Pedro que indaga Jesus Cristo, a saber:
"[...] Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o filho de Deus "(João-6: 68,69).
A alma distante do eterno Deus fica vulnerável e apega-se a valores e feitos que alargam caminhos e abrem fechaduras que as chamamos de "o desconhecido", onde se acha capacidade de desenvolver sentimentos e paixões por coisas terrenas que ameaçam até mesmo o que sempre anda na busca por santidade e temor a Deus. É uma vida árdua e cheia de aspectos e figuras, que deturpam o crer sem enxergar, em suma limitando o operar de Deus e a excelência do seu poder no seio de sua eleita. Tratados humanos, decepções, e o desânimo levam a frieza espiritual, e corroem a força divina em muitos corações levando-os a falibilidade de sua fé, chegando muitas vezes a delírios inerentes ao espiritual. —É sabido que sempre houve uma saída para os que amam a Deus sobre todas as coisas; neste meio a igreja vem procurando escapes constantemente para sair de situações ou pecados que a distanciam de Deus, e que muitas vezes fere a honra moral e espiritual, imputando-a em condições de dilaceração da alma e levando a mente o sentimento de culpa ou fracasso por não resistir a mais uma tentação. O pecado é indelével mas o refutamos dia e noite, não permitindo a sua transferência para uma nova expiação em Jesus Cristo. De tudo que se passa no mundo nos apegamos e confiamos no que Jesus Cristo acalentou a sua igreja, onde se lê:
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João-16:33).
Texto: Igo Couto
Ei, faz um favor pra mim? Cuida da sua vida, e deixa a minha em paz, porque assim está meio difícil, não estou a fim de ter que deixar as marcas da minha mão super, extra linda na sua cara, pois você não merece nem isso.
Você é o milagre em meio ao ordinário, a calma no olho do furacão diário. Sua presença é a certeza de que a vida, afinal, é um presente valioso.
No deserto
sem ter condição
de te enxergar
no meio
da tempestade
de areia,
Pois ali você não
se encontra,
De ti o meu peito
toma conta,
Entre nós você
deveria estar.
No passo
da caravana
que segue
em silêncio
carregando
os meus
versos nômades
na bagagem
rumando
ao oásis
do coração,
Como já de ti
tivesse em mim
os beijos teus.
No fundo sei
que te pertenço,
Só sei que
não nos
encontramos
porque ainda
não é tempo,
e a travessia
será longa,
Eu sei que
te ilumino,
Dos teus lábios
sou o sorriso
como a evidente
Estrela do Oriente,
canção de amor
e de recomeço.
É por meio da dor que a gende se torna humano, e é por meio da constância que a gente se torna grande.
sfj,pensamentos
Basicamente, o único meio pelo qual podemos ser bons cristãos é sempre fazer o que é bom.
frases cristãs 7
Bom dia! Talvez seja um meio de começar bem o dia ou impulsionar as forças, o ânimo, a coragem, a fé, o foco, enfim, preparar todo esse time para nos acompanhar em mais uma caminhada que se inicia.
Poema do Menino Jesus
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
(...)
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
(...)
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
(...)
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?
Seria tão bom sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser evasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante; alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse não me limitasse não me mudasse; alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse à razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada; alguém de quem eu não precisasse. Mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito;
Feito pra mim!
É absurdo pensar que o único meio de saber se um poema é imortal seja aguardar que ele perdure.
Quem sabe ler um bom poema deve poder dizer, no momento em que é por ele atingido, se recebeu ou não um golpe de que nunca mais se curará.
Significa isto que a perenidade em poesia, como no amor, apreende-se instantaneamente; não necessita de ser provada pelo tempo.
A verdadeira prova de um poema não reside no facto de nunca o havermos esquecido, mas de nos apercebermos imediatamente de que jamais poderemos esquecê-lo.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu.
Imaginai que em vosso coração há um espaço e no meio desse espaço uma chama ardendo. Imaginai a essa chama como vossa própria alma, e dentro da chama outra efulgente luz, e que esta é a alma de vossa alma, o Eu.
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu torço pra não fazer Sol, eu torço pra não chover, eu torço para acordar no meio do dia, eu torço para o dia acabar logo. Eu torço para ter alguma coisa que me faça torcer, que me diga que eu ainda sei torcer por algo mesmo sem torcer pela gente. Minha dança é queda equilibrada, minhas roupas novas são fantasias, meu sorriso é espasmo de dor, minha caminhada reta é um círculo que sempre me traz até aqui, meu sono é cansaço de realidade, minha maquiagem é exagerada, meu silêncio é o grito mais alto que alguém já deu, minhas noites são clarões horríveis que me arregaçam o peito e nada pode me embalar e aquecer, o frio é interno, o incômodo é interno, nenhum lugar do mundo me conforta. Minha fome é sobrevivência, minha vontade é mecânica, minha beleza é esforço, meu brilho é choro, meus dias são pontes para os dias de verdade que virão quando essa dor acabar, meus segundos são sentidos em milésimos de segundos, o tempo simplesmente não passa.
