Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Me dói, lá no fundo, eu acho. É difícil doer mais do que já doeu da primeira vez, impossível. Caleja, isso é fato.
Não me venha com essas desculpas de que 'aah, fazer o quê, eu sou apaixonada por aquele cafajeste', claro que você consegue, que você pode. Esse garoto aí, esse mesmo em quem você pensou, ele não é metade das coisas que você faz, não mesmo. Ele provavelmente nem sabe a data do aniversário daquele melhor amigo ou dos pais. E você ainda se importa com ele.
Eu sei como é. Ver ele com alguém enquanto o máximo que você consegue é um amigo pra andar de mãos dadas. Também não precisa sair beijando 7 dos 10 caras que dão em cima de você, isso sinceramente é desespero. Você é muito melhor, acredite garota. Como eu sei disso? Eu sou uma de vocês, de nós. Eu sou melhor que todos eles juntos, e todas as vagabas também. E você não é diferente.
Foi preciso você me tocar mais um vez pra que eu sentisse que já não sinto mais como antes, bobinho.
Eu tenho grandes amores, sim enormes. Meus alicerces, meus dias enfim em um único gênero. Meus amigos, homens por bem dizer. Você não precisa procurar se encaixar, é simples, eles são a cabeça e eu o coração.
Eu só quero seguir minha vida, continuar, em paz. Sem você pra tá me lembrando que a gente se conhece, sem suas ligações tirando meu sono, sem tuas mensagens me tirando o chão. Sem suas lamúrias dizendo que me quer e insistindo num futuro perdido. Eu preciso de paz, eu preciso de liberdade. Chegar em casa à noite depois de ter atolado a cabeça e a minha inteira concentração no trabalho. Ir dormir só querendo saber quantas horas eu tenho de sono e não o que você anda fazendo por aí. Atender o telefone sem a mínima vontade, sem pensar que seja você. Passar todos os domingos assistindo televisão, vestida no meu pijama e com um nó em meu cabelo sem esperar, quem sabe, que você apareça.
O tempo vai passando, depressa demais sob minha percepção. A verdade é que eu o deixo passar, assim, quem sabe passe logo, não é mesmo!?
E então, nos transformamos, você em óleo e eu em água, dois compostos distintos dentro de um mesmo recipiente, mas não juntos.
Aqui é onde o amor, amor não, melhor dizer 'aquilo' acaba.
Eu cheguei ao um ponto em que eu deveria deixar você, escolha única, faca de um só gume.
E eu ainda vou viver pra ver um dia que seja, não necessariamente toda uma vida ou o resto dos seus egocêntricos dias, mas um só. Só um dia em que você vai lembrar de mim, vai sorrir quando pensar no meu jeito dengoso e sentir falta, muita falta do tempo em que do outro lado da linha escutava um 'OI AMOR'.
E agora a única coisa que me resta é te dar meu adeus. Eu sei que já houveram outros, mas esse é meu último, não teria forças para dá-lo mais uma vez. Ainda vamos nos encontrar muitas vezes por aí, tenho certeza. E eu estaria mentindo se te dissesse que poderíamos ser amigos, eu não conseguiria olhar pra você, te ver feliz ou mesmo triste sem lembrar de quando ao invés de qualquer uma era eu quem estava aí.
É, parece que chegou mesmo ao fim, inevitável. Se soubesse que não adiantariam minhas artimanhas eu teria logo que pude partido de uma vez esse fio que nos liga, quem sabe assim o futuro nos desse uma chance, outra chance.
E por mais que eu te procure a cada noite que se vai, eu sei que não é amor. É dependência. É uma boca sedenta por outra boca que é a sua.
Será que no fim do dia quando se deita você sente sua barriga doer como eu sinto a minha? Empurrar com a barriga é ridículo.
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