Mas Vc Nao tem Culpa de Nao me Amar
Em geral, qualquer discussão filosófica contemporânea está repetindo alternativas que foram formuladas por Sócrates, Platão e Aristóteles. Nós não conseguimos sair de dentro do território delimitado por eles simplesmente porque esse território é a filosofia. Você pode até não gostar disso, jogar tudo fora e fazer outra coisa, como fez Nietzsche. Mas se é outra coisa, é outra coisa — iniciada por você, ou por Nietzsche, sem nada a ver com a filosofia no sentido em que historicamente a palavra faz sentido.
Pobre gosta de fila, e na fila única até os ditos normais são discriminados. Atendentes só pensam na fluidez de seu trabalho.
Sonhos e realidade: "sim, eu posso!".
Somos muitas vezes limitados em nossos sonhos. Muitos dizem para nós: "vocë não pode!", "isso é impossível!", "você não consegue!". E isso, mais da vez, é dito por pessoas que amamos, que têm receio e apenas passam para nós os seus próprios limites, os seus próprios medos diante da vida.
São como a mãe de Marisa Ventura (J.Lo) no filme "Encontro de Amor". Diante do primeiro problema, diante de sonhos que parecem difíceis, não apenas a negativa do incentivo, mas a realidade crua jogada na cara, como uma âncora a impedir que se navegue para águas mais profundas:
- "Quer continuar a ter sonhos que nunca vão se realizar ou botar comida na mesa?", pergunta ela à filha mostrando-lhe contas a serem pagas.
Diante de uma pergunta assim, qual a resposta possível? Deixar que o medo tome conta, deixar os sonhos de lado para simplesmente "lavar o chão", como seria o destino de Marisa?
E ela dá a resposta possível, corajosa, definitiva:
- "Eu vou pegar essa chance sem medo nenhum, sem a sua voz na cabeça dizendo que eu não posso!".
Sim, como é imperativo, em nossas vidas, dar os saltos necessários, com os riscos todos, para que possamos transformar aqueles sonhos em uma nova realidade. Nem sempre é fácil, nem sempre dá certo, mas ao menos podemos olhar para a vida e dizer: "eu tentei!; eu lutei".
Afinal, vencer é apenas uma possibilidade; lutar, porém, é sempre a única saída digna e definitiva.
Aí podemos ver, quem sabe!?, as pessoas que antes toldavam os nossos sonhos, dizerem como a mãe de Marisa, ao final do filme, muito orgulhosa:
- "Aquela é a minha filha!", apontando para a televisão
O tempo certo cabe só a você decidir, a hora exata de fica ou de bater asas e partir. Afinal, o tempo vou e somente tu saberá como usufruir dele
Ora, a maior parte das pessoas que exerce qualquer profissão científica ou técnica a
exerce exatamente assim: nunca pararam para pensar o que é aquilo, por que aquilo é do jeito que é e se realmente a coisa é do jeito que dizem que é. Isso é o contrário da atitude filosófica. A atitude filosófica é a seriedade no conhecimento. Também não é 'análise crítica', ficar questionando e contestando tudo: isso é outra frescura, e aqui nós não podemos nos permitir frescuras, caprichos ou leviandades. Estamos aqui para fazer um negócio sério, porque é a nossa vida mesma que está em jogo.
A filosofia é uma meditação, uma análise crítica sobre o conjunto dos seus conhecimentos e de sua experiência, inclusive a religiosa. Nesse sentido, a filosofia se torna obrigatória para qualquer pessoa capaz de exercê-la. Se você consegue se colocar problemas de nível filosófico, então você tem a obrigação de desenvolver uma capacidade filosófica para poder raciocinar responsavelmente sobre os assuntos que lhe interessam. Não se trata de, como dizem, 'aprender a pensar'. A filosofia não é 'aprender a pensar', de maneira alguma. Todo mundo sabe pensar: é uma coisa espontânea, até um macaco ou um gato sabem pensar. [...] O objetivo de todo pensamento, como já demonstrou Aristóteles nos Tópicos, é provocar a intuição. O que é intuição? É conhecimento direto, percepção direta. Aristóteles diz que, na dialética, o confronto de várias idéias e hipóteses cria uma espécie de massa crítica, até que chega uma hora que, por intuição, você percebe as coisas como elas são. Este é o objetivo: aprender a saber, não a pensar.
Uma experiência expressada inadequadamente produzirá um milhão de opiniões erradas, porque se você vive uma experiência, mas a nomeia erroneamente, acontece um pequeno problema: nós não podemos pensar sobre coisas, mas apenas sobre idéias. Não podemos pensar a experiência diretamente: primeiro nós temos de convertê-la em uma expressão verbal — um conceito —, e então nós pensamos sobre o conceito. Na memória, por outro lado, é a experiência verdadeira
que você conserva, de modo que você tem, de um lado, a experiência tal como você a teve e, do outro, o conceito inadequado tal como você o formulou. Ao raciocinar sobre esse conceito, em pouco tempo você acaba apagando a experiência, e aí as suas conclusões já não valem absolutamente nada.
É noite em meus pensamentos. Tão escuro quanto o céu lá fora. No vazio que antes era alegria, agora só há dor que transforma o amor em agonia.
Do futuro um olho cor de mel olha pra mim com tristeza. Ela nem nasceu ainda e já está partindo. Junto com a mãe vai também a filha que, aos olhos deste idiota, a tempos transmitia alegria.
Não sei em qual momento a matamos, ou em qual momento apagamos nosso presente e futuro. Sei que dói, somente sei que dói.
Hoje em dia as pessoas dizem: 'Eu tenho a minha idéia, mas eu respeito a sua'. Mas ora, se eu tenho a minha idéia é precisamente porque eu não respeito a sua. Se eu não acho que a minha idéia é melhor que a sua, por que eu digo então que esta é a minha idéia? Ter uma idéia é achar que ela é melhor que a do outro. Como é possível eu ter uma idéia se eu acho que ela vale tanto quanto a idéia contrária? Se eu acho que duas idéias valem a mesma coisa, ou é porque eu não acredito em nenhuma delas, ou é porque eu estou em dúvida. Isso significa que todo sujeito que diz que tem as suas idéias mas que respeita as idéias contrárias dos outros é um hipócrita. Sinceridade seria dizer que você respeita o direito que os outros têm de dizer a besteira que quiserem, mas que você acha que quem está certo é você e que os outros estão errados.
Me pego perambulando pelas ruas do passado, como se ainda houvesse algo de essencial para minha vida.
Parecem poesias escritas na parede
Mas é só a minha memória traduzindo os momentos lindos que vivemos.
Aquele que impõe sua vontade à força,opta pelo viés da violência; infringindo princípios do direito (07.11.17).
Todos os dias desaparecem nascentes e morrem rios, em algum lugar; até que Deus desista de nós (07.11.17).
A fêmea faminta caminha lenta. A calma dos movimentos disfarça a voracidade do desejo consumindo por dentro.
Espreita o caçador e ele se aproxima atraído pela quietitude, o brilho dos olhos, e ao toca-la sente as garras nas costas, a língua , os dentes no seu pescoço. Só se ouve os uivos de prazer.
