Meio

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⁠Caminho

De manhã silencio
Ao meio dia grito
De tarde me perco
De noite me evito

No norte a lembrança
Contra ela luto
Do leste a esperança
O sul é meu luto.

Que outros calculem
Rumo e razão:
Eu vivo em vertigem
Morrendo em vão

Nasço no agora
Respiro o incerto
— Meu tempo é demora.
Meu passo, deserto.

“Ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão.

Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: "Eli, Eli, lemá sabactani?"

Essas palavras querem dizer:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" ”

"⁠lembre-se, se você não viver o propósito do chamado o qual Deus lhe revelou por meio da palavra , chegará um tempo que a frieza vai bater a tua porta mesmo tando dentro da igreja"

A única rosa que te dei
não era flor, nem pétala, nem promessa —
era um espelho no meio do deserto,
um ponto luminoso na curva do nada,
o sinal de um certo querer que nem sempre se vê.


O gosto amargo permanece —
não na boca, mas no intervalo entre notas,
como se o silêncio fosse uma corda esticada demais.
Você era a borracha sobre calendários apagados,
apagando aquilo que nunca se soube desenhar.


O vento passou como uma lembrança
sobre o vidro frio dos dias alinhados,
um alfabeto de gestos que não se traduziu,
peças de um quebra‑cabeça que cabiam apenas
na caixa onde guardamos histórias incompletas.


Havia tanta corrente nas mãos —
um rio secreto subindo pelas margens do possível,
margens que se recusavam a ser caminhos.
O medo era ponte que avançava sobre espelhos,
cada passo dissolvendo areia invisível no ar.


Queimamos cartas que nunca se dobraram,
rasgamos páginas impregnadas de ausência,
apagamos sinais no calor das chamas —
gestos como pássaros que não voam,
ecoando um nome sem nunca pronunciá‑lo.


Agora restam os espaços vazios,
o ciclo fechado como livro antigo
que guarda apenas marcas de dedos na capa.
As linhas se tornaram fósseis de silêncio,
um suspiro seco que fica entre as notas
quando a canção já acabou.


E mesmo assim, no fundo do escuro,
a memória sussurra como vento em sala vazia,
um brilho que não ilumina nada,
um fogo que dobra as margens do possível,
um querer que recusa morrer —
não como chama, mas como reflexo de chama
sobre vidro que nunca virou cinza.


A respiração guarda vestígios de horizontes,
contornos de sombras que dançam sem corpo,
o olhar busca o que nunca foi alcançado,
o silêncio pesa como chão movediço,
cada lembrança uma ponte que não leva a lugar algum.


Não me procure, porque o que resta
é uma fome que não se cansa,
uma sede que não se dissolve em lágrimas,
um olhar que sempre busca o inalcançável,
um eco que insiste mesmo no silêncio.


Este é o ponto final do nosso nunca mais —
um fim absoluto, cruel, profundo,
mas mesmo assim, eu sempre vou querer mais.

Se uma flor pode brotar no meio da lama, então você também pode sair de suas dificuldades e florescer para a vida

Junto ao Poço


Uma mulher, junto ao poço, estava
Em plena luz do meio-dia
Lá, ela encontrou um rio
E dele águas vivas fluíam


Essas águas invadiram seu ser
Mostraram suas impurezas
E levaram todas as suas dúvidas
Tudo o que restou foi gratidão


Agora, inundada de amor,
Ela correu e fluiu como um rio
E cada pessoa que encontrou
Foi alcançada por essa água
E recebeu uma vida nova!

⁠Deus é o mesmo em todas as gerações. Ele está no nosso meio através do seu Espírito para resgatar, regozijar-se e manifestar seu amor sem fim. Correspondamos Seu favor imerecido!

⁠Seguimos na caminhada da vida, lutando por dias melhores e por um sopro de luz e esperança em meio ao deserto de sentimentos que vivemos.

