Me Deixa que hoje eu To de Bobeira

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As memórias afetivas se escondem em objetos sem nome. Um copo, uma folha, um bilhete rasgado. Eu os encontro e reconheço, aqui vivi. Eles não falam alto, apenas lembram com calma. E eu, como bom ouvinte, aprendo.

Na minha idade, eu posso não dar conta de mexer o caldo, mas lamber a colher! Isso eu tiro de letra...(Patife)

Eu ainda sou a parte boa que restou de mim, sou tudo, sou nada, sou o amor, o ódio, a ternura, a loucura. Sou também o delírio, sou o êxtase, sou o deleite, sou aquilo que te falta e o que resta. Enfim sou tudo o que restou de de um dia que não começou...
(Saul Belezza - Patife)

Desses amigos vagabundo que você tem, eu ainda sou o melhor, ta ligado...(Patife)

O Estigma do Nome


Me deram um nome…
Sem me perguntar se eu queria.
Sem saber se cabia.
Sem saber se dizia
quem eu realmente sou.


E, junto do nome,
vieram rótulos,
sobrenomes carregados de histórias,
algumas que nem me pertencem,
mas que eu fui obrigado a carregar.


Filho de quem?
De onde veio?
O que faz?
O que tem?
O que vai ser?


A vida virou esse questionário infinito,
onde eu sou menos eu
e mais o que esperam de mim.


No RG, um código.
Na escola, uma carteira numerada.
Na sociedade, um cargo, uma função,
um endereço, um CNPJ
um destino pronto.


E eu, me debatendo dentro do próprio nome,
tentando entender se sou mais que ele.
Se sou mais que um verbo conjugado no passado de alguém.


Até que um dia eu percebi...
O nome é só um eco.
Uma casca.
Um som.
Uma história contada por quem nunca me conheceu por inteiro.


Meu nome não me contém.
Meu nome não me explica.
Meu nome não me limita.


Eu sou aquilo que nem tem nome.
Sou aquilo que se sente,
mas não se escreve.
Sou aquilo que nasce
quando o silêncio apaga as palavras.

Eu me pergunto o que aconteceu.
Do nada, você sumiu —
e as conversas, antes cheias de vida,
viraram silêncio.


Com o tempo, parece que você esqueceu.
Mas eu não.
Ainda lembro de tudo —
de cada palavra,
de cada instante suspenso no ar.


Às vezes penso
que a memória é um castigo disfarçado:
o vento leva o que é leve,
mas o que pesa fica —
e eu fiquei com elas.


Espero que as suas lembranças
não tenham ido com o vento,
como se nunca tivessem existido.
Porque as minhas continuam aqui,
tecendo silêncio
no lugar onde você estava.

Pela meditação e pela busca interior de meu verdadeiro Eu, sob as luzes de Sri Chinmoy Kumar Ghose, iniciei a caminhada pela vida como uma passagem temporária e finita pela "seara de felicidade", onde semeamos virtudes e administramos os vícios, tão enraizados em nosso DNA. A cada passo no exercício sublime de uma nova perspectiva alinhada à idéia vedantina indiana da possível senda da evolução espiritual através da ação correta, de causa e efeito pelo Dharma em contraposição planetária individual de cada um, com o Karma.

Tu e Eu

As nossas profundidades
e as nossas superfícies: poemam-se constantemente.

O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.

3LΣ
Ele estava lá
Para me ver rir e chorar
Me regar
Me levantar


Eu era uma planta
Antes nunca regada
Mas hoje sempre amada




Você me deixou
Me soltou
Meu brilho despencou
Minhas pétalas murcharam
Mas tu deixou-os e eles me atropelaram


Onde estava tu quando eu precisava?


Onde estavas tu quando minha alma pairava?


Onde estavas tu quando ~sozinha~ eu me matava?


Onde estavas tu quando?
Onde estavas tu?
Onde estavas?
Onde?






3LΣ foi diferente
Me tratou igual gente
Me fez sentir lembrada
Então, sim, mesmo preferindo a água da chuva escolho todos os dias permanecer com a que sempre esteve lá.

Quando eu era pequeno, acreditava nas pessoas, na medida em que fui crescendo, comecei a desacreditar. Chegou um dia em que o meu corpo e alma começaram a cansar. Quando a energia estava prestes a acabar, veio uma força maior e me abasteceu, dando-me esperança em continuar a viver. Fui pego de surpresa num grave acidente e tive a oportunidade de continuar a viver, mesmo ciente de que a energia estava prestes a acabar.

⁠Como posso dar meu máximo para o Sol,
Se é ele quem me ilumina?
Eu sou a Lua,
Não tenho nada a oferecer...
Nada além do meu amor!!

Passarinho, me perdoe se, em algum momento, eu não consegui te oferecer tudo o que sonhei para nós. Nada disso foi por falta de amor ou de vontade. Me perdoe por não ter conseguido manter nossa família unida. Nada disso foi de propósito, nem o que planejei. Nunca quis te dar menos do que merecia. Flor, que o mundo não transforme em ausência e frieza definitiva o amor que um dia brotou de verdade entre a gente. Rezo todo dia para que a vida não apague de vez o carinho e o afeto que cultivamos e que floresceram tão bonito entre nós, e que o tempo respeite com delicadeza o que compartilhamos.

Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura.
Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e ser obrigado a mudar de identidade. Me curar e reerguer está sendo difícil.
O mundo pleno que um dia tanto admirava se desfez. Um pedaço importante de mim se partiu junto com ela. Fui embora de mim. É uma tristeza misturada com um vazio tão profundo, difícil de suportar. Agora, até conseguir tomar um simples banho, me alimentar, dar um sorriso ou caminhar até a esquina é árduo.
Deus me perdoe! Por que fui ter coragem de amar? Esse luto que me assalta a alma é um preço muito alto.

⁠Só sou eu mesmo acima ou abaixo de mim, na raiva ou no abatimento; em meu nível habitual, ignoro que existo.

Emil Cioran
Silogismos da Amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Se uma mulher não pode me oferecer
uma vida melhor do que a que eu já
tenho sozinho, é melhor eu continuar
solteiro.⁠


____Sim__
Boa noite
😴

Aquele que procura a sabedoria
não pode guardar rancor. Então por que achar
que eu devo procurar nos outros
o que eu só posso encontrar em mim mesmo...


______Amor-próprio_
Sim.
😴
❤️

Eu já percebo que a religião não vai acabar. Não será o despertar de uma formiga que irá derrubar o tamanduá.

⁠Eu acreditava e acredito, e para acreditar na verdade.
aforismos vol. 2

Sei que você sempre quis o fim,
mas eu sabia que ainda iria tentar.
Às vezes, o grande mestre que tanto deseja guardar uma boa imagem diante das pessoas,
carrega dentro de si um coração pronto para destruir sentimentos, histórias e sonhos.
Nem todo sorriso revela verdade, e nem toda aparência mostra o que realmente existe no coração.