Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Filho da Mulher
E aqui, no meu cantinho agora, eu passo o tempo, comigo mesmo
Que sou mais que um, e até que posso, estar em vários lugares ao mesmo tempo
E isso é muito fácil, como pensar
E aí? Que tal tentar? Só não garanto que fácil achará
Sozinho, já não sei mais o que isso significa
E eu vejo lá fora, tantas pessoas sem profundidade achando que são
Ou tem
E gente como eu, grita pelos póros por causa dessa loucura
A loucura do sorriso das pessoas vazias, achando seus pensamentos tão normais
Achando a sua vida e as suas palavras tão boas, quando são, estão envenenadas
Meu Deus, me salve!
E Ele, sempre envia um junco que seja
Para eu não me afogar no lodo deles
Aqui vou eu, uma criança no coração, filho da mulher
(Edson Cerqueira Felix)
Se você considera que eu sou "louca" eu te pergunto, o que é ser "louca"?...
Bem vindos ao meu louco mundo!
(Forças)
Eu falei que ia chegar
Onde ninguém poderia imaginar
Mas Deus sabia que chegaria
Só pra mostrar os inimigos de quem eles estavam rindo
Forças até o fim
Forças onde mantive
Pra mostrar pra eles que minha rima vive
Absolutamente viva
Pra mostrar que vida
Foi mas uma poesia
AQUARELA DO AMOR
Quando eu a vi da primeira vez
Naquele sorriso já compreendi
Que a vida numa sensatez melhor
É de amor maior para se viver...
Quando ela chegou naquele fulgor
Clareou o mundo qu'eu já tão profundo
Odiava tanto sem sabor nem cor.
Feito a chuva que vem de repente
Fez o amor da gente não ser mais em vão
E no brilho daqueles olhos lindos
Eu já vi sorrindo o meu coração.
Foi quando amar era tão distante
Que ela me fez amante a se exceder...
Foi quando eu não mais esperava
Que ela com sua graça me fez viver...
Na minha vida só faltava ela
Feito aquarela p'ra me ver cantar...
Na minha vida só faltava ela
Feitoaquarela p'ra me ver cantar...
Eu te vi assim que parou na entrada, foi como se eu sentisse sua presença. Estava linda como sempre e posso até apostar minha vida que não teve se quer uma pessoa que não te notou naquele momento, vi você caçando o documento para apresentar ao segurança e entregando com seu sorriso que quase me fez levantar e ir embora antes que me avistasse. Vi quando você passou pela porta e parou olhando para trás como se tivesse deixado algo e eu sabia bem o que era, ou melhor, quem era. Era a pessoa qual eu decidi não lutar por você, por saber que essa era a sua melhor chance e era essa chance que te daria o futuro que você tanto merece. Apesar da pequena dor que senti ao te ver acompanhada eu não me arrependi de nada, sei que você esta feliz, cada pessoa dentro desse ambiente sabe, ta escrito na sua testa e é so olhar pro seu lado para saber o motivo. Não sou eu, mas ver sua alma emanando tanta alegria faz com que fique tudo bem pra mim. Deixar você partir sem saber da infinidade do meu amor foi a escolha mais certa que tomei.
Eu mesmo escrevo essas "baboseiras" que aqui posto, mas antes de postar, colo o que escrevi na barra de busca pra ver se já não foi citado por alguém antes. Afinal, algumas citações até que são decentes né?
UMA FLOR E UM CORAÇÃO
Na rama de batata eu vi
Uma flor é um coração
E pelo meu amor eu senti
Um desejo e forte atração.
NUM MAR 🌸
Num mar de despedidas
Folhas tristes à minha porta
Nos pássaros já feridos
Eu serei mais uma mulher
Que anda sem pressa da idade
Vou deitar fora o meu mau humor
Para não me ferir mais no próximo
Amanhecer que estaremos juntos
E quando a loucura chegar, se chegar
Que não me traga mais solidão
Vou deixar voar as minhas borboletas
Sem perder uma simples lágrima
Entre as palavras vazias
Onde darei grandes gargalhadas
Nas folhas perdidas no outono
Pois estaremos juntos quando amanhecer.
