Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
No pensar incipiente
Aquilo que não faz sucesso não é bom.
Tolice dos tolos!
Eu escrevo aquilo que me locupleta
Me faz ver a alma
Embora você não compre.
Ora, não é sobre isso.
É sobre está bem consigo
Nada mais.
Não mostre sua arte aos tolos...
São secos, sem júbilo
Eu tive que mudar meu poema
Vocês só compram na doçura da letra.
Aquele ardente ou amargo por si só
Não lhes é palatável.
Meu verso se parece amargo, infesto.
Parca lâmpada que me alumia, tranquila.
Somente entre eu e você
Oscila todas as luzes que não sejam de resina
MEDO DE MORRER
Eu tenho medo de morrer.
Porque só em pensar que não vou mais ver o nascer do sol
Acordar com o abraço dos netinhos.
Comungar a natureza em sua leve brisa da manhã.
Se eu pudesse falar com Deus, uma proposta lhe faria.
Uma pequena troca...
Eu abriria mão de um ano de minha vida para ele me deixar voltar uma noite na minha infância.
Na casa de mamãe onde tudo era possível, mesmo que na medida exata.
Todos nós cantávamos à mesa para uma ceia nutrida de carinho e afeto.
O cheiro de café na trempe viaja comigo.
Mas àquela hora só os adultos tinham acesso
Mamãe achava pouco e fervia uma chaleira de flor de laranja
Que era para a gente dormir cedo
Éramos sete, às dezoito horas, Paim no auge de sua devoção religiosa nos obrigava a rezar
Logo todos também religiosamente teriam que ir dormir.
Sem sono, começávamos a brincar no escuro do quarto e mamãe comecava a contar histórias de Trancoso para despertarmos só no outro dia.
Por fim, perguntava-lhe.
Por que as mães precisam nos deixar?
LIS
Sabe o que eu queria agora?
Que todos pudessem me ouvir
Não o que às vezes sai de minha boca
Apenas aquilo que minha psique não sabe expressar.
Só você para alcançar aquilo que não sai de minha boca.
MINHA FERA
Às vezes eu sou só fera
Espinhos ou solidão.
Noutras, posso ser flores
Leveza e compaixão
Se sou fera ou espinhos!
É porque nesse universo de feras
O indivíduo carece fera ser também
Nesse emaranhado de dúvidas
Que se chama compreensão
Minha criança
Eu fui criado menino buchudo.
Não tinha medo de nada
Do escuro, da chuva ou papangu
Cresci assim
Como Deus criou batata
Em meio aos jogos de bola de gude
Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira
Amarelinha...
Sim, amarelinha!
Qual o problema?
Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil
Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri.
Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada
Nu, no frescor da inocência.
À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim.
No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia
Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias.
Talvez não fosse recomendado para a saúde física.
Mas, de certo, era lenitivo à alma.
Saudade do meu tempo de criança
Passado que não se encontra mais.Nicola Vital
Eu sinto dificuldade para falar de amor
Porque meu espírito crítico é pagão
Minha natureza é a própria natureza
Se as cartas de amor são ridículas
Pessoa..
Falar de amor tem provocado risos
A natureza ama.
Sinto vontade de te ver chegar.
Essa busca não consigo acertar
Estás por onde eu não posso estar
Procuro-te onde não vou te encontrar.
Eita! esqueci o que eu ia falar.
Não é o abraço do alemão não, viu?
Talvez seja mais uma oportunidade que a vida me dá para não falar asneiras.
Um dia eu conheci um homem aguerrido. Este homem já tinha vencido varias batalhas, "cruzadas", lutas incansáveis. Nunca sucumbiu a derrota, nunca se entregou.
Tive a oportunidade de lutar com ele. Junto com outros guerreiros, nós alcançamos o êxito esperado. Não falo das Guerras Greco-persas, Guerra do Peloponeso, Guerras Púnicas ou Guerras romano-persas. Todavia o inimigo neste contexto é constante e impiedoso. Concordamos em está nessa última batalha por um longo período, a não ser que algum de nós sucumba ao inimigo e caiamos em solo. E pelo que eu te conheço, o inimigo precisará de toda sorte traiçoeira, mas mesmo assim o nosso Deus é por nós. Ou quem sabe procuremos outras batalhas.
Amigo, não encontrei momento mais oportuno para falar um pouco da tua trajetória como um admirável guerreiro (toda honra e toda glória pertence a Deus)e com a tua permissão me insiro a um curto, mas expressivo momento da tua vida.
Deus é testemunha da gratidão que tenho em tê-lo como amigo.
Parabéns por este momento, que seja perpetuado por muitos e muitos outros carnavais.
Se o casamento é uma instituição falida, eu não sei. O que posso afirmar é que os gastos são maiores que a receita.
Ninguém está na cabeça de ninguém para saber o que o outro está pensando. Por isso, eu faço questão de dizer que estou pensando em ti.
Eu tenho sangue nas veias, miseráveis, eu tenho família, eu sou humano, eu sou mortal. Mas eu não me entrego nunca.
Entre os bandidos descalços e os engravatados.
Mudar o mundo... eu, sozinho? Sei que não. Mas mudar uma fração dele, disto não tenha dúvida. E se você pensar "macro" e também fizer a sua parte, você verá que, somadas as frações, conseguiremos o todo melhor.
Respeito é bom e eu gosto, certo? Errado! Respeito é bom e eu exijo. Se te dou respeito não há porque esperar outra coisa.
Seria mais provável que eu acreditasse nos teus gestos. A tua atitude ativa contrária aos meus interesses, são freadas bruscas as minhas ações. Tinha razão Souto (2016) em dizer, "Há coisas que não se traduzem com palavras, elas se demonstram com atitudes. Palavras se perdem, atitudes não". Mas, então, fico confuso.
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