Meio
Mas Deus nos ensina por meio do sofrimento e usa a aflição para abrir os nossos olhos.
Falésias do Meu Silêncio
Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.
Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.
Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...
Rita Padoin
O natal está chegando e eu ainda me sinto em meio ao carnaval, como o relâmpago invadindo o verão....⚡🎄💡
Eu tenho raiva
Vivo pela clemência no meio dos inclementes, eu peço por justiça em meio ao vendaval, tiro e coloco a roupa no varal.
Faço pipoca e vejo filme, vivo por instinto da pura sobrevivência.
Confundo a maldade e não confronto o inimigo.
Sou conselheira do amigo.
Faço do Pai Nosso meu abrigo....𓂃 ࣪˖ ִֶָ𐀔ꫂ ၴႅၴּ ֶָ֢.
" O texto explica que o mundo espiritual não pode ser representado com exatidão por meio de desenhos ou mapas materiais, pois sua substância é formada por elementos fluídicos e mentais. "
Do livro: Cidade No Além.
Eu sempre penso nisso como quem toma café no fim da tarde olhando o mundo acontecer, meio silencioso, meio barulhento, aquele tipo de silêncio que conversa com a gente por dentro. Eu amo a Deus de um jeito que não cabe muito em prédio, em regra rígida, em etiqueta de quem pode ou não pode sentir. Não é rebeldia, é mais como quem percebeu que a fé não mora num endereço fixo, ela mora no peito da gente, respirando junto com a gente. E quando eu digo que Deus vive em mim, não é frase bonita para postar, é quase uma constatação prática da vida, dessas que a gente aprende apanhando um pouco do mundo e ainda assim levantando com uma certa teimosia elegante.
Eu olho para a história de Jesus e encontro ali um tipo de coragem que não depende de plateia. Ele me inspira a continuar existindo quando o caos parece aquele vento que bagunça tudo na mesa, derruba até a xícara de café imaginária que eu estava segurando agora pouco. Porque existir às vezes é isso, um ato meio filosófico e meio cotidiano, tipo escolher respirar fundo e seguir, mesmo quando o roteiro não ficou como eu esperava. E tem dias em que eu percebo que amar viver é quase um protesto silencioso contra a desesperança. Uma forma de dizer para o universo que eu ainda estou aqui, ainda acredito que algo dentro de mim conversa com algo maior.
Não dependo de religião para sentir isso, e ao mesmo tempo respeito quem precisa dela para organizar a fé, porque cada pessoa encontra Deus por um caminho diferente. O meu é mais interno, mais parecido com aquela sensação de descobrir uma janela aberta dentro de mim quando eu achava que só havia parede. Às vezes eu rio sozinha pensando que o divino talvez goste desse jeito espontâneo de amar, meio humano demais, meio imperfeito, cheio de perguntas e ainda assim cheio de gratidão.
E no meio do caos do mundo, das histórias complicadas, das memórias que a vida deixa na gente como marcas de chuva na estrada de terra, eu continuo caminhando com essa certeza tranquila. Deus não está distante de mim, Ele pulsa aqui dentro, e Jesus é como aquela lembrança constante de que a vida vale a tentativa. Eu amo viver porque, no fundo, cada dia é uma conversa nova com o mistério de existir. E eu sigo, com fé, com humor, com aquela coragem discreta de quem aprendeu que acreditar também é um jeito bonito de permanecer.
O olhar de Deus repousa sobre aqueles que clamam, trazendo consolo, força e esperança em meio às suas lutas.
Te conto uma coisa que às vezes me pega no meio do dia, quando estou fazendo algo banal como mexer numa xícara ou olhando a janela sem motivo nenhum. Eu paro e penso que já não reconheço mais aquela pessoa indecisa que eu era. Parece até estranho falar assim, como se eu estivesse descrevendo uma conhecida distante, alguém que já dividiu a mesma casa comigo dentro da cabeça, mas que hoje mora em outro endereço emocional. E não foi uma mudança organizada, dessas que a gente planeja numa agenda bonita. Foi no meio do caos mesmo, naquele período meio insano da existência em que tudo parecia acontecer ao mesmo tempo, como se o universo tivesse resolvido testar a resistência da minha alma numa maratona que eu nem sabia que estava inscrita.
Houve dores que eu não tinha vocabulário para explicar. Aquelas que não cabem em frases simples, que fazem o corpo cansar antes mesmo do dia começar. E houve acontecimentos imprevisíveis, daqueles que chegam sem pedir licença, quase arrancando o fôlego da vida, como se o ar ficasse curto por dentro. Eu lembro de pensar, em alguns momentos, que talvez eu estivesse atravessando uma daquelas fases em que o mundo fica meio opaco, meio silencioso demais, e a gente começa a sentir a fragilidade dos dias como quem segura um copo de vidro muito fino. Qualquer movimento parece arriscado.
