Mato

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O ser humano é semelhante a árvore do mato cheia de espinhos e carosos mesmo que passe por processo de aplai nação as marcas continuam na tauba

Com uns dez anos de idade eu morei em uma fazenda, em Mato Grosso do Sul, com minha irmã e meu cunhado.
Era uma fazenda enorme de criação de gado. Uma bela de uma sede,mas sem energia elétrica.
Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como ele sabia que eu tinha medo de fantasmas, cada noite era uma coisa nova.
Na fazenda havia um cemitério bem antigo. Da época da guerra do Paraguai, dizia ele. Sempre que passávamos por perto ele inventava uma história nova para me assustar.
Como eu, mesmo com todas as histórias de terror, preferia ficar perto dele que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto. Uma noite ele resolveu caçar, logo próximo do velho cemitério, mas antes ele contou a seguinte história: Naquele cemitério morava um tatu gigante q comeu todos os defuntos que foram enterrados ali e com isso ele acostumou a comer carne humana. Deu moleza, o tatuzão ia lá e traçava. Mas, como eu disse; entre ficar com minha a irmã na sede da fazenda e ir caçar, optei por ir com ele.
No caminho, passamos por perto do cemitério. Dava para ver os túmulos. Dali e até chegar no local que íamos ficar esperando a caça, eu rezei tudo quanto era reza que eu sabia e inventei mais algumas. Proteção total.
Chegamos no local, era uma árvore, onde ele montou uma especie de plataforma, chamada de girau. Nos acomodamos e ficamos ali, esperando o bicho.
No passar das horas, me encostei num galho e acabei dormindo. E aí, aconteceu. Comecei a ouvir um voz estranha me chamando. Como eu estava meio dormindo a voz parecia vir de muito longe Era uma voz chorosa vindo do lado do cemitério. Assustado e meio confuso procurei pelo meu cunhado, mas nada, ele não estava mais do meu lado. Em seguida a voz gritou meu nome novamente misturada com uns grunhidos como se fosse um bicho., o tatu comedor de gente. Como eu desci da árvore não sei, mas em fração de segundos eu estava dentro do jeep, que havia ficado bem longe por causa do cheiro de gasolina q podia espantar a caça. Eu até acho que naquela noite eu voei, dado a minha rapidez.
Se já não bastasse todo o susto que passei . de repente o grito novamente, agora do meu lado, no escuro e lá estava ele: meu cunhado.
De volta para a sede eu tive que abrir as porteiras de arame que havia, e em todas ele me deixava pra trás e ficava gritando que o tatu estava vindo, me procurando.( I

Lugar de Mato
Marcio Melo


Eu queria ir pra um lugar
onde o vento sopra paz,
onde revoada canta alto
e o mato tem cheiro de mais.


Cheio de pássaro e terra
nos pés sem pressa de andar.
Sentado na porta da casinha de sapê,
só vendo o tempo passar.


Longe da cidade imunda,
poluída de gente vazia,
que se consome e se acaba
morrendo sem alegria.


Quero uma vida que não seja
só passagem sem sabor.
Quero erguer lembranças minhas
como quem ergue um castelo.


Um lugar onde se sonha
e o sonho vira real.
E morrer abraçado ao mato,
com a paz no coração.

Mato


Moro no mato,
vivo no mato,
trabalho no mato...
Minhas festas são no mato,
viajo para o mato,
vivo de mato em mato.
Se alguém me chamar para
passear no mato...
eu mato!

CALDO DE CANA

No roçado amanhecendo,
Vi o sol beijar a estrada,
A enxada cortando o mato,
Na lida abençoada.
O cheiro verde da cana,
Na memória adormecida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

No engenho a roda cantava,
Gemia o velho moendão,
A garapa escorria farta,
Feito bênção pelo chão.
Cada gota era esperança,
Pela família repartida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Tinha a cana Caiana,
Alta, forte e vigorosa,
Ao lado da velha Pitú,
Sempre doce e generosa.
Cada talo era um tesouro,
Na jornada tão sofrida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O caldo de cana gelado,
Com pão-doce e boa broa,
Era um banquete de pobre
Que a lembrança ainda entoa.
Pouco havia sobre a mesa,
Mas nunca faltou comida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O melaço fervilhando
Na panela de carvão,
Perfumava o terreiro inteiro,
Adoçando o coração.
O doce vencia a dureza
Da batalha já vivida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Quando vinha o tempo da safra,
Era festa no canavial,
Mas depois da derrubada
Recomeçava o ritual.
A terra pedia de novo
A semente repartida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Na reçoca do plantio,
Brota a força da raiz,
A cana vence o tempo,
Sem esquecer seu país.
Quem conhece esse mistério
Vê a vida refletida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O suor de cada homem
Era chuva sobre o chão,
Misturando fé e coragem
Com trabalho e oração.
A colheita era pequena,
Mas a honra garantida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Hoje o engenho silencia,
Muita coisa já mudou,
Mas o cheiro da garapa
O tempo nunca apagou.
Quem provou aquele caldo
Leva a alma comovida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Que o caldo de cana ensine
O valor da tradição,
Da família reunida,
Da coragem do sertão.
Pois o doce da memória
Jamais conhece partida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

⁠Na crise ou não, você nunca verá um leão comendo mato.

