Mar Liberdade
Precisamos aprender a desaprender para nos desprender e aprender a amar como amadores: sem profissionalismo, pela arte, não por ofício, sem obrigação. Sem entender de fato, por mais que pareça insensato. Pra falar a verdade, amar por curiosidade, por gosto, sem razão... Superficialmente, como aqueles que de repente, gradativamente adormecem na estação.
Disseram-me: "Tens de criar raízes."
Mas eu, que não nasci para estar plantado, criei asas. Acharam-me tolo, sem maturidade. Hoje, lá estão eles, estagnados, e eu, a voar em liberdade.
passei quase dois anos vivendo preso
Preso por um sentimento mais forte que tudo que já tinha vivido
No dia que resolvi me libertar
Esse sentimento rasga o meu coração
Causando um grande derramamento de sangue
Sem solução para o estancamento
E como sequelas me deixou os maus hábitos
De viver sobre controle e de sempre ter que dar satisfação sobre o meu dia
Consequentemente querer saber também
Percebo que me causou danos na minha maturidade
E passei a viver com o passado batendo na porta que já não existe mais no meu coração
Estou apenas em busca da paz e da felicidade
Mas do passado preciso ser libertado.
Por mais libertário que se mostre, você jamais se verá livre da ira dos que irão combater, de todas as formas possíveis e imagináveis, a sua liberdade de escolha. É quando a força de suas crenças e valores precisará provar ser maior que as cadeias nas quais pretendem aprisioná-lo independente de que nomes dêem a elas, entre as de natureza social, moral ou cultural.
Preocupante não é ver “a instituição da família ser destruída por gays”, nem praticantes serem tolhidos no seu direito legítimo de professar livremente a sua fé. Assustador é como ambos podem fazer uso do direito que possuem para pregar o ódio uns contra os outros... mas, sobretudo como podem usar seu direito à liberdade para demonizar o que se mostre diferente; ou tentar antes ser-lhe indiferente, caso não consiga entendê-lo.
Em nenhum momento da vida me senti propenso a possuir uma identidade brasileira ou de qualquer outra nação. Sou um cidadão do mundo que não se imagina integrando times ou cultuando heróis. O pensamento ufanista do tipo “somos os escolhidos” ou “os melhores” me provocam rejeição visceral instantânea, como as que modelam cérebros em torno de ideologias de qualquer natureza. Minha essência libertária reage com repulsa a pensamentos alinhados e identificações coletivas sob a batuta de um maestro do qual nunca se sabe até onde levará tal condução.
Depois que Experimentei em Minha Vida, a Maldade Humana. Parei de Chamar Gente Ruim de Louca!
Gente Ruim Não é Louca, é Só Gente Ruim Mesmo!
Serei pó. Esquecimento. Lamento em dias contados. A felicidade há de vir sem opulências ou dias covardes. Tudo espreitado, como a terra sugando liberdade.
"A única forma de uma pessoa que se envolveu com o diabo ser liberta das forças do mal é ela entregar de todo o coração a sua preciosa vida a Jesus Cristo".
Anderson Silva
Listo-me entre todos o desejo de sempre estar presente entre os poucos que vivem sem medo... Sem medo de viver.
Asas de Anjo
Me proibiram de usar asas...
As asas que me faziam voar...
Que me faziam viver sonhando...
Me disseram que estou preso em um mundo real
Que tenho que ser igual...
não sei ao certo se sou anjo, ou humano...
se sou poeta ou anônimo,
se sei, ou não sei...
se são conceitos ou liberdade para novos sonhos,
Não estou aqui pra ser fraco ou forte...
os dias vencerei...
e ensinamentos guardarei...
Se não posso mais viver sonhando...
Então eu transformo meus sonhos em realidade.
Não precisamos de asas...
Precisamos apenas de vontade!
Eu prefiro acreditar em meus sonhos e na história que nele vivo todos os dias, porque sempre estou ao seu lado e posso voar.
Eu queria ser um anjo, para ter asas e voar; nos sonhos estar, a você olhar, por sobre as águas andar, para te encontrar.
VERSOS E AMARGURA
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Se de mim retirassem os enganos
Em mim apenas acertos restariam
Seria um poeta de versos levianos
Que como bolas de sabão se esvaziam
Prefiro ser alguém cujas conjecturas
Correm o risco de trazer amarguras
Do que ser um ser vivo sem opinião
Prefiro que me calem com mordaças
Do que ao me ouvirem achem graça
Por repetir os gracejos da multidão.
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Prefiro ser chamado de subversivo
Do que receber afagos dos opressores
Porque tais afagos só são oferecidos
Aos fracos em troca de favores
Com os quais traem a sua dignidade
E ganham uma falsa felicidade
Como troféu para a covardia
Prefiro ter a honra da clausura
Nos frios porões da ditadura
Do que a desonra na democracia.
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Se de mim retirarem os versos
Ainda me restarão os pensamentos
Que voarão na amplitude do Universo
Montados nas costas do vento
E baterão à porta de Deus
Que atendendo ao apelo meu
Mandará uma forte tempestade
Formada por poesias agudas
Que caindo regarão as mudas
Que aflorarão como liberdade.
