Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
O projeto universal contemporâneo, para enquanto sociedade, melhorarmos o mundo de hoje, só existe um caminho. E ele é acolhermos e aprendermos com as diferenças. Ouvirmos mais e falarmos menos, buscarmos nos outros diferentes e divergentes, pedacinhos honrados de nossos direitos de existência e da nossa tão sonhada liberdade. Por mais que cada um pense de uma forma.
Hoje, no contemporâneo dentro do grande baile de mascaras, das grandes cidades é muito difícil saber, sobre onde ficam os locais e quais são as mais apropriadas circularização. Da mesma forma, saber quais são os melhores e indolores, sentimentos sustentáveis.
As histórias de ontem e nossas antigas lições são importantes, mas a vida é o hoje e sempre o tempo vindouro à frente. Não precisamos caminhar com todo o peso morto dos infortúnios e dos poucos sucessos do passado. Hoje nos reinventamos e nos conquistamos, afastados de nossos medos e incertezas para a construção de um futuro bem mais inteiro, feliz e melhor.
Por sanidade e conveniência no meio da sociedade contemporânea, hoje, somos todos autistas pelo menos em uma parte de nosso pensamento e comportamento.
Hoje diante a indicação de beatificação de um homem santo, me transborda uma felicidade infinita e da mui saudosa amizade na convivência com meu amigo e confessor de inúmeras conversas com o amigo monge beneditino, no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, Dom Estevão Bettencourt um dos mais preparados exorcistas que conheci dentro do meio católico apostólico romano e um servo de Deus com uma bondade e compreensão infinita. Nossa amizade se iniciou, quando fiz parte do MESB, Movimento de Encontros do São Bento na época que teci amizades profundas com Dom Marcos Barbosa, Dom Emanuel, Dom Joao Evangelista Junot, Dom Tadeu, entre tantos outros dons na Abadia de São Bento no RJ, da Bahia e de SP. Em tempo, a expressão latina beneditina "Ora et labora" eterniza se.
Toda expressão artística contemporânea hoje não é mais um mero produto comercial no exercício repetitivo de cores, idéias e formas do belo mas sim uma manifestação sutil, espiritual e um dialogo personalíssimo existencial, complexo e intuitivo entre o artista, o autor e o espectador avido por respostas ou indagações em nosso tempo tão contaminado, com tantas imagens espalhadas e em movimento e de poucas palavras e linguagens, mesmo que visuais e simbólicas.
Hoje humildemente sei que fui bem menos do que fui ontem e verdadeiramente sei que sou infinitamente menos hoje do que serei amanha.
Hoje a Igreja Católica Apostólica, já ultrapassa mais de 2000 anos de historia e ainda não aprendeu perdoar, acolher, diminuir as diferenças, cantar, distribuir alegrias sobre a vida e compartilhar abundantemente as refeições. Sendo assim, ano a ano perde mais fieis felizes e livres só angariando poucos personagens, tristes, amargurados e ofendidos. Ainda não entenderam que Deus é vida para viver e conviver em liberdade. Admiro a alegria das Casas de Santo, e das boas vindas dos orixás. Se houvesse um orixá na Igreja Católica, de certo seria Nossa Senhora que acolhe os aflitos, sem nada julgar e confortar com o que mais se necessita por maternidade infinita.
Hoje a maçonaria brasileira, se tornou alguma coisa indescritível. Alguns irmãos bem letrados e militantes dentro da ordem, ocupam cargos oficiais e públicos, como de provedores dentro de Ordens da Igreja Católica Apostólica Romana, mesmo sabendo que pelo Código Canônico vigente estão sob Pecado Grave o que impossibilitaria estas funções. Na verdade estes indignos não são, de verdade nem maçons honrados e muito menos católicos fieis, que pela mentira, assim o fazem pela vaidade imoral e a tosca sede de poder, mesmo menosprezando as regras constitucionais da filosofia e da religião.
Ainda hoje passo situações vividas na infância, como um ciclo que não se quebra. Mas vai quebrar, ah se vai! Cristo continua sendo meu libertador.
“Hoje em dia, o homem não precisa de máscara pra ter medo de falar — só de uma frase mal interpretada.”
O compasso hoje desafinou de um jeito mais quieto, tipo quem finalmente entende que o relógio de verdade não é o meu.
Hoje o brinde é diferente: é por quem segura os outros de pé e nunca pede pra ser segurado de volta.
Sou do tempo que se exibir ou fazer gesto de arma com as mãos era atitude de criminoso.
Hoje parece ser de pessoa do bem.
Hoje acordei com vontade
de pegar o meu barco
e navegar...
Chegando na praia
lembrei que eu só tenho
um barquinho de papel...
Peguei a minha caneta
e começei a remar
no meu batel...
E fui singrando as águas
do que mora em mim
marés de memórias
ventos de saudades
maresia de inspiração
sem fim...
Cada verso
uma onda
cada pausa
um farol
e o sol
se fez verso
no meu
papel batel...
Remando com a caneta
furei as veias do papel
meu barquinho
sangrava versos
mas seguia
( teimoso)
no vendaval
das entranhas...
Não era mar
era voragem
não era água
era o meu
lirismo aflorado...
E mesmo assim
fiz da luta
o leme
das cicatrizes
o casco
e avancei
porque naufragar
também é escrever...
E quando enfim
meu barquinho
afundou
no silêncio
mais profundo
de mim
descobri
não era o fim
era o começo
do poema
que eu suei
para existir...
@MiriamDaCosta
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