Em meio à pressão e ao desespero, muitos jovens caem nesta armadilha.
Olha, jovens, deixem-me segredar-vos algo importantíssimo. Penso que esta é a fase de vos alertar sobre algo precioso. Esta mensagem é para vós.
Evitem — evitem mesmo — confiar o vosso futuro a tios e tias. Evitem desenvolver expectativas de que essa gente vos irá ajudar. Quase sempre, quem combate os sonhos e o futuro de jovens esforçados — ou dos prodígios dentro de uma família — é a própria família. E assim se perpetua a miséria dentro dela: uns supostamente “muito ricos” e outros “miseráveis”.
Essas pessoas terão sempre soluções para os problemas de gente de fora e nenhuma para os da família — tudo em prol de salvaguardar um suposto “bom” estatuto que pretendem exibir na rua. Falar-vos-ão disso com arrogância, com aquele tom de quem realizou grandes feitos: “ajudei o fulano e a fulana”, como se isso vos acrescentasse algo na vida. Contentam-se em dar-vos comida, mas nunca vos mostram a fonte.
Muitas vezes, até vós sabeis as razões pelas quais não beneficiais do auxílio deles. Se não sabeis, deixai estar — porque, ainda assim, a razão é sempre, no mínimo, decepcionante e, no máximo, deplorável, embora para eles faça todo o sentido. E, quando o tal “auxílio” chega, chega tarde e já não serve para nada: a situação tornou-se caótica e sem solução.
Jovens, quando enfrentardes dificuldades financeiras, reinventai-vos. Lutai com o mínimo até conseguirdes superar. E, quando o dinheiro chegar, investi uma parte e guardai o remanescente. Tende sempre planos anotados. Olhai para este processo como uma verdadeira transição da juventude para a fase adulta.
Invistam também em pequenos cursos de curta duração. Mesmo em meio às dificuldades, é preferível atravessar fases duras da vida tendo uma formação técnico-profissional, ainda que modesta, do que permanecer estagnado. E, acima de tudo, abstenham-se ao máximo dos jogos de azar — especialmente das apostas —, que muitas vezes disfarçam destruição com promessas fáceis de ganho.
A disciplina deve ser o princípio mais importante a cultivar. Sem ela, qualquer oportunidade escapa; com ela, até o pouco se transforma em progresso consistente.
Escolhei bem as vossas amizades. Nem toda a companhia é abrigo — algumas são atraso disfarçado. Há amigos que drenam energia, desviam foco e normalizam a mediocridade; e há outros que vos elevam, vos confrontam e vos empurram para a frente. Aprendam a distinguir. A vossa trajectória será, em grande parte, o reflexo de quem caminha convosco.
Mantende distância de gente pessimista, preguiçosa e resmungona. Esse tipo de companhia contamina o pensamento, enfraquece a vontade e transforma qualquer plano num fardo impossível. Quem vive a queixar-se nunca constrói; quem evita o esforço nunca sai do lugar. Se quiserdes crescer, rodeai-vos de quem age, de quem tenta, de quem falha e volta a tentar.
Outra grande lição: não olheis para os erros — ou pecados — de tias e tios como motivo para criar atritos entre vós e os vossos primos. Entendei que a boa árvore conhece-se pelos seus frutos. Quando eles precisarem de auxílio, ajudai com ideias, não com capital (esse, precisareis sempre mais, e ninguém vo-lo dará). A prioridade sois vós.
E a lição mais importante: nunca tenhais medo de arriscar. Mesmo diante da mais pequena oportunidade — se for boa — arriscai.
Podeis vencer na vida, mas, para isso, acreditai, lutai e, acima de tudo, mantende o entusiasmo.
Cultivai boas relações entre irmãos e fortalecei esses laços até se tornarem inquebráveis. Haverá sempre um teimoso, mas é preciso preservar o que vos une — isso é essencial.
Investi no networking, pois, na maior parte das vezes, a mão que se estende para ajudar não vem de conhecidos próximos.
Enfim, eu sou aquele(a) que, entre os céus e a terra, nada mais teme; cujos ensinamentos poucos ousariam transmitir-vos. A ovelha negra do rebanho, o(a) “vilão(ã)”, aquele(a) que finalmente despertou — e que, para o bem ou para o mal, não se repete. O(a) odiado(a) por muitos, mas reconhecido(a) pelos certos.

Eu sou Susatel.
Todos os direitos reservados.

