Medo da Loucura
As lágrimas são como retratos desgastados , o medo é como estar em um buraco sem luz.
Não é nossa culpa o mundo ser tão sujo!
Viva , seja louco quanto é tempo!
O medo é necessário. Não sou a favor de ter medo sempre, pois as vezes o medo nos tira possibilidades, mas em outras, o temor evita consequências desastrosas.
Pintei anjos no teto do meu quarto
Corri de sombras com vida
Chorei de medo na noite
E os anjos haviam desaparecido.
Olhei as brechas de todas as portas
Guardei segredo de tudo que nada vi.
Pintei então, os anjos em cada espaço vazio.
Sentei calada e junto com eles desapareci.
Fiz sacrifícios por alegria
De qualquer modo me entristeci.
Desgosto ou saudade
Foi com eles que sobrevivi.
Pintei anjos no céu da minha vida
E agora os vejo partir.
Como tola continuarei sonhando
Um dia com eles, quem sabe eu possa ir.
A pessoa que eu mais odeio e tenho medo é de mim mesmo, pois não ha niguem como eu que me conheça e que sabe de tudo sobre mim.
Tive medo de te beijar,de te abraçar,de te acariciar de te agarrar mas nunca tive me de dizer que eu amo você
Estranho, mas meu coração ainda acelera quando algo relacionado a ele aparece. Acelera de medo, frustração, desprezo, saudade. Eu me pergunto o que eu me tornei depois de tanto tempo, por causa de uma pessoa só. Me pergunto como seria tudo tão diferente se ele nunca tivesse entrado na minha vida. É um paradoxo. Embora muitas vezes eu tenha me controlado para não desistir de mim mesma, às vezes eu sinto que eu vou vacilar, vou ver escorregando entre minhas mãos toda a felicidade que a vida me preparou só de pensar nele por um segundo. E como dói. E como lateja. Vivo buscando uma nova inspiração, um novo jeito de criar situações que marquem tanto quanto as “nossas” marcaram. E isso é tão difícil. Devo confessar que tenho sido um fracasso total em tentar ser eu mesma. Cada vez mais eu penso nele, cada vez mais eu me dôo às pessoas, cada vez mais eu decepciono. Mas eu sempre digo: um sorriso no rosto e tudo fica bem. Porém, contudo, entretanto, percebo cada vez mais que enganar aos outros é fácil demais. Complicado mesmo tá em enganar a mim e dizer a minha alma que está tudo em paz. E vou tentando, errando, buscando e todos os verbos no gerúndio que possam significar progresso ou fracasso na minha tentativa. Eu sinto falta também, daqueles momentos monstruosamente férteis e inesquecíveis. Ah sim, como eu sinto falta. Um absurdo essa saudade de algo que não existe mais. Um absurdo de saudade. E como dói. Dói tanto que logo depois não dói mais. Meu coração está tão acostumado a doer, que ele já sabe como encontrar um remédio para a dor passar. Passa, mas passa passageiramente. Ligeiramente bruta e logo depois reaparece, e realmente a dor se torna física. Meu estômago dói. Aquelas pontadas que parecem agulhadas e eu sussurro ao meu corpo e coração: um sorriso no rosto e tudo fica bem.
Pode vir, vem sem medo que eu vou cuidar de você, haja o que houver, aconteça o que tiver de acontecer. Nada vai mudar e seja lá qual for teu problema, eu quero ser/ter a solução. Se não houver problema, eu vou cuidar do mesmo jeito, da mesma forma, eu vou cuidar.
O Meu Maior Medo é um dia perder você para alguém que não te ame. Alguém que não te ame o quanto eu te amo.
Quando os capacitados repudiam governarem, são governados, não sabe-se, é medo da ignorância, ou só se encorajam para criticarem.
FAXINA NO FIM DO LIVRO
Uma faxina na casa alivia a alma
Que dorme na inconsciência do medo.
Quão suja está esta ideia
Murmurando silogismos tristes
De heróis mortos.
Ainda escuto estórias de um poeta
Lutando na guerra de canudos.
Seus papiros estraçalhados
Comandando as tropas
No cair da noite,
No regar do vinho.
Nenhuma verdade será dita
Na poesia.
Poesia é mentira escatológica
Murmurada na caverna
Da alma.
Onde maravilhosas
Sementes de plágio
Naufragam na contaminação
Vermelha do sangue.
Tem que ter cor!
Letras pálidas
Não trafegam pela multidão.
Afirmem o sim,
Neguem o não,
Poesia boa é a que causa explosão.
A que mata gente,
Sem compromisso com a verdade.
Um turbilhão de insetos
Procura entrar por teus olhos,
A paisagem noturna
Parece a imensidão de águas
No centro do mar.
Deixa sair os bichos da carne!
Um velho aposentado,
Apodrecendo no sofá da sala,
Se prepara para ser poeta.
Poeta é o que já foi
E será,
Como as águas evaporadas
E condensadas em chuva
Do mar.
Tamanha dor do mundo
No coração do vagabundo
Crucificado do lado de cristo.
Sem palavra,
Solto ao horror esferoide
Do grito sempre vivo no seu ouvido.
E o que lhe dizem os anjos?
Seus arranjos têm lógica?
Não é fácil suportar as letras nos olhos
Quando a grama verde
Se comunica com os pés.
Abre-se branco um horizonte esparramado
Onde cavalos coloridos
Estudam lições do marxismo.
Neste miolo de algazarra, meu pai,
Senhor e menino,
Em sua carroça de bois,
Busca areia no riacho
Enquanto pajeio os sapos
Nas margens plácidas.
O que me contam eles
É digno de respeito:
A verdade dos reis
Aberta como conceito.
São descendência da nobreza,
Voltarão como voltou Cleópatra
Postos a mesa.
Não importa,
Meu pai não percebeu a importância
Daqueles seres.
Nem dos poetas,
Notáveis reis do insignificante.
Uma áurea de insônia
Acompanha cada um desde que nasce.
Faz uma faxina,
Lata de goiabada não entra no museu.
Guerra de almofadas e pesadelos,
Faz os melhores textos
Quem não tem zelo.
As pessoas se escondem atrás de mentiras pois tem medo de assumir o que sentem e se reconhecerem como realmente são.
Se me perguntam do que tenho medo, respondo: Do tempo.
Porque ter medo da velhice, se ela é conseqüência do tempo? Porque temer a morte, se ela nasce no tempo? A concretização dessa constatação tão inconcreta é o que mais me amedronta. As marcas deixadas por esse cruel e impiedoso ser são de longe a pior dor que um ser pode sentir. No momento o qual, um individuo pode se deleitar diante da sua imagem que é refletida pelo espelho, é muito cruel observar a magnitude e força do tempo, sentir a fraqueza nos ossos, e não poder fazer absolutamente nada, somente viver e esperar que a dama de preto, venha buscá-lo. Ao nos preocuparmos com esse deus silencioso, parece que ele nos dilacera com uma impiedade bestial. É de fato controverso, que mesmo sendo tão agressor do nosso corpo, é ele o protetor da nossa alma, da nossa mente. O tempo deixa marcas físicas, mas apaga as marcas mentais, as piores marcas possíveis. Se esse rei nos ilumina com a vossa gloria, ao mesmo tempo em que nos queima com sua magnitude, não cabe a nós nos revoltarmos. A inteligência que a nos foi concedida, não é tão onipotente para paralisar o tempo. Podemos retardar sua crueldade mais nem de longe, podemos vencê-lo.
Eu quis voar mais alto, sem medo não olhei pro chão o tombo foi enorme mas foi uma eterna lição, hoje mesmo com medo me arrisco de coração.
