Manha
O melhor Café !!
Perfumo o seu café da manhã com amor , suavidade , serenidade e harmônia .
Perfumo com a delicadeza que lhe cabe , e com as mais lindas flores do campo
Deixo exalar os melhores e maiores sentimentos.
Perfumo o seu café da manhã com sorriso , com alegria , amor , e com o mais lindo e gostoso abraço fraternal.
Perfumo o seu cafe da manhã com frescor, com a alegria de estar com vocē, de ter vocē dentro do meu coração , e para completar :
Abro o meu coração e deixo a minha alma sorrir para vocē , e te digo com os olhos brilhando :
Vocë é mais que especial
Vocē é Supra Sumo
Vocē é um xodó dentro do meu Coração , porque quando vocē passa , consegue adoçar todos os espaços existentes com amor e autoridade , suavidade e delicadeza ..
Simone Vercosa
PRECE DA MANHÃ
Senhor, nesta manhã em que o sol está despontando no horizonte e reluzindo como sempre, ainda que encoberto pelas nuvens, venho lhe pedir, para mim, para minha família e para meus amigos, que derrame suas graças sobre nós; nos proteja de toda maldade e violência; guie nossos passos para que não sofremos queda alguma; renove nossas forças para prosseguirmos, com bondade, saúde, paz, alegria e amor e, assim, continuarmos o belo ciclo da vida. Amém.
*O Uniforme da Virtude*
O jornal apareceu no meu jardim numa manhã em que eu não estava esperando por notícias.
Não era assinante. Nunca fui muito chegado a jornais, principalmente depois que descobri que as tragédias do mundo chegavam mais rápido pela internet e as mentiras continuavam chegando no mesmo ritmo.
Peguei o jornal pela ponta, como quem recolhe alguma coisa suspeita.
Levei para a varanda.
Sentei na cadeira velha e coloquei os pés sobre o parapeito. O gato estava deitado no degrau. Olhou para mim. Miou.
Parecia perguntar:
— Você vai realmente ler isso?
Não respondi.
Ele se espreguiçou, virou de costas e foi cuidar de assuntos mais importantes. Provavelmente dormir.
Abri o jornal.
Na primeira página havia um cidadão sorrindo.
Era um dos homens que ocupavam um dos cargos eletivos daquela nova cidade. O sorriso tinha aquela medida exata que os fotógrafos gostam. Nem alegria demais, nem preocupação demais. Apenas o suficiente para parecer humano.
Ao lado da fotografia, um título falava sobre dignidade humana.
Li.
O homem defendia respeito, inclusão, empatia, tolerância e todas aquelas palavras que hoje aparecem juntas com a mesma facilidade com que antigamente se escrevia “atenciosamente” no fim de uma carta.
Continuei lendo.
Não havia nada errado com o que ele dizia.
Esse era justamente o problema.
O sujeito tinha aprendido a dizer tudo certo.
Fiquei alguns minutos olhando para o papel.
Pensei que talvez eu estivesse ficando velho demais para certas coisas. Talvez o problema fosse comigo. Talvez fosse apenas implicância de um homem que já viu muita gente falar bonito antes de fazer alguma coisa feia.
Mas então lembrei que tratar alguém com respeito nunca foi o problema.
O problema começa quando a virtude vira uniforme e a consciência passa a usar crachá.
Parei de ler.
O gato voltou.
Sentou ao meu lado.
Olhou para o jornal.
Depois olhou para mim.
— É — eu disse. — Também achei estranho.
Voltei ao texto.
O homem falava sobre uma sociedade mais humana. Era uma boa ideia. Quase bonita.
Só que eu conhecia aquele tipo de discurso.
A cidade continuava cheia de gente que passava por moradores de rua sem enxergá-los. Velhos continuavam conversando sozinhos dentro de apartamentos silenciosos. Crianças aprendiam cedo que certas coisas eram vendidas antes mesmo de serem compreendidas.
E nós continuávamos medindo pessoas.
Pelo salário.
Pela aparência.
Pelos seguidores.
Pela utilidade.
Pela capacidade de nos servir.
