Medo de Mim
COISAS E LÁGRIMAS
Traze-me tristezas...lágrimas
Quando páginas são rasgadas, de bons livros;
Quando as histórias da gente são mau explicadas;
Quando as palavras são jogadas ao vento, não confirmadas.
Traze-me aborrecimentos... Lágrimas:
Quando brinquedos são levados pela enxurrada e crianças sem;
Quando vejo comida em lixeiras, e por perto gente faminta
E quando se tira o pouco de quem já não tem quase nada.
Fico em lágrimas quando... Lamento:
Quando o destino se torna incerto, por escolhas erradas;
Quando as histórias mentirosas se tornam verdades.
Quando as vinganças que não curam, são executadas
E quando a religião esconde seus Judas.
Trazem-me a garganta gritos de raiva:
Quando os bons contos são esquecidos e não mais contados;
Quando as belas poesias não são mais declamadas;
Quando os lindos poemas não são lidos em voz alta.
E jogos são perdidos por lances errados.
Essas coisas deixam-me
De coração apertado, espremido;
Mãos suadas e alma angustiada.
Lamentavelmente, as organizações têm pouca tolerância para os fracassos. Cedem ao impulso inicial de negar a falha e varrer tudo para debaixo do tapete. Com isso, acabam desperdiçando grandes oportunidades. O medo de errar está tirando a capacidade das pessoas de ousar.
Soube de um senhor que literalmente morreu de medo. Uma ex colega de trabalho comentou no carro que Nilton tinha morrido, - Quem? perguntei surpreso e assustado, teu marido? - Não, disse ela, o mestre dele de mesmo nome. (Nilton lutava caratê). Ela disse que a tempos ele sentia uma dor na barriga e tomava uns chás, ora pro fígado, ora pra digestão, ora pra outra coisa. Não tinha coragem de fazer de procurar um medico, foi o que pareceu, fazer exames, para investigar a causa, medo resultado. Só que ao longo do tempo essas dores não passavam e ele só na homeopatia, terapia alternativa, se auto medicando . Um dia porém a dor apertou forte, tão dolorosamente, que ele desmaiou. Socorreram-no. Chegando no hospital tinha entrado em óbito. Durante a necropsia foi contatado que ele estava com um tumor do tamanho de coco, foi assim que ela disse, na biopsia, porém descobriram que era benigno, nada mais que um cisto absurdamente crescido, aqueles caroços bestas, que uns chamam também de "cabeça de prego", abscesso... Facilmente extraídos sem deixar sequelas, e que hora e meia podem aparecer na gente, que havia arrebentado, devido a idade do velho mestre, é por acumular muito sangue, vitimou, ao perdê-lo em abundância, pela infecção, certamente. Se tivesse ido antes...
O MEDO de ficar sem dinheiro, afasta o dinheiro de você. O MEDO de ficar doente, cria doenças. O MEDO é uma força poderosa mas, contrária aos seus sonhos.
Você diz não sentir nada nem mesmo medo, mas quando eu ameacei nunca mais falar com você, sua reação foi de susto sabe por que? Nós só sentimos medo de perder aquilo que nos faz bem.
"Não devemos ter medo do novo e das mudanças necessárias. Mas devemos ter sensibilidade, coragem, maturidade e ousadia para largar o velho que está nos prejudicando, para vivenciar e desfrutar com equilíbrio do novo e seus benefícios!"
Lá no alto, o céu era uma imensidão escura. Luzia se sentiu pequena diante dele, e teve medo. Mas se lembrou daqueles passarinhos que libertava, tanto tempo atrás. Lembrou que, depois que ela abria a portinhola, eles sempre ficavam parados, hesitando, na beirada da gaiola. E, então, saíam voando.
Bendito seja o amor que derrama sobre o homem o esquecimento. Que o faz esquecer sua condição de escravo. Que faz recuar a angústia e o medo!
Elas me riscaram do mapa dos humanos. Eu era um não ser. Um invisível. Mais invisível que os invisíveis, pois eles, ao menos, detinham um poder que todos temiam.
