Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
No início, nunca imaginei que trilharia um caminho tão longo. Eu só queria fugir do meu passado triste e sombrio. Eu via uma luz no fim do túnel e tinha esperança de conseguir escapar daquela escuridão.
Eu a amava tanto que em vez de flores eu dei a ela livros, porque as flores duram alguns dias, mas um bom livro é para toda a vida.
Eu sei que a amo porque já vi sua raiva seus maus hábitos, suas crenças absurdas e suas contradições, e mesmo assim estou com ela. Todos podem amar o por do sol e a alegria, apenas alguns são capazes de amar o caos e a decadência
Meu Desejo, Meu Sistema
Se eu tivesse um recurso,
não ergueria muros, nem prédios altos.
Eu compraria um pedaço de chão,
onde o céu pudesse dormir comigo.
Não sonho com domótica,
nem com a pressa das avenidas,
mas com o cheiro de terra molhada
e a conversa das folhas ao vento.
Queria um sítio não de fuga,
mas de reencontro.
Onde as frutas amadurecem com o tempo
e não com o código de barras.
Onde o galo me acordasse,
e a fome fosse saciada
com o que as minhas mãos tocassem:
milho, couve, mel silvestre.
Queria ouvir o canto das aves,
e não os alertas do celular.
Queria cochilar no embalo das árvores,
não no zumbido das máquinas.
Sonho com um lugar onde eu possa pertencer
e não apenas funcionar.
Onde viver não seja resistir,
mas florescer.
E se um dia o mundo voltar pra si,
quero estar ali
plantando, colhendo,
e sendo só...
ser.
Mas construíram torres com fios e luz,
prometeram o paraíso em telas,
a palavra virou dado,
o afeto notificação.
Chamaram de avanço,
mas esqueceram os passos de quem varria o chão,
de quem atendia com voz quente
e sorriso invisível no balcão.
As máquinas chegaram.
Tão velozes, tão eficientes,
mas frias,
jamais perguntarão como foi seu dia.
A inteligência é artificial,
mas a ausência é real.
O robô trabalha sem descanso,
mas ninguém pergunta
quem perdeu o sono e o salário.
A utopia foi vendida em pacotes de dados,
mas não coube no prato de quem sonhava
com um mundo menos duro.
E enquanto os donos do código brindam no alto,
lá embaixo,
um silêncio automático responde ao desemprego:
"Desculpe, não entendi sua solicitação."
Dizem que até um monstro tem um momento de bondade, eu nunca tive um momento de bondade, então, não sou um monstro.
O mundo da voltas e eu estou no mesmo lugar...esperando o mundo dar outra volta e eu não estar mais no mesmo lugar.
Eu não sou como a maioria, é isso é uma benção, mas também é uma maldição. Não quero agradar ovelhas sendo eu um leão. O viver sempre será uma eterna incógnita, não sabemos o que vem depois, mas planejamos tanto. Tanto ao ponto de fazer uma prestação, mesmo sabendo que o amanhã podendo não existir, a única coisa que ficará marcado são resquícios de nós, que com o tempo será apagado. Isso não me deixa triste e nem feliz, só me dá forçar para continuar, um dia de cada vez. +1-1
“Quando o segundo sol chegar “ eu posso não estar aqui, mas, aqui terá partículas da minha pessoa. O que vem depois? Não sei. Quem sabe ?
Quem sou eu? Para onde vou? Perguntas que surgem a todo momento, e está tudo bem. Não não ligo para a narrativa imposta pelas pessoas padrão , me questiono sobre a vida, as pessoas padrão acham que sou louco,mas, não, não sou.
Eu não tenho o menor interesse em teologia, não tenho o menor interesse na análise dogmática do texto, em hermenêutica cristã, não me interessa, pois não é meu ponto de partida.
Eu formo a luz e crio as trevas,
promovo a paz e causo a desgraça;
eu, o Senhor, faço todas essas coisas.
Minha prática como cientista é ateia. Isso quer dizer, quando realizo um experimento eu assumo que nenhum deus, anjo ou demônio irá interferir em seu curso... Eu seria intelectualmente desonesto se eu não fosse ateísta com os assuntos do mundo.
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