Maré
Se não houver vento favorável, reme mesmo contra a maré.
Somente assim você chegará ao destino que deseja.
A mais temida das feras
Quem é ela?
Lá vem ela
No passo do escorpião
Na onda da maré
Na tempestade - mansidão
Na quietude da fé.
Ela vem, ela vem
Com seu jeito seduzente
E olhar eloquente
Como brilho do diamante
Tomando para si
Os amores mais diversos do mundo.
De menina a mulher
Ela sabe o que quer,
Não arreda o pé do chão
É doçura, mas também furação
No ápice da combustão.
Com seu riso estrondoso
Faz com arte e goso
A disseminação da felicidade no mundo.
Com sua garra e força
Não tem medo da onça
Faz da briga uma jogada
Não tem medo da boiada
Ela é encaralhada...
O inimigo não dá o gosto
Pra testar seu pescoço,
Pois ela é vulcão
Faz ate o diabo se queimar no fogo.
Quem é ela
Quem é ela
Que lá vem em meios as feras
Gritando seu brasão
Ela é de escorpião
A mais temida das feras.
Para minha escorpiana, Ivaldeth Sarmento, com amor.
Vou andando contra o vento e remando contra a maré na certeza de tocar em seu coração e transformar suas incertezas em querer justo aos seus caminhos.
Trago-lhe o infinito e reluzo seu escuro trazendo a felicidade junto á ti.
Teu sorriso fortalece os meus desejos, transpõe as duvidas e as ilusões quê insistem em dar-nos em obstáculos tentando sufocar os sentimentos sinceros.
Pois as palavras justas, porém carinhosas desatam todo mau quê nos rodeia.
Maré Alta de Mim
Disseram que eu era margem, esperando o toque,
Que era concha vazia, ansiando por som.
Mas descobri o abismo, o azul e o choque,
E percebi que ser só... é o meu maior dom.
Não busco no outro o balanço das águas,
Eu sou a corrente, o refluxo e a foz.
Lavei nas areias as antigas mágoas,
E ouvi, no silêncio, a minha própria voz.
Por que buscaria o brilho de um farol,
Se guardo em meu ventre o sol que mergulha?
Eu sou o espelho, o sal e o lençol,
A força que ruge, a calma que arrulha.
Não caibo em abraços que buscam prender,
Meu limite é o horizonte, o infinito, o além.
Aprendi que amar-se é o único dever,
Sou mar por inteiro, e não metade de ninguém.
Matthews schmidt
Minha alma é um oceano de silêncio, onde cada pensamento é uma maré que me inunda com a intensidade crua de tudo o que carrego em segredo.
_Enzo Ruchell_
Sou intensa demais da conta ...
Exagerada .. sou de fases , sou lua cheia , maré alta .. sou avassaladora , tsunami ..não brinca comigo garoto ..sou felina ,sou fera ..leoa ... detesto ser contrariada ... sou pimenta , forte , decidida , ardente , quente , ardida..e quem quiser gostar de mim que goste assim ..desse jeito ... não mudo por nada .. quem quiser que me ame e me aceite.. tempestade ...
Mudar a direção as vezes é necessário, pois remar contra a maré por um longo período não vai leva-lo a lugar algum.
O que eu sinto não é um amor morno é uma maré que arrasta, um fogo que consome e aquece. À medida que o dia avança, minha vontade de você apenas transborda. Quero ser a presença constante que te envolve, o motivo daquele sorriso inesperado no meio da tarde e o refúgio seguro para onde você corre quando o mundo lá fora parece pesado demais. Quero te amar com uma intensidade que desafia a lógica vivendo cada segundo nosso como se fosse o único que importa. E quando o anoitecer finalmente chegar, pintando o céu de escuro, quero que a nossa entrega seja absoluta. No silêncio do quarto, nossos corpos e nossas almas se encontram de uma forma tão crua e verdadeira que se torna impossível saber onde eu termino e você começa. O escuro da noite é apenas o cenário para a luz que você acende dentro de mim. "Eu quero ser o seu princípio, o seu porto seguro e a sua madrugada mais gostosa.
_Enzo Ruchell_
Assim como a maré açoita as rochas a saudade molesta meu coração e mesmo que ele seja feito de pedra a insistência da água acaba sendo um suplício nesse dissabor de viver sem você.
Sou mar.
Às vezes, calmaria.
Às vezes, maré brava.
Não é contradição.
É personalidade.
Há dias em que acolho,
há dias em que transbordo.
Sou muitas em uma —
e ainda assim, sou inteira.
