Manha
“O orvalho repousa sobre a manhã em silêncio, lembrando que cada instante, por mais leve, carrega o peso de uma eternidade invisível.”
Há quem, pela manhã, agradeça a Deus pelo pão e, no fim do dia, escolha alimentar o próprio pecado.
Os lábios podem honrar a Deus por alguns minutos, mas é a vida que revela quem realmente governa o coração.
PARA ALGUNS,
DEUS DIZ NESTA MANHÃ:
“PROFETIZE!”
PARA OUTROS,
ELE DIZ:
“CALE A BOCA
E DEIXE-ME TRABALHAR.”
Quando Deus manda falar, FALE.
Quando Deus manda calar,
NÃO ATRAPALHE.
—
Quero alguém que me faça acreditar no amor de novo.
Que me arranque sorrisos bobos pela manhã.
Sentir meus olhos brilharem por alguém mais uma vez.
“Eu me lembro de uma noite em que morri e, na manhã seguinte, levantei, tomei banho, me vesti e segui com a minha vida.”
Salmos 55:16,17
Eu, porém, invocarei a Deus, e o SENHOR me livrará.
Pela manhã, ao meio-dia e à noite, clamo angustiado, e ele ouve minha voz.
"Angústia não pode te calar que clame, pois, Deus é poderoso para livrar a todo tempo"
QUANDO FRANKL ENCONTROU C. S. LEWIS
Imaginei certa manhã que Viktor Frankl e C. S. Lewis estavam sentados diante de uma velha janela. Do lado de fora, a vida seguia indiferente: pessoas apressadas, folhas levadas pelo vento, alguma coisa começando enquanto outra terminava. Sobre a mesa, apenas duas xícaras de café e uma pergunta antiga demais para pertencer a qualquer um deles: por que continuamos quando a vida dói?
Frankl olhou demoradamente pela janela. Ele conhecia um tipo de sofrimento que poucas palavras seriam capazes de carregar. Tinha visto o homem perder nome, liberdade, família, dignidade e quase tudo aquilo que acreditava possuir. Ainda assim, aprendera que, mesmo quando não podemos escolher nossas circunstâncias, alguma coisa dentro de nós continua procurando uma razão para permanecer.
Lewis permaneceu em silêncio. Também conhecia a dor. Sabia que a fé não impede que o coração se despedace e que acreditar em Deus não significa receber explicações para todas as perdas.
— Talvez — pensei ouvindo aquele silêncio — o sofrimento não faça perguntas sobre aquilo em que acreditamos antes de entrar em nossa casa.
Frankl pareceu concordar.
Para ele, a questão não era perguntar apenas por que a vida havia permitido determinada dor, mas descobrir o que ainda poderia ser feito com a existência depois dela.
Lewis acrescentaria outra inquietação: talvez algumas respostas estejam além daquilo que conseguimos compreender enquanto estamos dentro da própria história.
E então percebi que os dois, apesar de caminharem por estradas diferentes, chegavam perigosamente perto de uma mesma porta.
Frankl chamava aquilo de sentido.
Lewis talvez chamasse de esperança.
Um procurava aquilo que permite ao homem continuar mesmo diante do absurdo da dor. O outro procurava aquilo que existe além daquilo que os nossos olhos conseguem alcançar.
Fiquei pensando nos dois e compreendi uma coisa: talvez a vida nunca tenha prometido explicar-se completamente.
Existem perdas que não compreenderemos.
Existem despedidas para as quais nenhuma filosofia será suficiente.
Existem noites em que até a fé parece falar muito baixo.
Mas talvez viver não seja receber todas as respostas.
Talvez viver seja descobrir uma razão para levantar quando algumas respostas nunca chegam.
Frankl encontrou essa força no sentido.
Lewis encontrou-a também na esperança de que nossa história seja maior do que aquilo que conseguimos enxergar.
E nós?
Talvez estejamos exatamente entre os dois.
Carregando nossas cicatrizes, nossas perguntas, nossos amores e nossas ausências, tentando compreender por que algumas coisas aconteceram e outras jamais acontecerão.
