Matei Voce dentro de Mim
Fale bem ou fale MAL, mas falem de mim, porque isso significa que de alguma forma, me mostra estando vivo, e faço OUTROS viverem também. Não deixa de estar vivendo também o maledicente com suas maledicências.
"EU QUERO EU POSSO E EU VOU CONSEGUIR."
Se eu não acreditar em mim, quem irá fazer isso. Quem irá confiar numa pessoa que nem nela mesmo consegue fazer isso?
A vida é só tempo, e quando se perde fazendo por algo ou alguém sem futuro, o seu também estará condenado, só por causa destes que atrasados, eles também o fez assim. #deusesnaoexistem
ENAMORADO
Ó sensação donde a ventura sua emoção
Frecha em mim, satisfação, de um amor
Ó alegria onde o afeto no sentido é ardor
Doce companhia, poesia, e muita paixão
Ó cântico vindo d’alma, pulsa o coração
Em tom de felicidade, e perfumado sabor
Que impregna o sentimento, tão sedutor
Faz ofegar por quem tão bem é tentação
Ó ternura, cujo o entusiasmo, a sintonia
Acende, e queima, e quer sempre mais
Dando à noite fomentação e significado
Amor, por quem dá cadência na alegria
Por quem são meus olhos tão passionais
E que por te amar, é casto ter-te ao lado.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 julho 2024, 20’33” – Araguari, MG
Para mim, nunca foi fácil o silêncio, o grito sempre foi mais simples, mas como sou feito de batalhas difíceis, escolhi silenciar e sorrir, estar em paz é melhor do que ter a razão.
Os pensamentos transbordam em mim,
o passado me deixou vazia. Os meus pensamentos não são inúteis, estão aqui dentro de mim fluindo
como se fossem realidade.
Hoje em dia, ninguém me convence de mais nada...
Depois que eu adquiri, total conhecimento de mim mesmo, do que eu sou e do que eu realmente gosto.
Ninguém me obriga a fazer mais nada que eu não queira fazer.
Às vezes eu me permito fazer oque algumas pessoas querem, mas é só por prazer.
Respiro e aspiro vida em abundância
Valorizo e olho para a criança
Que habitou em mim durante todo este tempo
E eu nunca exerguei devido às circunstâncias
Volto a ser criança
Sorrio para a infância
Chuto a testa da ignorância
Venha, venha, venha a mim, ó pilim,
em toda a tua vil glória, cintilante e fugaz,
talvez não traga felicidade, é verdade,
mas nunca vi um rosto entristecer
ao encontrar-te perdido, esquecido no chão.
Ah, doce ilusão de papel e metal,
não devemos viver sob teu jugo,
nem erigir altares em teu nome,
mas, quando vens, és bem-vindo,
como a chuva inesperada em tarde de verão.
Traz contigo o conforto, o alívio momentâneo,
não a essência da alegria, mas um suspiro,
um descanso breve na jornada.
Não te idolatro, pilim, mas acolho-te,
com a mesma simplicidade que acolhe a flor,
sabendo que, apesar de efêmero,
teu brilho pode, por um instante,
aliviar o peso do cotidiano.
Venha, venha, venha a mim, pilim,
não como senhor, mas como servo,
um convidado que chega sem aviso,
e cuja partida deixará apenas
um eco suave, uma lembrança de luz.
Eu me pergunto, por que senti um calafrio tão grande no corpo ao ver algo que eu disse a mim mesma que nunca mais seria importante ... Eu não entendo, será inveja? Será surpresa?
Eu sinto que queria colocar tudo pra fora como se fosse vômito, mas não sinto nojo, eu acho que apenas queria ser aquela pessoa, porque desejei isso por tanto tempo e não consegui, já outras pessoas conseguem tão facilmente.
Acho que eu sempre vou ser o problema, mesmo tantas outras pessoas sendo tão problemáticas.
Deus...
Cuida por mim dessa pessoa que mora aqui no peito, entrega para ela, o meu abraço e os meus beijos.
Por favor?
Faça-me esse favor!
Pois, a distância me impede de fazer isso, mas para o Senhor tudo é possível.
