Maos que se Tocam
O cajado nas mãos de Moisés no Antigo Testamento prefigura a imagem da cruz embebida do sangue do Cordeiro sobre o Gólgota. Naquele se abriu o mar vermelho; na última, as vias revoltas da morte que agora deixam passar íncolúmes os seguidores do Nazareno.
A cruz sacrificial torna-se o cajado do Pai como altar preparado ao novo Isaque. Nada resiste a autoridade desse gesto apaixonado. Nada detém, desde então, o reino que se instala em nosso meio.
JOSEFINA
Matriarca, raiz que o tempo não arrancou,
hoje repousa no infinito.
Nas mãos do vento, espalha-se em nós,
semente eterna de força e memória.
O ciclo não cessa, transforma.
Ela é agora o sussurro das árvores,
o abraço do sol, o silêncio que acalma.
Uma partida que não é fim,
mas caminho que floresce em outros.
(Minha vó te amarei nas palavras e nas memórias 🤍 Saudades eternas!)
O barulho da Cidade
Não me invade
Nem tira minha atenção
Sou filho nato da roça
De mãos calejadas e grossas
Sou fruto do meu Sertão.
Minhas mãos
Ao contemplar minhas mãos
de súbito, senti um ardor de sentimentos
Meu Deus! Exclamei em voz branda
Estas mãos são a condição de tudo
são elas que afagam, que cuidam
que abençoam, que semeiam
que criam e que lutam
Instantaneamente uma emoção
contundente e imprevista
preencheu-me por inteiro
fiquei atônito, estacado
com o olhar pensante e sensível
Meu único desejo era captar
a essência daquele momento
RAÍZES DA FELICIDADE
Não deixe a felicidade em mãos de incerteza,
Em coisas que podem se perder na tristeza.
Evite a caneca que fura e vaza,
Guarde sua essência, nunca se arrase.
Não gaste o amor em paredes frágeis,
Onde o vento pode levar os detalhes da sua alma.
Construa seu afeto com alicerces seguros,
Em solo firme, onde florescem sentimentos puros.
A felicidade é um tesouro a cultivar,
Em raízes profundas, é preciso saber semear.
Que não dependa do que pode partir,
Mas brote primeiro em seu ser, pois lá sempre há porvir.
Eu nem precisei te tocar, e você, borboleta, voou para longe de minhas mãos que lhe ofereciam calmaria
Eu perdi você, o meu maior medo se realizou, e era o que eu mais temia.
Arrasto minhas pesadas mãos pela folha em branco
Suplico, em vão, que a musa venha me visitar
Após algumas horas, desisto e me conformo
No entanto, mesmo sem inspiração
Mesmo sem o sopro revigorante da paixão
Volto, como um escravo, à lida poética
No afã de dar à luz parcas linhas, corto a respiração
Não permitindo ao corpo nem o prosaico movimento
Buscando na extática a palavra que falta, a frase que completa
TEMPO.
Em tuas mãos espinhos tornam-se flores
entre os amores cada sonho retratado
rosto enrugado nos caminhos sem rumores
por dentre as cores se desvenda o teu passado
Se a vida trouxe um ponto de desgosto
mesmo exposto teu semblante foi polido
tempo sofrido tem um plano mais composto
que ver no rosto o que jamais foi esquecido
A tua história se atira em um porão
e a ficção traz um tom que se revela
a cor singela se transforma em perfeição
e do carvão brotam vidas em uma tela.
Posso jurar que comecei a gostar mais da vida desde que sei que tenho nas mãos a alavanca para finalizá-la. Por essa razão, os momentos triviais acabaram para mim. Qualquer coisa que eu faça hoje tem um ar estimulante de despedida. De repente, tudo faz sentido (sim, Patamanca; sim, Camus), pois tudo acontece em relação a um ponto exato de referência. Agora, sim, agora é que acho realmente que a vida (os sete meses que me restam) merece ser vivida. A certeza do suicídio a torna apetecível, talvez porque, depois de experimentar o doce sabor da aceitação e da serenidade, eu me sinta liberto do que chamam do sentimento trágico da existência. Não tenho mais amarras. Nem as ideias, nem as coisas me prendem. O mundo seria, não sei se mais bonito, mas com certeza mais pacífico se todos soubessem desde a infância a hora exata da sua última inspiração de oxigênio.
Âmago
Ele. Eu. Íntimo. Cada aresta tocada por suas mãos hoje são dores, o soar do seu nome me causa calafrios.
Qualquer semelhança faz me doer, lembranças de um homem que me abriu. Ele dizia a si mesmo que é bom, se convenceu que o certo em sua mente era superior a dor de suas ações.
Como pode um toque de amor se tornar uma faca, como é possível amar tanto e doer tão intensamente que em suplica se clama ao céus para tirar? Do peito, do mar, da minha alma.
“Um único homem, usando apenas as mãos, poderia carregar uma tonelada de pedras, desde de que fosse um quilo por vez, mas quando elas estivessem juntas e pesassem mil quilos, ele não poderia movê-las usando as mesmas mãos que o ajudou a junta-las”.
De repente num interlúdio de pássaros ví uma clareira de formigas dançando de mãos dadas, era sobre a chuva daquelas esquinas esquecidas e entre pássaros e formigas que cantavam, as anêmonas esverdeadas dançavam canções de sereias do mar que já molhadas estavam.
"Assim como a fruta boa que você tira com as mãos, as coisas boas na vida exigem esforço, cuidado e dedicação.
Já a fruta podre cai sozinha, mostrando que o que não é bom naturalmente se afasta.
Valorize o que é bom e colha os frutos de seus esforços."
..."Hoje, as relações amorosas estão nas mãos dos "canalhas éticos" e das mulheres de preço, mas sem valores". ... Ricardo Fischer.
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