Mapa
🌿Jamais dispute com alguém o amor de uma mulher.Seu coração não é troféu para exércitos,nem mapa para mãos diversas de posse.É um jardim que floresce apenas onde a luz não mente, e o tempo é breve.
Pois quem luta por amor, já o perdeu:
a espada corta o que as mãos não veem.
Ela não será relíquia de um vencedor,
mas verso que nasce onde ninguém ousou ter.O que é verdadeiro não se divide
quem merece, herda o sol inteiro. 🌿
O arquivo das estações
Guardei um mapa num lugar perdido,
onde o tempo, por descuido, hesita.
Os traços são rios que secaram cedo,
mas ainda guardam o murmúrio da vida.
As árvores falam línguas apagadas,
e suas folhas, arquivos de eras,
sussurram verdades disfarçadas
nos códigos de antigas primaveras.
O céu é um espelho de névoa e ferro,
onde as estrelas, frias, descansam.
Os ventos carregam ecos austeros,
memórias partidas que não se alcançam.
Ainda assim, no silêncio partido,
há mãos que moldam o que não existe.
Nas cinzas do velho, o novo é tecido,
num fôlego breve, sutil, mas persiste.
Os sonhos futuros não têm formato;
são só fragmentos em órbita errante.
Mas cada estação, num ciclo exato,
guarda uma semente sempre pulsante.
Bora bora bora bora , bora bora bora bora Boracéia, fica em um canto no mapa da jureia a saudade da pousada o amanhecer ensolarado do café no sagoão, a cascata da piscina o choar dos coqueirais bora bora boraceia a saudade é de mais "há uma flor que lhe dou há canteiro de amora a praia é logo ali vista a roupa e vamos embora".
Jesus dá o mapa da rota perfeita para a nossa viagem que se chama vida - Ele nos orienta:"Eu sou o caminho, a verdade e a vida" - João 14:6. Sigam- me!Com direito às paradas de descanso, nas minhas estações benditas.
"Não tema o desconhecido, a vida é um mistério sem mapa,
por isso abrace o presente, pois é nele que a existência realmente acontece."
A alma desce ao corpo como um viajante a um porto estranho, sem mapa nem idioma. Viver é decifrar esse enigma com os olhos fechados.
Não tema a emoção, mas aprenda a lê-la como um mapa interno, indicando vales de vulnerabilidade e picos de paixão.
Não há nenhum mapa
Diga-me que há algo de bom neste mundo
que as dores duram apenas segundos
que o tempo passa
e leva com ele toda desgraça.
Diga-me que os gritos silenciosos
e os prantos em segredo
serão todos pelo tempo curados...
Diga-me: ‘não precisa ter medo’.
Diga-me que posso ser feliz
exatamente como o é uma criança...
diga-me que as belas lembranças que trago na memória
saberão por si só encontrar a trajetória...
... diga-me!
Diga-me que há uma representação que possa me guiar...
que não seguirei até o fim perdido e sozinho...
Diga-me que há esperança
Diga-me que há o mapa do caminho.
Três Portas
No meio escuro da vereda errante,
perdi-me além do mapa da razão.
Eis que surgiu, com olhos de diamante,
a sombra em forma de revelação.
“Abandona a esperança”, disse a brisa,
no arco negro onde o mundo se despia.
Caminhei, e a dor virou divisa,
na terra em que o tempo se esquecia.
Vi línguas feitas só de penitência,
reis em tronos de fogo e de vergonha.
A carne é fraca, mas há consequência —
o espírito é quem mais apanha.
Depois do Inferno, ergui-me em lamento.
No Purgatório, aprendi a subir.
Em cada passo, o céu, como argumento,
me abriu um verbo: “Amar é resistir.”
E quando a luz do Éter me tocou,
senti que Deus não era um velho rei.
Era o silêncio, eterno, que brotou
em mim — o paraíso que busquei.
Nômade
Trago comigo um mapa
e uma mala.
O mapa não me diz para onde vou.
A mala, que vivo a arrumar e,
devia me conhecer, não me diz quem sou.
