Me Perco dentro da Saudade
Quando
Sinto falta de alguém
Olhando o mundo além
Fica um vazio cá dentro
Rasgando papel ao vento
Iremos tentar esquecer
Mesmo quando sem querer
Esperamos dias melhores
Não queremos tantas dores
Travadas dentro do peito
Onde só o amor terá efeito.
Acredite, se eu estou te ignorando é porque você realmente me magoou. Algo está errado, algo dentro de mim está em pedaços. Se não te desculpo é porque eu cansei, e quando cansamos temos que nos afastar. Não é fácil, mas é necessário.
E eis-me aqui dura e silenciosa e heroica. Sem menina dentro de mim.
Os pontos que fechavam as feridas acumuladas se abriram
O coração doeu, e por dentro o peito sangrava por tristeza
Os olhos choraram, mas já não eram capazes de lavar a alma
O anjo se perdeu...
Dentro do seu peito só você sabe o que carrega, é por isso, que só você se conhece e mais ninguém além de Deus.
Despeje a sua preciosa essência de vida dentro da minha e deixe-me esquecer, que eu não tenho nem lar, nem país. Se tenho você, tenho o mundo. Que mais desejar?... Se ao menos pudesse me enrolar ao redor desse seu corpo, se ao menos pudesse beber da fonte da vida. Céus, mas hei de beber cada gota do suco de pétala de rosa. Querido amado meu bem, aguente o dia de mais 4 dias apenas, e então, e então! Só de pensar fico tonta. As vezes isso me apavora, mas me fascina tanto, um fascínio tão embriagador... Há luar agora, e estou planejando a orgia mais assombrosa da nossa vida. Se penso nela por muito mais tempo, algo vai acontecer a caixa do tesouro. E eu preferiria que não, já que ela vai ter de ficar esfomeada. Mas a imaginação faz estragos dentro de mim. Cada nervo está tenso, minha caixa, quente e queimando com o desejo de se esfregar em fonte de vida. Para cima e para baixo, para cima e para baixo. Minhas montanhas gritam de prazer, e o cérebro arde em chamas. Quero f- você... você é meu tesouro precioso, minha alegria, o êxtase de minha vida. Espero por você cheia de amor e paixão. Venha. Mamãe.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade. (...)
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Nota: Trechos da crônica "O Medo do Amor" de Martha Medeiros: Link
Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do teu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião
Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão
Medo, medo. medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo que Belo Horizonte
Eu tenho medo que Minas Gerais
Eu tenho medo que Natal, Vitória
Eu tenho medo Goiânia, Goiás
Eu tenho medo Salvador, Bahia
Eu tenho medo Belém, Belém do Pará
Eu tenho medo pai, filho, Espírito Santo, São Paulo
Eu tenho medo eu tenho C eu digo A
Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará
Medo, medo. medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo e já aconteceu
Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo
Eu mando buscar outro lá no Piauí
Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, no Piauí
Envelhecer
Na manhã da existência, ouvindo o peito,
que previa teu vulto no caminho,
dentro em minha alma levantei teu ninho,
e, nesse ninho, preparei teu leito.
Desceu a tarde, e ainda me viu sozinho.
Murcham as flores, que, de leve, ajeito;
de novas rosas tua colcha enfeito,
e o travesseiro, novamente, alinho.
Cai, tristonho, o crepúsculo, na estrada.
Alongo os olhos, atirando um beijo
à forma vaga do teu corpo… E nada!
Recomponho as palavras que não disse.
E, apagando a candeia do Desejo,
adormeço na noite da Velhice.
Vês tu este gigante corpulento
que solene e soberbo se reclina?
Pois por dentro é farrapos e faxina,
e é um carregador seu fundamento.
Com sua alma vive e é movimento,
e onde ele quer sua grandeza inclina;
mas quem seu modo rígido examina
despreza tal figura e ornamento.
São assim as grandezas aparentes
da presunção vazia dos tiranos:
fantásticas escórias eminentes.
Vês que, em púrpura ardendo, são humanos?
As mãos com pedrarias são diferentes?
Pois dentro nojo são, terra e gusanos.
Francisco Quevedo, in Antologia Poética. Tradução de José Bento
Bate Coracao
Bate, bate, bate, coração
Dentro desse velho peito
Você já está acostumado
A ser maltratado, a não ter direitos
Bate, bate, bate, coração
Não ligue, deixe quem quiser falar, ah!
Porque o que se leva dessa vida, coração
É o amor que a gente tem pra dar, oi!
Tum, tum, bate coração
Oi, tum, coração pode bater
Oi, tum, tum, tum, bate, coração
Que eu morro de amor com muito prazer
As águas só deságuam para o mar
Meus olhos vivem cheios d’água
Chorando, molhando meu rosto
De tanto desgosto me causando mágoas
Mas meu coração só tem amor, amor!
Era mesmo pra valer, ê
Por isso a gente pena sofre e chora coração
E morre todo dia sem saber
