Mar Liberdade
Mulher linda de Fortaleza
jóia rara do Ceará
de uma Abençoada beleza
escolhida entre todas as coisas
como o lilás do céu em degradê
assim como o azul do mar
numa tarde
e a noite um luar
em que habita
toda poesia
da morena Deusa nordestina
seu olho ilumina é pura arte
na marina
um pescador termina mais um dia
agradecendo a Deus
e nossa santa ave Maria
Eu não consigo entender se da boca que disse eu gosto de você também disse não há nada que eu possa fazer.
Preciso resolver algo que deixei estacionado e se depois tiver que acontecer a gente volta a se ver.
As ondas do mar carregam lembranças do que já fomos
Numa dança de momentos perdidos e sonhos que afundaram
Nossas pegadas na areia agora se apagaram
E o vento sopra as palavras não ditas que se soltaram
Talvez tenhamos sido marés destinadas a mudar
Levando nossos sentimentos para longe, sem voltar
Mas o tempo não é nosso inimigo, é só uma canção a tocar
E se a vida nos der uma nova chance, quem sabe poderemos recomeçar
A cada 10 de agosto, lembrarei desse banco à beira-mar
Das palavras não ditas e do sentimento que quisemos preservar
Mesmo que as águas tenham nos levado para longe, em algum lugar
Talvez nos reencontramos na melodia das estrelas a brilhar.
E o pensamento inconstante, em suas fases felizes, trouxe, enfim, um anjo sublime, de traços jamais desenhados e de um horizonte, assim, de um horizonte jamais poetizado, encontrei-me com um anjo de palavras fáceis mas de uma oração transcendental, que beleza inimaginável, o pensamento de Kant jamais desmentira tamanha magnitude, ressuscitaram poetas para descrevê-lo, lábios sussurraram músicas, o sublime, realmente, é intocável, as desoras fez-se nas alturas de um mar calmo uma brisa que te arrebenta em faíscas de ilusões que se unificam e por aí ficam, e se fez ondas e um silêncio ousado que uniu o céu e a terra e o anjo sublimou-se em um oceano desconhecido a espelhar o céu no zênite da imponência do universo de superfície a dentro , mergulhou, para que um dia almas vazias fossem contemplar o mar.
Manhã de verão
A neblina era incomum e densa
O ar quase fumarento e incerto
Sua textura era absolutamente perfeita
Para uma manhã que estava apenas começando.
O sol surgiu detrás da neblina
O vento suave enroscava meus cabelos
Que voava suavemente.
Com a mente livre
Acompanhei os contornos do horizonte
E com a ponta dos dedos perlonguei
Até sentir o céu perto de mim.
Abruptamente percebi que estava só
Apenas eu e o mar
Afaguei minha pele
Senti o arrepio
Quando percebi o murmúrio suave das ondas...
A Cor do Oceano
Quando essa cor do oceano crava nas minhas pupilas amendoadas, o luar que habita em mim, faz de minha morada uma luminosidade difusa. Uma brisa suave passa por mim, mas em seguida vira tempestade. Da tempestade, furacão. É como se a vastidão do mar estivesse dentro desse olhar profundo e cheio de intensões.
Naveguei demais...
Sei de uma pessoa
E essa pessoa sou eu,
Que em mares de lágrimas, vezes demais se perdeu.
Foram demais os desembarcadouros e cais
Onde pouco me dei e amei
E nos quais
Morri vezes demais!
E antes que morra de vez
A matar a sede em água salgada,
Queria um mar de rosas, não de estupidez!
Eu sou o mar, marujo de vocação e sem medos tais,
Que embarquei em começos e finais
Demais...
Cheirei maresias, mágoas e horas incertas,
Estive sempre aos meios-dias em praias opostas e múltiplas costas,
Sempre vazias...
Vacilei demais, remei demais, subtraí-me.
Fui, da minha conta, de menos e demais.
Naveguei muito além dela...
Perdoei tempestades e temporais,
Ignorei faróis, piratas, intuições e punhais,
Sempre demais...
Naveguei mares, rios, riachos e até lagunas.
Algumas foram lições, outras alunas
Demais...
Porque o mar não têm terra, só imensidão e gaivotas no ar,
Porque o rio lá vai como a lua, devagar
E o mar...
O mar é revolto, tem um cabo bojador e frio
E margens do rio
São fáceis de ancorar...
Acreditei
Que não havia peso no verbo acreditar
E que podia haver terra no mar!
Deve ser esta a minha sina,
Carregar coisas pesadas e lamber águas salgadas...
Tantas gotas no oceano e nenhuma é doce!
Ó mar salgado, porque não vieste adoçado?
Só que água doce
Não é o mar que a traz...
Em que luares voam passarinhos?
Em que rios estão ninhos a crescer?
Em qual das luas acreditar?