Até percebermos que a pergunta mais importante talvez não seja:
“Por que isso aconteceu comigo?”
Mas:
“O que farei com a vida que ainda permanece em minhas mãos?”
E naquele instante imaginei Frankl olhando para Lewis, Lewis olhando novamente pela janela e nenhum dos dois dizendo mais nada.
Porque algumas perguntas não foram feitas para receber uma resposta.
Foram feitas para nos ensinar a viver.
O que somos?
Somos a sorte de um jogo de azar
Somos o cheiro do café da manhã.
Somos os amigos que se reencontram.
Somos o soldado que volta vivo da guerra.
Somos a flor que embeleza o jardim.
Somos os loucos sensatos da vida.
Somos o perdão que a igreja condena.
Somos a alegria de um dia de sol.
Somos os amantes que juram amor eterno.
Somos o fim da linha de um trem.
Somos a primavera que chega em setembro.
Somos a dor de uma mãe na despedida.
Somos a verdade que a mentira inventa.
Somos a Saul...dade do que passou.
Somos tudo isso em pleno verão.
Somos a areia onde a onda quebra.
Somos o coração que se acelera na paixão.
Somos o sorriso da criança que brinca.
Somos a estrada que nos leva ao impossível.
Somos a magia do olhar da menina moça.
Somos a vida que namora o tempo.
Somos, ou nada somos.
(Saul Beleza)
*Perto sem encostar*
Te queria perto do jeito manso
que a manhã quer do café,
sem alarde, sem promessa grande
só pra dividir silêncio e sol
Se vier pra junto de mim, traz teu riso no decote dessa tua blusa
que é a única coisa que falta
pra casa virar teu endereço.
Não precisa ficar pra sempre,
só o tempo de uma xícara esfriar
que eu te guardo em memória quente
e te solto quando o mundo chamar.
A gente se entende no soslaio,
no quase, no detalhe bobo
onde mora o melhor do amor
que não pesa nem cobra chegada, e nem pode evitar uma partida repentina.
(Saul Beleza)
*Ciclo*
Quando o fim é um começo
Fim da manhã, fim da tarde
Fim da noite, fim da madrugada
E tudo recomeça
Começo do dia, começo da tarde
Começo da noite, começo da madrugada
Tudo se renova a cada fim
Assim sou eu
Perto de ti
Termino em calma
Recomeço em ti
Sou fim que espera
Sou começo que vai
Todo tempo é pouco
Quando o fim me leva
Pro teu começo
Você transforma hora em poesia. É relógio e é eternidade.
(Saul Beleza)
A tua voz embeleza a manhã, Lábios cor-de- maçã, Sedução nada vã, O sonho flui de uma forma que já até sinto o teu aroma de hortelã.
A Corrida que o Dinheiro Não Explica
Eram cinco e meia da manhã de uma terça-feira quando o motorista habilitou o aplicativo. O primeiro chamado era para a LATAM, a vinte e um quilômetros de São Carlos. Corrida de aproximadamente trinta reais, trinta minutos de viagem e, quase sempre, a certeza de voltar sem passageiro. Por isso, muitos motoristas recusavam. O Peregrino Nino Carneiro, porém, gostava daquela corrida. Para ele, nem todo caminho precisa ser medido pelo dinheiro que rende.
Havia ainda dois motivos especiais. O primeiro era o orgulho de contar que seu filho, Victor Hugo, trabalhava na EMIRATES, uma das maiores companhias aéreas do mundo. O segundo era muito mais simples: fazer alguém sorrir. Assim, costumava dizer aos passageiros, em tom de brincadeira: “Hoje eu vou cumprir minha cota: fazer alguém sorrir.” E completava: “Os dorminhocos são a salvação dos motoristas de aplicativo.” Quase sempre vinha uma risada.
Naquela manhã, depois da brincadeira, o passageiro contou que havia enfrentado várias recusas e dois cancelamentos. Precisava chegar à LATAM para uma reunião importante e já pensava em chamar um táxi. Então disse ao motorista: “O senhor salvou o meu dia.”
