Mas Vc Nao tem Culpa de Nao me Amar
O que mais espontâneo podemos esperar de humanos é o ódio. Sentimento este que aflora qual transpiração, sem o mínimo de razão, tão somente induzido pela antipatia gratuita e descabida da formação preconceituosa interpessoal.
A soberba humana ofusca a real insignificância do ser, que tão somente um segundo pode acrescentar ao seu viver.
E a vida se esvai, aos poucos, e viventes em letargia, insensíveis no acaso, seguindo lento ou acelerado passo, não percebe em seu marrasmo, como passa leve brisa, ou nefasto vendaval, extingue se vida, vivida ou indiferente, segue a sina ante todos, pois quais, somos sim vapores, manifestamos neste mundo e tão logo esvaecemos.
Clama a alma em prantos, inda que sorrindo pelos cantos. Vidas profanas invocando aos santos. Terror na vida, refrigério na morte, ora pois, qual seria a sorte?
Calar e observar, esperar o suceder do acaso, em manifesto existencial, na mera expectativa de vida.
As delícias da vida estão na simplicidade do sabor, na sutileza de um sorriso e no sentir um puro amor.
Reação inconcebível do ser, quando se encontram ódio e amor, vencerá o mais forte em resistir o mal intrínseco ao seu interior.
O que é a vida sem ser iludida? A realidade dura e cruel assusta os anos vividos, portanto, vive melhor quem segue iludido.
Isolado no deserto do meu eu, por vezes elevado ao alto de uma montanha, ou mergulhado no vazio do acaso.
