Me Deixou
Após envolver a taça com seus lábios e deixar uma delicada marca de Batom, Vitória deixou a taça de vinho sobre a mesa de centro, de forma sutil, abaixou a alça esquerda do vestido enquanto mordia o próprio lábio inferior, descaradamente me convidando para o seu sofá. Aqueles cabelos claros e sedosos desciam sobre seu busto seminu, sua pele em si era um convite quase irresistível... Como dizer não?
...quando o amor bateu, me jogou longe, deixou-me fora de órbita, pés fora do chão, cabeça nas nuvens...
O amor é um cara esquisito...mas é tão bonito!
Nas pegadas do amor que você você deixou pelos caminhos que não passei, vou semeando estrelas pra que sejam sempre cheios de luz... E para que a sua felicidade seja segura, mesmo de longe, irei de forma invisível te protegendo das contrariedades do mundo, sempre disposto a te carregar no colo nos momentos que mais de mim precisares, ou quando por acaso se sentires cansada de tudo.
Pra que me deixou...
Pra que me deixou triste.
Pra que me deixou sozinho.
Pra que me deixou chorando.
Pra que me deixou sofrendo cada vez mais por você.
Pra que me deixou abandonado ao vento, sem rumo e sem destino.
Pra que me deixou aqui sem você, minha rainha;
Não sei viver sem você, aprendi de um jeito diferente, meu corpo longe do seu durante dias e dias e graças a isso não tenho motivos para viver;
Pra que me deixou sem a minha razão de viver.
Coragem, almejada coragem, virtudes de uns, mas não deixou de ser aquela velha e asquerosa pulguinha atrás orelha, o medo, medo das consequências impostas para cada atitude, para cada chance arriscada, que dirá desperdiçada. Medo? Às vezes me pergunto: Porque existe o medo? Será que é para nos prevenir de algo que venha a nos machucar? Ou será que ele existe para nos confundir, ou para não nos deixar tomar a atitude que nós desejamos? Medo, palavrinha pequena mas que desperta na gente um sentimento de repudia, um receio de não colocar em prática nossos planos, certo pé atrás de expressar nossos sentimentos de maneira que nada fique obscuro, de que seja dito tudo o que se tem pra se dizer, sem restrições ou enigmas.
ROSTO FELIZ
Sidney Santos
Pra você um Natal feliz
Deixou escrito um Anjo
Um Ano que sempre quis
De amor, o melhor arranjo
Um deslumbrante amanhã
Uma estrela com todo raiar
Vermelha fruta romã
E sorte à despertar
Felicidades à vista
Versos pra te encantar
E eu me tornando artista
Pra teu sorriso pintar
Ela é como a música... Chegou uma hora que deixou de tocar e virou passado. (só as boas músicas perduram no tempo)
Meu pai, me deixou, minha mãe me assumiu, vergonha tenho de todo o homem covarde, orgulho de toda mãe solteira, peço a Deus que as abençõe
Não era para ser amor, mas tornou. Então, me beija. Não vamos pensar no que deixou de ser dito ou no que foi falado, vamos calar a boca e nos amar.
(...) Deixou a musica tocar e se enrolou na cama, queria ter algo para fazer, como todos na sua idade, mas não tinha. E o motivo de chorar tanto era ser muito sensível e não queria ser sensível porque normalmente é deprimente. E ela já era deprimente demais. E todos lhe diziam isso. E ela sempre se esforçava para não ser.
De repente, você olha em volta e percebe que deixou muitas coisas boas escaparem das suas mãos. Você percebe que nem sempre conseguirá corresponder às expectativas que todo mundo coloca sobre você. Que a opinião dos outros a seu respeito não é tão importante assim. Você descobre que o mundo, muitas vezes, é um lugar sombrio. Você percebe que não é Aragorn ou um dos Pevensie, nem John Carter, Sherlock ou Capitão Jack, nem nenhum desses amores magníficos. Você é comum, ainda que tenha suas grandes particularidades. Não há tantas portas abertas pra você passar, nem sempre há motivos para sorrir. Você sabe que está aí pra um propósito, ainda sem compreendê-lo. Que não dá pra viver em Nárnia todos os dias. Você é um conto, mas nele não há fadas. É tudo muito metafórico e temperamental. Distante, mas com uma proximidade sem explicação. Com frustrações e anseios. Com bunitezas e sabores amargos. Decepções e alegrias. E uma esperança infinita. Você descobre que precisa das partes feias da vida, pra que as que são realmente bonitas, possam realmente valerem a pena.
Topou o Tempo tornar tão fácil o que era improvável,
Deixou o Destino diminuir as dimensões e prover o encontro,
Somou a Sorte seres e situações.
Seres sortidos da sede de encontrar um ao outro; Sem saberem.
E assim, de dois, fez-se um.
Do acaso, fez-se amor.
Do improvável, fez-se a certeza:
Não era acaso,
Não era o improvável: era o certo!
Nasci para amá-la.