Minha casa é no pé da serra, a lua eu vejo de lá, as flores eu pego no mato, mora eu e o sabiá.

⁠Não existe mais
Mapinguari
morando no mato,
Mesmo assim
é preciso seguir
com cuidado
nesta vida;
O Bicho-Preguiça
continua útil,
se seguir preservado.

Os tempos mudaram
definitivamente...

Só sei que existe
mais de um
Mapinguari
por todos os lados,
E não têm mais idade
e as línguas deles
estão sempre afiadas.

Os tempos são outros...

O Bicho-Preguiça
traz o melhor ensinamento:
O convívio não
pede enfrentamento
com Mapinguari de qualquer tipo.

Os tempos de hoje pedem que
não seja dado mais nenhum espaço.

Quando um Mapinguari surgir
para provocar ou mentir,
é só mudar o seu caminho,
fingir que escuta,
deixar falando sozinho
ou comece a ler um livro.

Só não deixe o Mapinguari
continuar enchendo os seus ouvidos.




⁠Piúva eflorescida
no Mato Grosso do Sul
do meu bonito amor,
Moda de viola
encantada para me levar
onde você for,
Versos Intimistas
para celebrar o andor
de amar imensamente
a cada instante da gente.

Quando Mamoninha do mato
florescer para alimentar
as nossas abelhas nativas,
Estarei cuidando ainda melhor
dos sonhos e das expectativas,
Porque confesso que do meu
modo acanhado te tenho amor,
Com o meu recato para nós
preservo e guardo o meu melhor.


Porque quando chegar a hora
de alimentar os pássaros
do impulsos e das emoções,
Sei que estaremos preparados
para viver o que esperamos,
e assumiremos dedicados;
Porque um pelo outro temos
o que não pode ser explicado,
e no íntimo vive mergulhado.

"Zé Polvinho é mato,e esse mato eu dichavo e fumo."

Inserida por galolino

Sei bem que príncipe encantado não existe, mas oque tem de "sapo" por aí ... rsss é mato ... kkkkkkkkkk :P

Inserida por RENATATAVARES

Perdoe-me os homens de boa índole, mas a "canalhice" masculina cresce que nem mato... que é isso? que é isso ?

Inserida por ronietisimioni

Se eu não faço o que eu tenho vontade por medo, eu me mato por dentro depois, de arrependimento...

Inserida por Psycopato

Não mato mistérios. Eu os trato, dou atenção e afago até que percebam que foram vencidos e cativados.

Inserida por lukazi

O frescor do mato verde,
A densa relva molhada,
O cheiro do café fresquinho,
O pão quente chegando à mesa.

O ninho do passarinho,
A folha seca caindo,
O vôo da borboleta,
A lenda do boi da cara preta.

O vento assobiando,
Pingos de chuva gotejando,
O Sol vivo e brilhante,
A lavadeira cantarolando.

O dia amanhecendo,
As nuvens passando,
A flor se abrindo
E a criança brincando.

Eis algumas coisas da vida!
E que na verdade não são pequenas...

São simplicidades, sutilezas.
Que passam despercebidas,
Pois as capacidades de tão grosseiras.
Perderam a percepção, das verdadeiras riquezas.

Inserida por RenataC

Viver de luto, por quem está vivo?
Fala serio, das duas uma ou eu mato ele e depois faço
uma festa, ou ele morre ao ver o meu desprezo e a minha
alegria... Mas das duas eu ainda fico com a segunda,
mesmo sendo réu primaria no Brasil, eu morreria
logo atras dele, então não iria dar muito pra curtir!

Inserida por barbaracleide

Bem-te-vi, Uirapuru, Pardal.
Aves. Sempre belas aves. Emitem sons puros e calmos.
No verde do mato, no laranja do sol, no azul do céu, no puro do ar. Tudo me lembra um lugar.
Um lugar onde tudo pode haver, onde posso ser.
Com todas as forças, ser EU MESMA!

PCAR - 1991

Inserida por pcar1973

Nós abrimos fronteiras para a produção de soja, algodão e cana e levamos a ferrovia a Mato Grosso vinte anos atrás.

Inserida por linque

Suicídio vivo

Um dia – viverei da fantasia
e ainda mato
o homem de fato (ou de infarto)
de imortal poesia.

Inserida por lucian1989