No erro.
E nas suas emoções.
Estar à beira do erro é uma condição de medo.
Estar no meio do erro é estar em um estado de loucura e derrota.
Perceber que você cometeu um erro causa vergonha e remorso.
Não tenha medo de ser ''estranho''. A sociedade hipócrita criou o ''normal'' e ''estranho'' e como podemos ver, o que é estranho hoje, poderá ser a moda de amanhã
Retorno
Gastei toda aquarela, recolhida. Silêncio de barcos acidentados, fruta madura espatifando-se na terra. Colhi no ventre da treva estas
palavras tocando-as devagar, com medo de que por trás de suas faces frescas me aguardasse uma emboscada. Sei pelo avesso suas formas
conturbadas, atormentam-me seus abismos híbridos. Vê-las pulsando salva-me da lábia estofada cotidiana, mas também me expõe à rude dimensão da liberdade e seu preço poucas vezes raso. Cintila a pedra noturna dos meus olhos nos seus olhos, sei que posso atravessá-los num sopro. Após tantas águas fugidias, o refluxo. As portas batem, como nos dias arejados.
Nem sempre quem se cala é porque consentiu. Isso é frase pronta, que virou clichê há tempos. Se você sofrer agressão e emudecer, por medo, por não ter uma reação, posso dizer que você consentiu a agressão?
Ontem na "Cantata do natal" na escola, ouvi de um aluno: — "Este é o Claudeci não precisa respeitar ele." De um aluno reprovado se espera tudo. Não fiquei chocado, mas queria dizer isso para você, talvez aprenda algo sobre caráter e educação familiar. Assim se explica também o medo da escola em reprovar aluno.
Ansiedade é um grande mal estar físico e psíquico, uma grande demonstração de impaciência. Percebo que me culpo pois gero expectativas além da conta em relação que pode ou não acontecer. Isso faz eu sofrer por antecipação. E está presente no meu cotidiano. Não é bom. Acabo me tornando uma pessoa sem tranquilidade e ando sempre em cima do muro, com receio de tudo, considero-me indefesa perante o mundo, vivo apreensiva. A tempestade e explosão de sentimentos, mistura tudo dentro do caldeirão da minha mente, uma verdadeira tormenta.
Procuro vícios que me dão prazer para me satisfazer, e acabo me escondendo atrás deles, acabei de roer todas as unhas, perdi a conta de quantos cigarros voltei a fumar, infelizmente. Tenho dificuldade de aceitar a sequência correta das coisas, fico no meu imaginário exercitando o tempo todo a dúvida: Como será? Onde vai ser? Vão me aceitar? Vou conseguir fazer? E assim por diante. Deixou de ser algo temporário para viver constantemente na minha vida. E ao viver o tempo todo tentando anteceder tudo, provoca um desgaste intenso, percebo que as linhas do meu rosto ficam mais profundas, e envelheço muito mais do que o normal, vivo além da conta, é terrível.
E o tanto que espero de mim acabo cobrando o mesmo dos outros, falo muito e o tempo todo, não consigo passar um áudio curto e direto, vivo em meio de rodeios para justificar o amanhã que quero viver hoje. Eu não durmo e quando isso acontece tenho pesadelos que me fazem acordar sobressaltada e tenho câimbras talvez por manter meus músculos rígidos, doem os ouvidos e tenho um forte bruxismo. Desespero ao olhar no espelho e ver sempre aquelas olheiras negras, profundas e marcadas, um verdadeiro caos. Sempre penso de forma negativa e acredito que só coisas ruins irão acontecer. E vivo falando para mim mesmo, mas não entendo, um dia de cada vez.
“Vivo na expectativa por antecipação, pura ansiedade e sofro antecipadamente muitas vezes por nada”.
“Anseio pelo tempo perdido numa eterna inquietação e quando percebo esqueço de viver o hoje vivendo somente o amanhã”.
