Mario Quintana fim e Começo
A vida pode ser comparada a um bordado que no começo da vida vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas é mais esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos.
Nova fase, novo ciclo, um recomeço! A vida, apenas no começo, mais importante que ter, é ser! Ser importante, ser especial, ser amada.
“Vou engolindo dor e funciona que nem droga, no começo faz bem e depois vai machucando aos poucos, por dentro.
As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los.
(A Menina que Roubava Livros)
O amor nunca falha porque é amor sem fim, sem começo, sem meios de ser interrompido, também se renova à medida que se origina e age no tempo e espaço de todas as dimensões que existem no universo em expansão
Agora, isto não é o fim. Nem sequer é o começo do fim. Mas é, talvez, o fim do começo.
Me diz que vai embora
Que ama outra pessoa
Faço de conta que estou sofrendo
E começo a chorar
Então, eu desabafo
Eu tenho outro também
Alguém que escuta e me entende
Sabe bem o que é amar
As tuas malas já estão aqui
Já não precisa fingi
Eu também te trai
Eu também te enganei
O sabor do pecado
Eu também já provei
Fui pior que você
Porque eu soube esconder
Então já não se culpe, meu bem
Eu sou culpada também
Não me olhe com essa cara
Você fez a mesma coisa
Te digo, da minha parte
Eu não estou arrependida
Os homens não são os únicos
Com amores escondidos
É que as mulheres disfarçam bem melhor
O proibido
As minhas malas já estão aqui
E alguém espera por mim
Eu também te trai
Eu também te enganei
O sabor do pecado
Eu também já provei
Fui pior que você
Porque eu soube esconder
Então já não se culpe, meu bem
Eu sou culpada também
E se eu revertesse o tempo para ver o começo do próprio tempo?
(Stephen Hawking)
Aceitar um fim é aceitar um novo começo. Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderia ter sido sempre especial e só. Ninguém disse que iria ser fácil, ninguém disse que não iria doer. O costume grita e você pensa que é o amor ainda vivo em algum canto. Grande engano, grande perigo. Até que o costume mude de figura, tudo é vazio, lembrança, saudade, tudo é ele. Mesmo depois do fim, mesmo sem amor. É o velho vício de mexer na ferida, sentir fisgada só pra não ficar sem sentir nada. E você ouve muitas fórmulas pra fazer tudo isso passar mais rápido, muito atalho tentando driblar o tempo. Não vou dizer que nenhum funciona, assim como não digo que algum funcione a longo prazo ou definitivamente. Não importa quantos corpos você tenha no verão, no inverno você sente falta da história, da alma, das manias. Vai ser ele por um bom tempo o dono das saudades bobas, das carências mais fortes, do carinho. E não tem fórmula mágica pra isso. Agora, se acabou, com certeza teve um bom motivo, já deixou de ser bonito como nas lembranças preferidas, por mais difícil que seja lembrar dos fatos por esse ângulo. E pro costume tomar uma nova forma, você tem que usar novos moldes, sem recaídas, sem se fechar pro mundo. Você vai tentar substituir ele por outro, assim, como quem muda de manteiga no café da manhã. E pode dar muito certo por uns meses, depois o novo cara é só mais um anexo no arquivo de decepções e a saudade, de algum modo estranho, nem é do cara novo. Tantas promessas de tudo ser diferente e no fim tudo sempre tão igual. E o vazio só aumenta, uma bola de neve. Até o dia que você acordar de manhã, se olhar no espelho e entender que ali tem alguém inteiro e com tudo que você precisa pra ser feliz. E esse dia, anota aí, vale mais que anos. Não se cura um amor com um novo amor. Se cura com amor-próprio.
Um novo começo, um ano se despedindo. Mas com um coração maravilhoso, cheio de esperanças e planos, de alegrias, de fé e sempre com muito amor e paz. Feliz Ano Novo!
Lembra do começo?
Um começo carinhoso.
Mas lembra depois?
Brigas, ciúmes, intrigas...
Mas sabe como é hoje?
Hoje é a aprendizagem de ontem
De antes de ontem
Do começo,
E hoje cada palavra,
cada gesto,
cada olhar,
cada carinho,
cada palavra sua
é mais um ponto de amor,
de felicidade,
de contentamento.
Estar com você não é só estar.
Estar com você é aprender a vida.
É saber lidar com as situações.
É saber enxergar a vida
de tal maneira que nem mesmo
os pássaros conseguem.
Porque amar e ser amada
não é uma mágica, nem uma decisão.
Ser amada e amar, ser você,
é aceitar defeitos, é entender o outro.
É conviver e ser evoluída
com cada aprendizagem.
Porque defeitos e qualidades
nos ensinam cada vez mais a nos entender.
Eu e você.
Palavra forte de grande valor
Eterno e feliz
Eu e você vamos seguindo
Sempre com nossos sorrisos e amor!
O começo sempre será difícil. Conhecer o novo, sair da zona de conforto e de segurança. Ir além, ir após. Começar é uma tortura para chegar em algo que será extramente ótimo ou não. Começar é dar o primeiro passo, não vacilar. Começar é abrir a janela de manhã, respirar bem fundo e saber que daqui meio minuto os abençoados problemas do dia irão surgir. Começar é trocar o pão pelo biscoito, o frito pelo assado, descobrir o gosto da rúcula aos 23. Começar é saber que cebolas são disfarces para quem tem vergonha do choro, e que as piadas sem graça é a desculpa de quem a tem como o único motivo para o riso. Amores virão depois das paixões, palavras certas sempre virão depois das erradas, a resposta certa virá quando o ato errado foi cometido, televisões novas estragam e garantias são perda de tempo, o telefonema mais esperado irá chegar enquanto estamos tomando banho com o rádio no último volume, as cartas não chegam, nem os e-mails, nem a esperança, as taças caras quebram como os copos de extrato de tomate, analfabetos ganham o país e poemas de Alice Ruiz passam sem aclamação. Começar pode ser aos 17. Pode ser aos 30. Pode ser aos 85. Começar pode ser ao som de Marvin Gaye ou no apaixonar de Chico. Debaixo de uma mangueira, debaixo de uma chuva torrencial. Começar em Porto Alegre, pousar em Curitiba, recomeçar na Avenida Paulista, dormir no braços de Cristo e "passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã, ouvindo o mar de Itapuã...". Começar é de repente perceber que já se está na metade do caminho. Começar é dar mais valor ao tempo que temos e descobrir como é uma tortura o tempo que não temos. Começar é dar possibilidade de que alguma coisa aconteça aqui ou em Amsterdã. O beijo é o começo do amor. O amor é o começo do plano. O plano é o começo do caos. O caos é o começo da família. A família é o começo dos herdeiros. Os herdeiros são o começo do futuro. E o futuro já não é mais tão perto e nem tão para a gente. O futuro, aparentemente é o fim que nos espera. Espera para começar.