AOS PÉS DA EMOÇÃO
Fui no amor sonhador exaltado
tudo era para mim importante
o conto... a ilusão tão cintilante
ouvir, sentir, um feito sagrado
Foi se avivando ser enamorado
e a paixão, ardeu, num instante
com uma sensação penetrante
e um toque cheio de significado
Deitei-me aos pés da emoção
na tendência de muita direção
ri, chorei, e fui um imaginário
Ó crenças do coração, singela
és ao sentido enigmática janela
e pro sentir sustento necessário.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 julho 2024, 19’32” – Araguari, MG
Por onde andei, enquanto procurava por mim mesmo
Em reflexos dispersos, vejo-me e converso,
Perguntas ecoando no universo controverso.
"Por onde andei?", me pergunto com ardor,
Buscando a mim mesmo, afogado em dor.
No silêncio das ruas, na noite enluarada,
Meu ser se revela, sem medo ou cilada.
"Terei eu esquecido dos sonhos, da paz?",
Perguntando a mim próprio, se seria capaz.
"Por onde andei quando te procurei?",
O eu do espelho, exausto, titubeei.
Caminhei sem rumo, perdido e só,
Buscando respostas, tocando o pó.
"Será a vida assim, sempre fugaz?",
Pergunto à sombra que em mim jaz.
Entre becos e vielas, luzes de velas,
A alma responde em suspiros finais.
"Senti teu amor, mas perdi-me na estrada,
Nas curvas da vida, na jornada calada.
Agora, de volta, tento-me encontrar,
Na dança dos dias, no eterno buscar."
E nessa conversa, em versos pensados,
Encontro coragem, um sentido elevado.
Pois por onde andei, descobri meu lugar,
No abraço do tempo, na arte de amar.
MEUS MEDOS
Meus medos dizem quem sou. Contam a minha história, o que em mim é preservação e o que também é sonho, busca e sofreguidão.
Meus medos dizem das minhas perdas, daquilo que me é importante. Falam também sobre o horizonte, as linhas distantes que me chamam e empolgam como o navegador em caravelas, sem a ciência para dominar o que vem depois.
Meus medos são espera, gravidade que me segura e me deixa no eixo onde circulo em segurança. São, porém, a ânsia do voo, a vertigem do abismo que fez Ícaro saltar com suas asas imperfeitas, olhando para o brilho do sol e para a grandeza dos sonhos.
Meus medos sou eu. Meu instinto de sobrevivência, o segundo a menos para pensar, o tempo lento do relógio prudente.
Meus medos, ei-los, na noite escura que se deixa desvirginar pela lua branca, pelos sinais tingindo o céu, mostrando os caminhos que quero percorrer feito coragem, porque a vida vale a pena.
Meus medos, enfim, são autênticos porque eles me dizem: não paralise, não se esconda, não deixe que a vida silencie em você a ânsia do próprio viver. Seja resiliência. Seja gana. Seja luz. Seja a beleza fraterna e generosa do girassol.
Eles, meus medos, se enchem de coragem para ter mais medo e mais superação. Porque - que bom! - meus medos são a coragem que adiei para se fazerem o concreto passo que quero dar no momento adiante. E, passo a passo, sou menos o medo de ontem e mais o sonho do dia seguinte.
Tenho uma marca
Tenho uma marca de ti em mim, amor
Um traço que fez-se ao vires ao mundo
Quem disse que não é parto mesmo?
Te tenho e a cada momento que passa
É mágico, é amor, encantador sem dor
Mas doeu,
Doeu o teu primeiro choro lá em casa
O teu umbigo ao cair a mim doeu
E as cólicas que tiveste me feriram
Nessa fase eu virei uma menina
E chorava, tinha medos e receios
Mas tu, tu a cada dia transformavas
Em mãe, aquela menina insegura que era eu.
Tenho uma marca de ti, amor
É um corte tão perfeito no meu corpo
É a marca que a vida tatuou.
E quando olho, quando toco
Te vejo, te vivo, e revivo
Num momento divinal meu e teu
E se pudesse apagar?
Tirar o traço que é tua marca,
Jamais!
Tenho uma marca de ti, amor
E é por amor que ficou em mim.
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