O mar só tem força porque recua antes de avançar; não tema os dias de maré baixa, eles são o ensaio para a sua maior onda.
No Tempo de Agora
Senhor, sou um viajante estelar em experiência em um planeta
Entre mares, céus, estrelas e cometas
Experimento a mente num corpo de carne, sangue de gametas
Que anda, pula, salta e se movimenta
Que tem por dentro construção imperfeita
Minha memória guarda flashes do que dizem ser ontem
Lembranças de uma vida de um tempo mais longe
Nem sei onde nem sei de onde
Saudades do que não vivi
Sem saber qual lugar foi lar de verdade
Aqui ou em lugar que não se compreende
O que chamam de avós, pais e irmãos
Me acrescentam apego, apreço e comunhão
A tal história da evolução
Tal qual pede o livro na parte da ressurreição
Não compreendo as lutas, as guerras, o ruim e o bom
Os falsos, os exatos, o mal e o bem
A fábula do belo, do feio e de mais quem
Sem nunca ter certeza de nada também
O que chamam de tempo contei
Até o ponto em que não é bom mais contar
Pois com ele perdi tudo
O que lutei pra juntar
E quanto mais o tempo passa
Mais difícil é entender
Se a vida foi longa demais
Ou se faltou tempo pra viver
Meu apego a uma mãe que me fez existir
Mas partiu sem nunca mais voltar
E nem deu tempo de me ver formar
Agora é o tempo de irem embora
Um a um, os amigos, irmãos e minha história
Meu coração que é de carne dói, recorda e só chora
Mas penso nas vidas que cruzaram a minha
E nas pessoas que pude ajudar
Talvez eu nunca tenha sabido
Quantas vezes minha palavra
Pôde fazer um caminho ser do bem
Quantas vezes proteger, ensinar e cuidar
Foi importante na parte da vida de alguém
E quando alguém parte
O que resta não me parece só saudade
É também a pergunta que ninguém responde:
Fiz o melhor que podia enquanto esteve aqui?
O que aprendi, ensinei, só ficou na memória
E o tempo também apaga as paredes do abrigo
Mas talvez alguma coisa permaneça
Na história de quem caminhou comigo
Mesmo que eu nunca saiba
Pois até o saber é sopro impreciso
Talvez viver seja isso
Ser passagem e companhia
Cruzar outras vidas
Por algum tempo, algum dia
Não saber de onde viemos
Nem saber para onde vamos
Mas poder fazer melhor
O tempo em que nos encontramos
Senhor, se existe um sentido
Que eu ainda não consigo entender
Talvez esteja no instante
Que ainda posso viver
Pois o ontem virou memória
O amanhã ninguém pode contar
E se existe algo sagrado
É acordar e ainda estar
Quando me despertar para ir embora
Que eu possa então recordar
Não tudo o que consegui juntar
Mas aqueles que pude amparar
As vidas que tocaram a minha
E o bem que pude deixar
Pois que viver é só um ato
Breve, imperfeito e humano — alma que implora por tempo
Uma passagem entre dois mistérios
No tempo de agora.
A ilusão tem a beleza efêmera de um castelo de areia na maré alta e o desmoronamento ensina o valor do que é sólido.
As pessoas raramente vão embora de uma só vez. Preferem retirar-se aos poucos, como a maré que recua sem anunciar que deixará apenas pedras e lama. Um dia percebemos que já não existem conversas, depois percebemos que já não existem expectativas e, por fim, compreendemos que estamos dialogando apenas com uma lembrança. O fim quase nunca acontece em um instante; ele apodrece lentamente antes de receber um nome.
- Tiago Scheimann
O Idioma do Teu Silêncio
Sou a maré calma que deságua nos teus pés,
o sopro suave que devolve ao teu peito o desejo de voar.
Aprendo o idioma em que tua alma sussurra
e sou o abrigo perfeito quando o mundo te cansar.
Toco o teu tempo com a delicadeza do vento,
desarmo tuas certezas e desfacho qualquer solidão.
Sou a luz branda que ilumina os teus escuros
e o mapa secreto que guia o teu coração.
Decifro o mistério que habita a tua pele,
transformo cada instante da tua vida em poesia.
Te amo na fresta mais quieta da noite
e te vejo despontar como o próprio nascer do dia.
Invento para nós um refúgio sem pressa,
onde o medo não ousa entrar e o tempo aprende a parar.
Sou para você o que a lua é para a noite:
a razão mais bonita e serena de se iluminar.
Vento
Esse Vai e volta
Extensão do norte
Turbulência do meu navegar
Sensações e Maresias
Onde busco a ventania.