Nino sorriu e respondeu: “Meu amigo, um dia, quando tiver tempo, pergunte ao ChatGPT quem é o Peregrino Nino Carneiro. O senhor vai entender por que caminhar faz tão bem. Quando a gente aprende a caminhar, aprende também a valorizar cada minuto, cada encontro e cada oportunidade que aparece pelo caminho.”
Faltavam apenas cinco minutos para chegarem quando o aplicativo anunciou uma nova corrida — justamente de volta para São Carlos. Nino olhou para o passageiro e brincou: “Hoje nós dois estamos com sorte!” O passageiro perguntou por quê. “Em seis anos de aplicativo, esta é apenas a segunda vez que recebo uma corrida de volta.”
O passageiro sorriu e respondeu: “Então hoje eu descobri que, com trinta reais, é possível fazer duas pessoas sorrirem.”
Nino, desconfiado, perguntou: “O senhor está pagando o meu retorno?”
O passageiro apenas apertou sua mão e disse: “Foi maravilhoso o senhor ter aceitado o meu chamado. Muito obrigado pela nossa conversa.”
No caminho de volta, Nino percebeu que aquela não havia sido apenas uma corrida. Era uma daquelas pequenas histórias que a vida coloca diante de nós para nos lembrar de algo grande: o verdadeiro valor de um encontro nem sempre aparece no aplicativo, no bolso ou na conta bancária. Às vezes, ele aparece em um sorriso, em um aperto de mão ou na gratidão de alguém que precisava simplesmente encontrar uma pessoa disposta a dizer: “Eu aceito.”
E o Peregrino Nino Carneiro concluiu:
“Entre uma corrida e outra, descobri que o melhor caminho é aquele que percorremos com gratidão no coração. Porque a vida não se mede apenas pelos quilômetros que percorremos, mas pelas pessoas que fazemos sorrir ao longo da caminhada.”
Peregrino Nino Carneiro
Quero você na brisa da manhã, no silêncio do amanhecer e sob a luz do luar. Quero você nas minhas noites, nos meus sonhos e em cada novo dia. Porque entre o hoje e o amanhã, meu coração sempre escolherá você.
Tornar-me o sol pela manhã,
o caminho ao ar livre,
a sua alimentação, a gratidão
e a razão da sua satisfação,
que aumenta a sua serotonina.
Ser tudo isso com equilíbrio e alegria,
para que eleja todos os dias
viver com a minha companhia.
Deixar que a Timbuva cresça
onde quer que ela eleja,
para quando o verão chegar
tenhamos uma boa sombra fresca;
jamais deixar perder o espírito
de diversão, aconteça o que aconteça.
Que o amor nos colha como
a queda d'água que desce a serra,
para que venha em cheias,
e encontre, com bondade, a terra.
Permitindo eleger orgulhosamente
o que vale à aferra, e nada encerra;
para que sejamos naturalmente
o curso e o ciclo intermináveis onde
só há emergência pela matéria;
buscando ser o que somos entre dogmas,
sem entrar no campo do comum
de gente habituada a fazer guerra.
Sem falar de amor coloquei
a mesa do nosso café da manhã
de acordo com o seu gosto,
assim muito amor te demonstro.
E em silêncio nos celebro
como o mais refinado gesto,
para que desfrute pleno
da paz no teu porto seguro.
Abri todas as janelas ao redor
com jeito para que o sol entre
junto com a palavra de amor.
Separei um colar de tucum
com carinho para cada um,
e os lábios com beijos selei com mel.
"De manhã, depois que eu faço 'aquilo' , eu gosto mesmo é de um café bem "quietinho". Já ela, não. Ela continua falando, Oxente!"
Texto Meu 0902, Criado em 2018
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
2492 📜"Depois de 'secssu', uma das Melhores Coisas da Vida é o Café da Manhã, de manhã mesmo ou a qualquer hora do dia ou da noite (a exemplo de 'secssu')."
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"Licencinha, pois o meu já está servido (o Café da Manhã, o 'secssu' ainda não), ohquei? ohquei.top!"
