Me Deixa que hoje eu To de Bobeira

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Eu não sou um gênio, sou aquele que imagina a genialidade.

O sedutor ama o mundo. Ao procurar o amor eu descobri a mim mesmo.

Combatente


A Maya quer me enganar. Por que permite que eu saiba que ela existe? Será mais um dos seus truques? Somos pequenos bonecos diante das ilusões. Para mim a realidade foi construir ilusões. Por isso eu me importo com o pote cheio de canetas e presto atenção em cada taco do parquê. Entre os objetos existe algo. Não é o ar. Existe uma ligação que faz com que brilhem na luz amarela. Eu posso tocá-los com os olhos, posso cheirar uma história. A medida em que eu vou escrevendo os meus órgãos internos se agitam, as vozes agridem os meus ouvidos, a sede repuxa os meus nervos. Alguém que morreu há algum tempo teima em aparecer. Sou eu que estou morto porque vivo de lembranças. E enquanto eu estou aqui teimo em perceber o mundo profundamente, dum jeito que cansa, me faz um soldado, do batalhão da mente, do exército dos insatisfeitos.

Nostálgico


Nesta manhã, eu encontrei uma bergamota bem doce e sumarenta
Arauto do outono, filha de uma árvore perdida na planície
Quem me dera voltar, e depois acordar no que já era
Fazendo disso a atualização da saudade

Eu, que detestava a chatice, me descobri sendo um chato.

Eu sou aquilo que percebe a genialidade. Eu sou aquilo que percebe os pensamentos.

Eu não tenho fé, eu sei.

Na verdade eu sou intuitivo, eu nunca sei no que vai dar.

Eu perdia tempo me procurando, sem saber que eu sou tudo.

Eu sou anterior à ilusão, por isso sou livre. Eu venho do nada, por isso não posso ser determinado.

Passeio


Lá estava eu, entre os meus coleguinhas, pensando em como passá-los para trás. O que eu podia fazer com o que tinha era fingir que era muito inteligente. Isso não podia funcionar e não era muito inteligente. Mas continuei com a minha farsa, na qual só eu acreditava. A única maneira daquilo dar certo era estudar muito, dedicar a vida ao estudo, mas eu não era idiota o suficiente para fazer isso. Eu não estudava, apenas ouvia o que os mestres falavam. Depois me tornei um cético e um descrente. A ciência tinha argumentos fortes, mas dava para sentir a farsa pela constante e onipresente afirmação dos seus princípios. Eu não ia cair nessa. A ciência e a religião procuravam ovelhas crédulas para vender o seu produto. Em ambos os casos se serviam da ignorância para criar a sua mágica. Um rebanho indefeso para lideranças sedentas de poder. Isso me afastou de todo mundo. O isolamento ajudou a desenvolver a minha criatividade, pois eu acabei tendo só a mim para conversar. Nos momentos de desespero, eu me lamentava por ser um nada, e estava certo! Como nada, eu fui me esvaziando ainda mais e ao mesmo tempo me completando. E fui ficando tão diferente que deixei de ser humano. Na minha ignorância, eu achava que estava doente, quando eu não podia ter mais saúde. Assim, fui tentando me adaptar a um mundo de loucos. Mas não tinha vocação para pirado e fracassei redondamente. Os loucos veem o mundo, mas não enxergam a sua visão, portanto são cegos. Não podem ver que eles são o mundo e o mundo que enxergam são eles. Conversei muito com os médicos, mas também eram doentes, como padres querendo me reformar para que eu coubesse nos seus preconceitos. E ainda demorei para compreender que o médico sou eu. Os meus amiguinhos cresceram e se tornaram peças da engrenagem. Parece que lá atrás eu já tinha a intuição de que ser inteligente não dá certo.

Ao ouvir benevolentemente os meus pensamentos, eu crio um além homem, expandindo as fronteiras do possível.

O universo é astuto, nunca permite que eu repita o mesmo truque. Aprendi com ele que ele não pode repetir o seu embuste e que existem infinitos caminhos. Válido é o que escolhemos.

Saiba que eu, nessa vida passageira
Na qual somos pó, um simples grão de areia
Gravarei, em mim, a sua existência
Estando você aqui ou no céu, terei a sua essência
E para sempre eu pedirei a tua bênção

⁠Livrai-me, Senhor, do militante fanático; já que do candidato salvador da pátria, livro-me eu.


Benê Morais

Eu temo pelas gerações futuras. Os nossos líderes não estão preparando líderes para o futuro; estão preparando robôs com mecanismos programados.

Eu sou o motivo dessa tempestade.


Há lutas que são resultados de nossas escolhas erradas.

Entre versos e canções, eu prefiro poesias...

... Entre ter e perder, eu prefiro ganhar...

... Entre pensar e agir, eu prefiro escolher...

... Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas...

... Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir caminhando, sem medo, sem receios, sem procrastinar. Eu quero coisas novas...

Entendeu...

Eu não vivo de acordos de agenda. Não negocio o chamado em troca de favores.


É Deus que abre portas, é Deus que nos dá púlpitos.

Entre versos e canções, eu prefiro poesias.

Entre ter e perder, eu prefiro ganhar.

Entre pensar e agir, eu prefiro escolher.

Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas.

Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir, caminhando sem medo, sem receios, sem procrastinar.

Entre o jardim e a floresta, eu prefiro o bosque.

Entre a paixão e o momento, eu prefiro o amor.

Entre o chá da tarde e o café matutino, eu prefiro o vinho da manhã de inverno.

Entre as cortinas do passado e o palco do presente, eu prefiro caminhar à beira da praia.

Entre olhares e perspectivas, eu prefiro alcançar.

Entre a rua larga e calçadas vermelhas, eu prefiro a areia marcando os meus passos.

Entre a reflexão e a frase do filósofo, eu prefiro a poesia lírica ou até mesmo sem versos.

Entre admirar e querer, eu prefiro conquistar.

Por fim, entre o silêncio da sua resposta, eu prefiro o grito de suas palavras.

Simples, eu prefiro...

By Ubirajara Almeida