Na do céu ou na do mar?
Por isso te peço amor:
Não me vás além mar, equivocada, tentar encontrar!
E se mesmo assim, teimosa, me achares,
Devolve-me...
Porque me havia de calhar
Tão grande mar pra navegar?
E salgado ainda por cima...
O poeta é que sabe!
Ele é dono do que num poema cabe:
Belicosas metáforas ou não, ou então
Atalhos, fina ortografia ou alto calão!
O poeta é dono! O poeta é que sabe!
Enquanto um poeta tem de a sentir,
Um tolo tem de a perceber e explicar!
Poesia é como o rio, a chuva e o mar,
Há que molhar pés para depois sorrir!
Tanta tola criatura que uma razão dá
À poesia que lê, e diz que ela requer
Um preceito, que por vezes não há!
Enquanto versos o poeta compuser,
Ilustre e tola gente nunca entenderá
Que poesia, é o que o poeta quiser!
O perfume da primavera!
Vento do norte e vento do sul, soprem e faça o ar frio e quente se encontrarem, fazendo a chuva molhar à terra e se misturar com as águas dos rios e do mar, se transformando em princípios vitais do planeta e caminhos evolutivos da natureza, em vibração com o universo, espalhando por todas as direções luzes, cores e o perfume da primavera.
Tempo de recomeçar...
Existe barulho lá fora.
Existe barulho aqui dentro.
O silêncio é um oceano.
Mar de meus pensamentos.
A vida é bela!
Que os golfinhos e os botos possam continuar a fazer festa nas águas dos Rios e no Mar, mostrando aos seres humanos o quanto é maravilhoso viver neste planeta.
Praia da Costa uma paixão inexplicável
Quando menino entre a escola e o trabalho sempre sobrava uma hora para mergulhar em suas ondas
Com suas areias douradas convidando para esquecer os problemas da vida
Com êxtase de alegria e felicidade superava cada onda que vinha ao meu encontro
Como esquecer a praia que me encantava com o som no quebra-mar das ondas com as pedras.
Que me revigorava em cada onda que me alcançava molhando o meu corpo.
Em um ritual de água e sal a limpar as impurezas e me preparar para novos caminhos a trilhar...
Como esquecer a Praia que me ensinou que a vida tem tempo de calmaria e tempestade
De silêncio, de contemplação, fé, respeito, equilíbrio e paz.
O amor gosta de desafio!
O amor está no consciente e inconsciente fazendo o coração bater forte, provocando suas próprias razões. Quem aceitar ser dominado por este sentimento, tem que saber navegar em todos os mares como um barco a vela. Enfrentando as correntes de vento e mantendo o equilíbrio, aproveitando os momentos de brisa e ventania. Quem navega nos mares sabe que as velas não podem ficar içadas em mar aberto, pela desconfiança e medo. Este sentimento sublime gosta de desafio, das loucas marés, nevoeiros, tormentas e revés para testar as estruturas das embarcações em meio a tempestade. As grandes paixões sobrepõem aos naufrágios e se transforma em amor verdadeiro.
As estações do tempo estão sempre mostrando um sinal que a gente insiste em não enxergar, que a felicidade está nos detalhes da vida, é só ouvir o vento, o mar, o barulho das cachoeiras e os cantos dos pássaros para começar a compreender estes sinais.
Encontro das águas no Amazonas!
Estar diante deste encontro das águas dos Rios: Negro e Solimões fazem o pensamento entram em conexão com a natureza
Através de um magnetismo que inspira esperança e encantamento
Em suas trajetórias percorrem vastas planícies
Até chegar a este magnífico encontro
Onde duas forças naturais lado a lado
Se transformam no maior Rio do planeta
Seguindo em frente de forma esplendorosa
Até derramar se no Mar.
Às vezes basta simplesmente sentir uma brisa no rosto e ver o esplendor de um rio mostrando o caminho para o encontro com o mar, para entendermos o quanto é sublime viver.
TEMPO PRA TUDO?
Parece-me que já falaram tudo sobre o tempo. Maldito mesquinho. Amanhã talvez seja diferente quando me derem respostas sarcásticas e emblemáticas...
Não ficarei boquiaberto, tampouco chacoalhado. Não citarei respostas aos que irão descobrir as tormentas que assolam o amanhecer. Que lhes aguardam como o facão afiado...
Já tive dias melhores em que ficava no quarto esperando o alvorecer, hoje me fatiga o andar nas calçadas. Talvez não esteja feliz, talvez seja tudo ilusão ou quem sabe o sobrenatural que nunca fora visto...
Quem sabe o dia após o outro irão encontrar-me sorrindo, talvez chorando com as emblemáticas na qual me acostumei. No tempo que me descontínua a cada passada da horas...
--- Risomar Sirley da Silva ---