Eu me tornei meu melhor amigo...
Nunca trocaria meus amigos , minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga de tanquinho.
Fui envelhecendo tornei-me mais simpático para mim e mais crítico de mim mesmo.
Eu não me censuro por comer uma costelinha de porco, não tenho medo do colesterol, nem pela compra de alguma coisa que não precisava, para presentear um amigo ou parente.
Me dou o direito de ser deselegante, extravagante e ate fora de moda.
Quanta gente vejo partir deste mundo, sem conhecer as vantagens da liberdade do envelhecimento.
Não devo satisfação para ninguém quando leio, escrevo ou jogo no computador até a madrugada e durmo até acordar, sem preocupar com quantas voltas o ponteiro do relógio deu.
Canto sambas antigos e choro pelos amores e tempos perdidos.
Se me der vontade,vou a praia de paleto e gravata e nem ligo para os bermudões e sungas apertadas, faço o que quero.
Não me importo por quem tenha me esquecido, e sim com quem se lembra de mim..
Apaguei do meu coração as tristezas.Armazenando no meu chip de memória só as coisas boas que vivi
E digo que quem não tem barriga não tem história, ouvi isso de uma jovem no supermercado comprando cerveja.
Agradeço a Deus meus cabelos brancos, minha vida bem vivida em cada copo, gota de sereno e samba composto, e as rugas que marcam meu rosto são provas de que envelheci com malandragem, fazendo o que acho certo e não prejudicando de forma intencional a ninguém.
Talvez eu tenha feito do meu certo o errado, me perdoem, mas só quem pode perdoar é Deus.
A maioria dos sucessos brota de um obstáculo ou fracasso. Eu me tornei um desenhista porque eu falhei em minha meta de me tornar um executivo de sucesso.
Ô vida desgraçada
Resolvi dar o braço a torcer,
Desde quando fiquei sem você.
Eu não demonstro mas aqui tá osso,
Eu tô na fossa até o pescoço.
Passar meus dias sem você tá foda,
Ainda mais ouvindo aquelas moda.
De quando nós começou namorar,
No reservado lá daquele bar.
Pensei que ia ganhar Liberdade
Mas eu não tô cabendo na cidade
Onde eu vou perguntam de você,
Coisa doída não sei responder.
Penso em você a todo instante,
A ausência da pessoa prova que ela é importante.
Sem rodear toco vim te pedir pra voltar,
Ô vida desgraçada sem você não dá.
Porque gente como eu é assim, cresce enquanto sofre, se regozija das vitórias alheias. Chora junto, ri junto. O resto nunca será o principal.
De repente era ela tudo o que eu pensava, tudo o que eu mais queria ter por perto.
De repente seu rosto não saía mais da minha mente.
De repente seu nome era tudo o que de minha boca se ouvia falar.
Eu só não gosto da zona de conforto porque além de destoar da essência da nossa existência ela é em si mesma; a morte.
Por você eu seria luz
Mesmo sabendo que eu não iria resistir a escuridão
Por você eu mergulharia nesse amor,mesmo sabendo que ele é raso ...
Mesmo sabendo que eu iria morrer aos poucos,cada vez mais e mais ...
Mas eu estava disposta a tentar ,acho que isso não foi suficiente para nenhum de nós .
Eu desejava todos os dias estar dentro do seu coração
Por mais que você me expulsasse dele,por mais que você me machucasse ...
Eu desejava
Mesmo você me expulsando a todo momento do seu coração eu tentava estar nele
Mas parecia que você não dava a mínima
Você não se permitia sentir,acho que você nunca se importou o quanto eu me machucava
Afinal a grande culpada sempre fui eu ...
