Medo

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⁠Trair você era lhe matar um pouquinho dentro do meu coração. Eu tenho tanto medo de lhe perder de vez que eu ia tentando lhe perder aos pouquinhos.

As vezes eu tenho medo da minha bondade e da minha imperfeita educação e medo de magoar aqueles a quem eu mais desejo estar próximo.

Por mais inviável que seja, eu tenho medo de gostar de outro alguém senão você. Tenho medo também que a sua presença se torne apenas um fantasma pálido aprisionado num frasco de lembranças. Tenho medo que isso pareça bobo, mas às vezes é assim mesmo, somente precisamos de alguém a quem segurar uma mão. E é isso, tenho certeza que a única companhia que quero aqui é a sua e, por mais irônico que isso possa soar, só irei possuí-la no dia em que te ver.

Tenho medo do "pra sempre" que ouço. Mas tenho mais medo ainda do "Pra sempre" que eu falo.

Tenho medo de perder você.
Tipo você sumir, sem deixar rastro.

"Medo é primeiro de muitos inimigos, levante-se e lute! Tenha fé em si mesmo"

Tenho medo de emoções, medo de explosões, medo de calor, medo de amor...
Enfim, tenho medo até de mim!

Tenho medo de te amar demais, mas sigo te amando incondicionalmente, porque medo para mim nunca foi um problema.

Eu tenho medo de saber o que se passa em sua mente... eu tenho medo que isso me quebre totalmente.

Seu futuro depende de diversos fatores, mas depende principalmente de você.
Por isso, tenha sempre em mente...
Nessa vida é você x você!
Lute contra seus medos, suas barreiras, sua própria preguiça...
E nunca espere por ninguém, nem nada de alguém...

⁠Tenho medo de me tornar uma pessoa fria por ser sentimental demais.

⁠Estou preso a uma vontade imensa de viver, por isso tenho força, tenho fé e esperança, tenho coragem para seguir, as vezes sem medo, outras com muito medo, e quando chego ao destino não entendo o porquê de tanto medo.

Faça do seu medo a esperança, pois ele não existe, nós o criamos.

⁠Eu tenho medo de acabar sozinho,
É como se eu procurasse um clone meu.
Em espelhos, busco traços do destino,
Mas a solidão espreita, um receio.
Às vezes, a busca parece uma cópia,
Um reflexo do que já conheço.

Mas o amor não se resume à cópia,
É na diferença que encontro o apreço.
O medo de estar só, um eco persistente,
No labirinto do coração, uma busca urgente.
Mas, talvez, no caminho da mente,
Descubra que o amor é mais que um presente.
Não um clone, mas alguém único e novo,
Compartilhando a vida, lado a lado, no renovo.
Na autenticidade, no calor desse fogo,
O medo se dissipa, e o coração se move.

⁠Eu sinto medo. Mas também tenho muita coragem. É uma dualidade que pode parecer estranha. E, por mais que eu me amedronte, tenho um impulso que me faz ir para frente. Aos 50 anos, acho que metade do meu caminho foi trilhado. E eu sou quem eu quiser ser.

Preta Gil
Preta Gil: os primeiros 50. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2024.

⁠Nunca mais tenha medo de se defender,
mas esteja certa quando fizer isso

Tenho medo do que nunca vi
Do que nuca senti
Medo de chorar, de rir.
De ver, de ser, de querer ser.
Perco-me no nada, e insisto em
procurar.
O que nunca vi, nem senti.
Procuro o que nunca chora, nem rí.
O que nunca foi visto, nunca foi,
nunca quis ser.
O medo é meu pior inimigo?
Ou meu melhor amigo?
Às vezes tenho medo de tentar
E não conseguir.
Às vezes tenho medo de perder o que
me faz sorrir.
Sim, no fim, é a isso que tudo se
resume.
O medo é inicio, meio e fim.
É o que nos cega, o que nos da à
visão.
É o que nos faz ver onde não há
O que nos faz ver além do que há.

O amor é paciente. Ele é feito de respeito e apoio mútuos. Ainda tenho medo do abandono, mas procuro pensar todos os dias que aqueles que importam estarão sempre comigo. Que uns chegam e outros vão, mas que não posso aceitar menos do que eu mereço.

Descobri que mais tenho medo do que te amo. O amor depende de mim e, o medo, de ti.

Tenho medo de falar verdades... para pessoas estúpidas.

Olho para o mundo e tenho medo dele. Acho que no fundo tenho medo da felicidade ou ela de mim. Sempre que estou muito feliz fico desconfiada. Desconfio secretamente e vou-me afastando para que ela não acabe por si só. Prefiro eu correr dela, assim não corro o risco da felicidade me deixar.

Fico em silêncio por um longo tempo e procuro saber o valor dele. Há tantas coisas que eu queria escrever, mas, não posso. As palavras me deixam com medo, por isso fico calada. Há tantas coisas que nunca escrevi e que morrerão comigo. Este silêncio é a minha garantia. Dentro dele está o meu EU gritante.

Quero explodir para que as palavras se libertem. Seria uma loucura as palavras soltas por aí. Ninguém entenderia nada, porque elas se misturariam. Às vezes quero a verdade outras vezes o oposto dela me alimenta. O cotidiano me mata de tédio, por isso me reservo e escrevo.

A vida é tão passageira! É como um sopro. Sopramos e ela se vai. Não entendemos nada da vida e isso me deixa angustiada. Pensar que a vida é um sopro, logo vem à minha mente uma bolha de sabão solta no ar. Tocamos nela e ela explode.

Ficam no ar apenas pedacinhos que vão se desintegrando um a um. Assim imagino o sopro da vida. Uma película muito fina, quase invisível, transparente, brilhante com multicores como se fosse um arco-íris. Duram apenas alguns segundos e explodem.

São os segundos mais belos que nossos olhos já fotografaram e guardaram na gaveta do tempo. Assim é o sopro da vida. Simples, intenso e belo. Se deixarmos passar em branco ele se vai sem deixar nenhum vestígio.