Pré-desembarque


Demétrio Sena - Magé


Ando meio querendo não querer
caminhar o restinho do percurso,
requerer meu direito de gritar
um discurso de nunca desistir...
Pois o fim tem mostrado a sua cara,
nesse tempo que agora já não tenho,
a ferida não sara mais tão fácil
nem existe um engenho de retorno...
Estou quase pedindo pra descer
em um ponto precoce desse tempo
do meu ser ou não ser e vice-versa...
Meio tento sentir que nada sinto
e me pinto em invisibilidades,
pra fugir de fugir e de ficar...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Há um lugar em meio ao caus e a dor
Onde toda a tristeza, medo e solidão
Não pode entrar
Este lugar fica ali na esperança.

Em meio a uma vida sem sentido, uma vida onde não sabemos ao certo onde ela vai nos levar, em meio a uma vida onde normalizamos a ida e vinda de pessoas, em meio a uma vida onde o amor deixou de ser algo belo e se tornou algo ruim, em meio a tudo isso, eu, como escritor, vejo belezas infundáveis, belezas carregadas com a esperança mais bela que existe, como o sonho de uma criança de ir à lua. Sonhos esses que são os mais belos, onde a dor e o sofrimento não chegaram nem um pouco perto, onde o mundo não destrói por completo, sonhos como estes que carregam a esperança de um mundo perdido.
E talvez seja justamente nisso que a vida ainda faz sentido: naquilo que fica mesmo quando tudo parece ir embora, nos laços que, mesmo silenciosos ou distantes, ainda carregam significado. Há presenças que mudam, palavras que deixam de existir como antes, mas sentimentos que não desaparecem tão fácil assim. E, mesmo em meio à dúvida, ao medo de errar ou de tentar de novo, ainda existe algo que insiste em permanecer, algo que não se explica, mas se sente.
Porque, no fundo, enquanto ainda formos capazes de guardar essas pequenas belezas, de lembrar sem dor completa e de sentir sem precisar nomear, o mundo nunca será totalmente vazio. E talvez a esperança mais verdadeira não esteja em não perder, mas em ainda se importar, mesmo quando tudo dentro da gente pede silêncio.

O mundo nada nos prometeu e nada nos deve; ainda assim, é em meio às suas turbulações que nos revelamos a nós mesmos. Viva.

Noturno.


Em meio a escuridão,
Era capaz de enxergar.
Pois a sua visão, vinha da alma.
Era era apenas
uma questão de
Sentir.

Eu e você.


Caminhávamos juntos
em direção Ao amor.
Mas, no meio do caminho,
Aquela gotinha que faz
O copo transbordar,
Nos separou.
Não nos foi permitido
Acontecer.
Procuro, busco respostas,
Pois gostaria muito de saber
Sobre nós.
Se tivéssemos acontecido,
Onde estaríamos agora?
Eu e você.

EPIGRAFE...


"Em meio a meu aparente silêncio fiz de
cada instante oração. Sem que você
notasse fiz do meu corpo tua guarda.
Refúgio e proteção. Levei-te em meus
pensamentos. Proclamei teu nome aos
quatros ventos. Bebi da tua essência.
Descansei no teu pecado. Hoje estou
gravada, cravada. Enraizada na tua
espinha dorsal."


Nayara Fernandes..

Momentos tranquilos em meio a tudo , nos traz a quem amamos e mesmo não estando no dia a dia uma do outro sentimentos e apenas sabemos.

O casal.


....Em meio a conversa ele disse:
Tenho os sentimentos todos misturados.
Ela lhe segurou as mãos e lhe respondeu:
Fique assim não, continue se buscando,
um dia desses tu vais se conhecer.

O olhar de Deus repousa sobre aqueles que clamam, trazendo consolo, força e esperança em meio às suas lutas.

⁠⁠Não sei a quanto tempo morri,mais só sei que morri.
Meu corpo vaga em meio ao nada, Clamando por algo que perdi, minha alma clama pelo descanso, não vivo vegeto, em meio da decepção, da ganância, da arrogância e da falta de humanidade de uns para com os outros, de tudo que vi só sei que morri.