Me Decepcionei mais Nao quero Magoas

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Raramente estou mais feliz do que quando passo um dia inteiro a programar o meu computador para fazer automaticamente uma tarefa que de outra forma demoraria uns bons dez segundos a fazer à mão.

Douglas Adams
ADAMS, D., Last Chance to See

À sua maneira, a morte é a coisa mais natural de todas.

George R. R. Martin
Meistre Pycelle em A guerra dos tronos

⁠Se os homens tivessem no silêncio a mesma capacidade que têm no falar o mundo seria muito mais feliz. Paz não é a ausência de guerra; é uma virtude, um estado mental, uma disposição para a benevolência, confiança e justiça.

Pensei que estando fora seria mais fácil esquecê-lo, mas...
Tudo que faço é pensar nele.

Arriscar-se no sentido mais amplo é precisamente tomar consciência de si próprio.

Gratidão por mais um dia abençoado de alegrias. Que nossos corações estejam em harmonia e possam receber com amor todas as bênçãos que Deus carinhosamente nos preparou. Que não nos falte fé, esperança e humildade.

O maior inimigo do que a gente mais quer é aquilo que a gente quer agora.

Um pingo de mel pega mais moscas que um galão de fel.

A mais tremenda das armas,
Pior que a durindana,
Atendei, meus bons amigos:
Se apelida: - a língua humana!

Quanto mais você conhece a si mesmo mais paciência tem para o que vê nos outros.

O momento mais perigoso de um psicopata é quando o mesmo aparenta ser normal

De todas as formas de cautela, a cautela no amor é talvez a mais fatal para a felicidade.

Por mais estranho que possa parecer, eu ainda espero o melhor, embora o melhor, como uma carta interessante, tão raramente chega, e mesmo quando chega pode ser perdido tão facilmente.

eles
nos dizem
mais uma & mais uma
& mais uma
vez
que as mulheres
precisam
ficar
pequenas/
finas/
muito magras/
diminutas.
assim
somos
facilmente
colocadas no bolso

Faço o máximo para agradar a todos, mais do que eles suspeitariam num milhão de anos.

O Diário de Anne Frank
Anne Frank, Diary Of A Young Girl. 2001. Pág. 110

Nota: Tradução de um trecho do livro, na entrada do dia 30 de Janeiro de 1943.

...Mais

Bem no fundo, os jovens são mais solitários do que os adultos.

As pessoas que têm um relacionamento mais amadurecido sentem prazer no fato de serem diferentes.

Lerdeza


A frase que o Everton mais ouvia da mãe era "levanta e vai buscar", geralmente seguida de um epíteto, como "seu preguiçoso" ou, pior, "lerdeza". Porque o que o Everton mais fazia, atirado no sofá na frente da TV na sua posição de costume (que a mãe chamava de "estrapaxado"), era pedir para lhe trazerem coisas. Uma Coca. Uns salgadinhos...

- Levanta e vai buscar!

- Pô, mãe.

- Lerdeza!

O Everton já estava com quinze anos e era uma luta convencê-lo a sair do sofá e ir fazer o que os garotos de quinze anos fazem. Correr. Jogar bola. Namorar. Ou pelo menos ir buscar sua própria Coca.

- Esse menino um dia ainda vai se fundir com o sofá...

Everton não queria outra coisa. Ser um homem-sofá. Um estofado humano, alimentado sem precisar sair do lugar. E sem tirar os olhos da TV. E como era filho único, e insistente, sempre conseguia que lhe trouxessem o que pedia. Quando não era a mãe, sob protestos ("Toma, lerdeza, mas é a última vez") era Marineide, a empregada de vinte e poucos anos cujo decote era a única coisa que fazia o Everton desviar os olhos da TV, e assim mesmo por poucos segundos.


***

Um dia, estrapaxado no sofá, o Everton se deu conta de que estava sozinho em casa. A mãe tinha saído, o pai estava no trabalho, a Marineide de folga, e ele sem ninguém para lhe trazer uma Coca, uns chips de batata e uns Bis. Levantar-se e ir buscar estava fora de questão.

Fechou os olhos e concentrou-se. Concentrou-se com força. Depois de alguns minutos, ouviu ruídos vindo da cozinha. A geladeira abrindo e fechando. Uma porta de armário abrindo e fechando. Depois silêncio. Quando abriu os olhos, a Coca, os chips e os Bis pairavam no ar, à sua frente. Ele só precisou estender a mão.
No dia seguinte, Everton testou seu poder recém-descoberto na Marineide, que até hoje não sabe como a sua blusa desabotoou sozinha e seu soutien simplesmente voou longe daquele jeito, e logo na frente do menino. Everton também acendeu a TV e mudou de canais sem precisar usar o controle remoto, e fez um vaso voar pela sala só com a força do seu pensamento. Apagou a TV e ficou, atirado no sofá, refletindo sobre o que significava aquilo. Ele era um fenômeno. Tinha um poder único - fazia as coisas acontecerem apenas pela sua vontade. Contaria aos pais, claro. Eles poderiam ganhar dinheiro com seu poder. O pai saberia como. Ele se transformaria numa celebridade. Cientistas do mundo inteiro o procurariam, sua capacidade extraordinária seria usada em benefício da humanidade. No combate ao crime, por exemplo. Nas comunicações. Na medicina a distância.

***

E se aquilo fosse, de alguma forma, um poder religioso? Até onde a revelação do seu dom milagroso seria um sinal de que ele tinha uma missão a cumprir na Terra? Até onde aquilo o levaria? Fosse o que fosse, uma coisa era certa. Ele teria que sair do sofá.

***

- Mãe.

- Ahn?

- Eu quero daquelas coisinhas de queijo. E uma Coca.

- Levanta e vai buscar.

- Pô, mãe.

- Tá bem. Mas esta é a última vez.

E já a caminho da cozinha:

- Lerdeza!

Quando a noite estiver mais obscura é porque já vai sair o sol.

Te amo...
Amo mais do que o sol ama a lua,
mais do que a terra ama o mar.
Mais ainda do que as estrelas e
seu infinito.
Mais do que o vento quando toca
as flores do campo.
Mais do que os enamorados e amantes
ao arder de uma paixão!
Amo como se não hovesse
mais o amanhã para se amar!