Medo de Mudar
Tenho medo da minha capacidade de seguir em frente e esquecer pessoas que já foram tudo na minha vida! 🤔
Ninguém foi a tua festa. Ninguém... Ninguém dançou contigo!A solidão é tudo o que lhe resta. O vazio enlouquecedor desta noite agora é o teu abrigo. Não houve ao menos um telefonema ou uma justificativa mesmo que cheia de hipocrisia por ninguém ter comparecido. Nada! Nada! - Que gente mesquinha, pequena, de coração apodrecido!...E no silêncio da noite chuvoso e fria, de repente, um amargo dilema!... Lâminas afiadas sobre a pia. A música tocando lá na sala vazia. O espelho encarando a tua face triste. E no ar uma voz profunda e rouca lhe dizendo: Por que você não Desiste?! E num momento de impulso... Mão na lâmina - lâmina no pulso. Agora já não mais existe a dor, o medo, o vazio e a solidão em noites silenciosas,frias,escuras!... Agora, finalmente,ela encontrou a paz,a liberdade, a tão procurada cura!...
Eu te contei todos os meus medos e que um deles era me sentir insuficiente, minúscula, sem autoestima, e foi lá, exatamente lá, onde seu egoísmo me socou.
Sempre que se sentir desconfortável ou com medo, nunca se preocupe com o que os outros vão pensar se você ligar para o seu pai e pedir para ele te buscar. Sua casa é um lugar seguro e você ama ficar lá, e isso é motivo de orgulho, não de vergonha.
Passamos a vida procurando pela liberdade e quando encontramos, percebemos que ela sempre esteve dentro de nós; a gente é que tinha medo de soltá-la.
Desprezamos nossos sentimentos até mesmo quando eles ardem no peito. Somos covardes munidos de silenciadores. Aprendemos que é mais fácil anestesiar a dor da dúvida, pois ela aceita pequenas conquistas. Um brinquedo, uma viagem, um carro, uma promoção... Aprendemos a sentar e a fingir de morto para ganhar míseros biscoitinhos. Aceitamos a mediocridade nas relações porque tememos que a dor da entrega seja aguda. Seria incrível ter coragem para sair dessa entorpecida vida de extintor, séria mágico permitir que aquela pequena faísca durasse tempo suficiente para incendiar nossa alma. Aprendemos a querer demais e a nos doar cada vez menos. Não é difícil andar de mãos dadas, difícil é caminhar na mesma direção.
Cuidado ao tomar decisões por medo ou insegurança. Lembre-se que nossas escolhas determinam o nosso futuro e podemos perder coisas valiosas para nós.
Tem lugares que nos fazem viajar no tempo, fascinante se pudesse voltar e consertar algumas coisas e gostaria de poder acelerar o tempo para não sentir outras. Tem gente que muda com as estações, tem quem prefere acompanhar as estações sem ter que mudar. Adoro criar lembranças, nunca tive pavor de encarar o que sinto, sempre tive pavor de nunca sentir.
A coragem que tenho em alguns assuntos relacionados ao coração estou falhando em outros. Principalmente quando tenho que tomar uma decisão. Talvez seja muito intensa para perder tempo pensando e criando coragem, sempre quero ir antes que meu tempo acabe.
O medo de viver me assombra,
O futuro me assusta,
A insegurança me consome,
A insônia me atormenta.
A vida é um pesadelo,
Que não consigo acordar,
Estou preso em um sonho,
Que não quero viver.
Hoje, envoltos na nossa mentira, perdemo-nos enquanto buscávamos encontrar o que estava exposto dentro de um e do outro.
Não nos olhamos nos olhos!
O tempo passa rápido demais e isso me assunta.
As pessoas esquecem das outras rápido demais e isso me assunta.
O mundo está ficando perigoso rápido demais e isso me assusta.
O amor virou chacota rápido demais e isso me assusta.
Os sustos chegaram rápido demais e isso me assusta.
— Não entendi. — disse Tobias surpreso — Você disse que esse dia nunca chegou, mas você é uma borboleta, você conseguiu.
— Sim, eu consegui, mas não foi porque deixei de ter medo, eu nunca deixei de ter. Eu tomei uma atitude, mesmo estando com medo. E sempre que bato as asas, sinto medo, sempre que vou para um caminho que não conheço, sinto medo. Porém, aceitei o medo, fiz dele um aliado, que me acompanha e faz-me ser prudente, que me ajuda a não me arriscar sem necessidade, que me faz ser mais responsável. — explicou Eva — Eu entendi que é normal ter medo. Todos sentem medo, Tobias. Mas o medo não pode tornar-se uma prisão.
Alan Alves Borges
Livro A Jornada de Tobias
A Era do medo
Vivemos, com certeza na era do medo apesar de tanto desenvolvimento e tanto conhecimento.
Temos medo do outro, temos medo de nós e do que se esconde no nosso íntimo.
Vasculhamos os detalhes da matéria, os confins do universo, estudamos o passado, tentamos predizer o futuro, mas relutamos em desvendar os mistérios da nossa alma e o que carregamos no coração.
Temos medo do futuro e nunca estamos seguros para caminhar no escuro.
Temos medo dos vizinhos, dos desconhecidos, de pisar na rua, de nos abrir ao mundo e de revelar nossas fraquezas.
Temos medo de amar e estamos perdendo o costume de sermos amados. Temos medo de dar valor aos outros e não sermos valorizados. Temos medo de nos doar e não termos o mesmo retorno. Preferimos a angústia de nos fazermos de fortes enquanto intimamente trememos de medo.
Hoje em dia estamos rodeados de informações, sabemos sobre tudo, mas aprendemos pouco. Temos mais conhecimento e menos sabedoria.
Quanto mais descobrimos sobre o universo que nos cerca e sobre o futuro que nos espera, mais medo temos. O conhecimento não nos traz segurança e confiança.
Quanto mais conquistamos, mais evoluímos tecnologicamente, mais nos perdemos de nós mesmos e se enfraquecem os elos que nos mantém humanos. Perdemos nossa inocência e nos aproximamos das cismas que nos levam à insegurança e ao pavor.
Em menos de um século perdemos muitos valores que se construíram em toda a existência da humanidade.
Parece que passamos muito tempo dissociados do nosso íntimo. Urge a hora de voltarmos para casa e redescobrirmos a humanidade que perdemos.
