Me Aceitar do Meu Jeito
Tentar mudar o que não pode ser mudado só gera sofrimento. Muitas vezes a saída é aceitar o inaceitável!😥
Há beleza na constância de quem permanece em si mesma,
e há poder em aceitar que algumas pessoas não nasceram para andar ao nosso lado,
mesmo que já tenham
compartilhado passos conosco.
Refletir é aceitar que nem tudo precisa de resposta imediata.
Algumas coisas só pedem tempo, distância e honestidade suficiente para não mentir pra si mesma.
Crescer dói menos quando a gente para de brigar com o que já aconteceu e começa a escolher melhor o que fica.
Gostar da energia de alguém não obriga você a aceitar desconforto gratuito.
Interesse saudável aproxima, não cria pedágio emocional.
Não foi fraqueza.
Foi entrega.
A gente não erra por amar.
Erra por aceitar pouco quando está oferecendo tudo.
Muita gente se apaixona por versões.
Pela pessoa que existe na madrugada,
na conversa intensa,
na promessa sussurrada,
no “talvez um dia”.
Mas caráter não aparece só no que alguém diz no privado.
Aparece no que assume no público.
Quem te esconde, já está escolhendo.
Quem te mantém em espera, já decidiu.
Quem vive de versões, nunca oferece verdade inteira.
O problema nunca é sentir demais.
É sentir sozinho.
E quando a incoerência vira rotina...
Mentira descoberta,
decepção engolida,
esperança renovada...
Não é amor que sustenta.
É apego.
Dói perceber que se foi opção enquanto acreditava ser escolha.
Dói entender que intensidade não transforma quem não quer mudar.
Mas há uma virada silenciosa nisso tudo:
Não é fracasso amar forte.
Fracasso é permanecer onde não há respeito.
Quem não te assume na luz
não merece teu amor no escuro.
E um dia a dor vira lucidez.
E a lucidez vira limite.
E o limite vira dignidade.
E a partir dali,
ninguém mais te mantém...
Ou te escolhe
ou te perde.
“Ser livre é aceitar que, às vezes, a alma precisa mudar de rota sem apresentar relatório à razão.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Ser humano é aceitar a contradição sem transformar toda incoerência em culpa.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Aceitar a microevolução implica, inevitavelmente, aceitar a mudança de espécie, mesmo que isso leve muito, mas muito tempo.
Sendo a consciência apenas informação, aceitar contradições e mentiras torna seu sistema mental ineficiente.
Ser merecedor das glórias oferecidas pela vida é ter a humildade de entender e aceitar sem questionamentos, o que ela nos reservou.
Reconstruir a fé é aceitar que algumas perguntas nunca terão resposta, mas ainda assim escolher permanecer. Não porque tudo faz sentido, mas porque Deus continua sendo abrigo mesmo quando não explica.
Aceitar a sua cor
...E me diz um cidadão,
que nunca passou por tal situação:
“Cada um tem que aceitar a sua cor...”
Como assim, aceitar?
A minha cor não é um câncer,
não é uma síndrome,
não é uma deficiência.
A minha cor não é uma doença
para ser aceita, superada, removida ou esquecida.
Posso ser uma mulher negra e doente,
mas não sou doente por ser negra.
É esse surto silencioso,
disfarçado, maquiado, hipócrita,
que enfrentamos todos os dias —
nos olhares, nas atitudes,
nas perguntas retóricas que ferem mais que o silêncio.
Eu sou livre.
Posso ser o que eu quiser,
e como eu quiser.
A minha cor não me define.
Não define o meu caráter,
os meus valores,
a minha competência.
Pelo menos...
não deveria.
Racismo não é doença a ser curada.
Racismo é burrice.
É ignorância.
É maldade.
Mais de cento e trinta anos
lutando contra o que nunca deveria ter existido.
Centos e trinta anos lutando
por uma liberdade que humilha,
que sufoca,
que prende,
que mata.
Tudo é para honra e glória do Senhor. Aceito e entrego em suas mãos.
Aceitar e entregar é dar a ele o arbítrio para ele alinhar o que precisa para te ver feliz e prosperar.