E tem algo que pouca gente fala com calma. Quando a doença passa perto da gente, ou quando o corpo decide lembrar que é limitado, os dias ficam diferentes. Existe uma melancolia leve pairando no ar, uma espécie de reflexão constante que chega sem ser convidada. O relógio parece ter outra lógica. O tempo ganha peso. Eu comecei a observar coisas que antes passavam despercebidas, como o valor de simplesmente respirar fundo e perceber que ainda estou aqui, ainda existindo nesse caos organizado que chamamos de vida.
Só que, curiosamente, foi exatamente ali, naquele cenário meio turbulento, que eu comecei a me encontrar. É quase paradoxal. Enquanto tudo parecia instável, alguma coisa dentro de mim começou a ficar mais firme. Como se a vida estivesse dizendo, com aquele tom filosófico que às vezes ela usa sem avisar, que viver não é um caminho reto e confortável. Viver é esse conjunto de provas inesperadas, dessas experiências que nos desmontam um pouco para depois nos reorganizar de um jeito mais verdadeiro.
Hoje, quando penso naquela versão indecisa de mim, eu não sinto vergonha nem vontade de negar que ela existiu. Eu olho com certa ternura, na verdade. Aquela pessoa estava tentando sobreviver com as ferramentas que tinha na época. E agora eu percebo que tudo aquilo, até as dores e os momentos em que eu quase perdi o fôlego emocional, foram parte do processo de me tornar mais humana. Mais consciente, talvez. Mais real.
Porque ser humana não é ser forte o tempo todo. É atravessar fases frágeis, sentir a melancolia de alguns dias, aprender com o próprio corpo e com as surpresas da vida. E mesmo assim continuar caminhando. Não perfeita, não invencível, mas mais inteira do que antes. Às vezes eu até sorrio sozinha pensando nisso, como quem descobre que a própria história, apesar de bagunçada, faz um sentido bonito no final das contas.
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... em meio a
uma infinidade de falatórios
e conclusões infundadas, o mais
perto que chegaremos da Verdade
é a coerência; portanto, seja
coerente!
... um meio eficaz
de nos protegermos dos mal-estares
e confusões provocados por outrem é
nos abstermos da condição de habituais
porta-vozes dos mesmos mal-estares
e confusões. Dito isto,
desonere-se!
"Lá fora o silêncio paira em meio a lua e as estrelas, enquanto que aqui dentro meu conturbado coração dispara toda vez em que eu olho para você.
Nesse momento surge uma respiração profunda e demorada que se inicia dentro de mim e se espalha por todo o meu corpo me deixando em êxtase na mesma sintonia que um arrepio toma conta do meu ser me fazendo te querer o mais rápido e breve possível."
Prezada Lívia, venho por meio deste
Enfado, dizer-lhe o quão frutífero
Tem sido, nosso vínculo antiquado.
[Entre Aliens e Unicórnios]
Surgimos de baixo da cama,
Por meio de lençóis e colchas,
Para além dos edredons,
Dos portais fabulantes,
De trás para frente,
De ponta cabeça, enfim,
Comece de novo,
Só comece novamente.
Remoendo a massada das rimas,
Bote o todo na betoneira dos poemas.
Você não quer que todo mundo entenda, não é ?!
Imagine como seria tedioso
Se todo mundo entendesse.
Mas não se aflija, pois não vão.
Para cá desta murada,
Não se vê tumulto, flagelos,
Nem filas ou reclamações,
As únicas interações são nossas
E para conosco,
Quando as nuvens do incômodo se aglutinam,
Despenca o toró, a torrente do alvoroço
E a alvorada nos enlaça saudosa.
Disseste que teu nome
Era diminutivo de lua,
Como recompensa te dedico
Esta soma empanada de estrofes.
Indissociável como estrógeno e progesterona,
Luara, o motivo inicial desta composição
Foi um tanto desvirtuado,
Mas considere o fato que registros efetuados
Tem como prêmio a posteridade,
Ficando assim estampado
Senão nas memórias pueris,
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos, serem como são.
Abandonados nos trópicos
Entre câncer e capricórnio,
Um humor sulfúrico para ti,
Vossa graciosidade se revela a sós.
Entre Aliens e Unicórnios,
Existem tantas teorias
Que não existem, por aí,
Mas que existem, para nós.
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos serem como são.
Serem
Como são,
Em nossa comoção.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2020)
Se desistires no meio do caminho, poderá perder a chance de realizar um de seus sonhos, que talvez estejam alguns passos desse trajeto.
Hoje acordei meio assim…
Desejando tudo e convicta de um impossível sem fim.
Aí Deus entra no meu pensamento e faz o mundo do meu filho autista ser possível para mim.