Você sabe que eu preciso de você. Sabe que andei em todos os cantos tentando encontrar sentido, e tudo não fazia sentido, só queria encontrar traços do nosso amor. E olhando para trás não pude encontra-los. Chorei, e chorei... Dias e dias, noite, após noite... Mas sempre tinha aquela ponta de esperança que me dava certeza que um dia você viria, e por isso não poderia fazer mais nada além de clamar aos céus com todas as minhas forças e pedir que a mulher que amo logo apareça....
Eu choro, porquê se não vês motivo;
Eu rio, porquê se você é o cúmulo;
Da ignorância/ou estarei enganado!?
A ignorância faz-te feliz, porque não...
Compreendes o motivo da felicidade!
És, como uma rosa; que desabrocha;
Mas, vai-se rápido!
Meu Ernesto Azul...
Voltava eu daquelas paragens de Pirapora, dirigindo meu possante Gordini Delfini, carinhosamente tratado por Ernesto, já de cor não muito definida, trazia uns leves amassados em ambas as portas, umas ferrugens no piso, faltava-lhe o retrovisor esquerdo e o para-choque traseiro... nada demais!
Mas aquele Gordini era meu xodó, até carreto o “bravo Ernesto” fazia: meio metro de brita ou de areia pra ele não era nada. Só não se dava bem com subidas, em compensação, nas descidas, ninguém e nem nada o segurava. Um detalhe que não podia de esquecer, no momento de passar a marcha, tinha de ir da primeira pra terceira... em algum momento ou lugar, ele perdeu a segunda marcha, porém, uma certeza eu tinha: um dia, mesmo que não parecesse, sua já havia sido cor foi azul, mas, não um azul qualquer, um de respeito, admirável e solenemente azul. Bem, mas isso se deu em tempos que eu ainda não havia vindo ao mundo.
Dona Orsina, mãe de “Zé Goiaba”, me encomendou um carreto: levar 14 frangos até o sítio de João da Grelha. Em troca de “dois dedos” de pinga, Juvenal aceitou a incumbência de me ajudar nessa empreitada, mas, não deu muito certo, numa curva de chão batido, entre a porteira da Fazenda Craviola e a ponte do Manguezal, meu amigo Ernesto foi, literalmente, atropelado por um boi. Mas, não um boi qualquer! Foi um desses de grande porte, de passos firmes, grandes orelhas caídas, negro focinho, peitoral extenso, parecia ter sido “construído” de concreto e músculos, coberto por uma pele negra, com algumas manchas brancas e outras, em leves tons marrons, reluzentes. Estava selado o destino de Ernesto: faleceu ali, naquela curva e o boi, seguiu em frente... sequer olhou pra trás. Seguiu seu caminho, me deixando apenas com o que sobrou de meu companheiro, dores pelo corpo e vendo os frangos entrando no manguezal.
Pensei até em fazer o velório e o enterro de Ernesto, mas o Padre Policarpo me aconselhou a não fazer, segundo palavras dele, “seria uma sandice”, na hora, entendi sanduiche, e rebati: “Não sô padre, vô fazê é o enterramento do Ernesto, num é um lanche não”, e o Padre nem respondeu, virou as costas e saiu resmungando: “é cada uma que parecem duas...”.
Voltando àquela curva, onde jazia Ernesto, me deparei com Bento Carroceiro e, entre uma prosa e outra, contei a ele de meu luto e que não ia conseguir enterrar Ernesto. Foi quando Bento me disse: “mas ocê é bobo demais, sô! Hoje, ninguém enterra mais ninguém não, só toca fogo e pronto. Depois, pega as cinzas e joga no rio. Isso é que é coisa chique”.
Pensei, matutei e decidi seguir o conselho de Bento. Toquei fogo em Ernesto ali mesmo e fiquei olhando ele queimar. Chorei muito, doeu fazer aquilo, mas o que mais me intrigou foi o caminhão de feno de Tião Matadô passar ali exatamente na hora que Ernesto queimava. Senti cheiro de mato queimando e, logo que olhei pro fim da curva, vi que o feno que o caminhão de Tião Matadô levava, queimava e a chama já subia pra mais de 10 metros...
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