Depois chamávamos aquilo de sociedade civilizada.
Talvez fosse por isso que a expressão “politicamente correto” tivesse adquirido tanta importância.
Não porque respeito fosse ruim.
Respeito é necessário.
O problema é quando a palavra passa a substituir o comportamento.
Trocaram a ética pela etiqueta.
É mais fácil.
Etiqueta exige apenas que você saiba onde colocar o garfo.
Ética exige que você saiba onde colocar a própria crueldade.
E isso dá trabalho.
Continuei lendo.
O político falava sobre empatia.
Eu pensei em quantas pessoas conhecia que publicavam frases sobre empatia e não conseguiam ouvir cinco minutos de alguém que discordasse delas.
Era uma coisa curiosa.
A crueldade havia aprendido gramática.
A hipocrisia descobrira o vocabulário da inclusão.
A mentira tinha feito faculdade.
E eu não estava completamente fora disso.
Foi aí que a leitura começou a ficar desagradável.
Porque é fácil apontar o dedo para o sujeito da fotografia.
Mais difícil é olhar para a própria mão.
Eu também já fui injusto.
Já tratei pessoas como inconvenientes porque estavam atrapalhando meu dia.
Já concordei com alguém em público e pensei o contrário em silêncio.
Já me calei diante de uma covardia porque falar custaria alguma coisa.
Já fui educado quando deveria ter sido honesto.
E talvez essa seja uma das formas mais discretas da hipocrisia.
Não mentir para os outros.
Mentir para si mesmo com boas maneiras.
Fechei o jornal.
Fiquei olhando para o jardim.
O gato tinha encontrado uma sombra e dormia dentro dela.
Ele não precisava escrever sobre dignidade.
Não precisava defender ninguém.
Não precisava publicar uma frase bonita.
Se alguém o incomodasse, ele simplesmente iria embora.
Talvez houvesse alguma sabedoria nisso.
A verdadeira decência nunca precisou de cartilha.
Ela aparece quando ninguém está olhando.
Quando você poderia humilhar alguém e decide não fazê-lo.
Quando poderia esmagar e prefere não usar a força.
Quando discorda sem precisar transformar o outro em inimigo.
Quando ninguém está fotografando.
Quando não existe plateia.
Quando não existe recompensa.
Talvez seja aí que começa o caráter.
Todo o resto pode ser teatro.
E o teatro sempre foi um esconderijo confortável para quem tem medo de ser visto sem maquiagem.
Voltei a abrir o jornal.
A fotografia continuava ali.
O sorriso também.
Pensei que talvez o homem da fotografia acreditasse sinceramente no que havia escrito.
Isso também me incomodou.
Porque seria mais fácil se ele fosse apenas um canalha.
Mas ninguém é apenas uma coisa.
Nem eu.
Nem ele.
Nem o sujeito que fala sobre moral enquanto pisa no outro.
Talvez o maior escândalo do nosso tempo não seja a existência de pessoas ruins.
Elas sempre existiram.
O problema é outro.
Aprendemos a vestir a roupa da virtude.
Aprendemos quais palavras provocam aplausos.
Aprendemos quais indignações rendem aprovação.
Aprendemos a parecer bons.
E, em algum momento, esquecemos de perguntar se ainda somos.
Olhei novamente para o gato.
Ele abriu um olho.
— Você tem alguma opinião sobre isso?
Ele fechou o olho.
Justo.
Talvez a humanidade pudesse aprender alguma coisa com os animais.
Eles não costumam fingir que são melhores do que são.
Nós fazemos o contrário.
Construímos discursos para esconder nossos dentes.
Chamamos isso de civilização.
Chamamos de progresso.
Chamamos de consciência.
Às vezes, talvez seja apenas medo de admitir que continuamos sendo animais assustados, egoístas e famintos por aprovação.
A diferença é que agora sabemos escrever sobre isso.
E escrever bem sobre humanidade não torna ninguém humano.
Fechei o jornal de vez.
Coloquei-o sobre a mesa.
O gato continuava dormindo.
Fiquei ali, olhando para ele e pensando que talvez eu tivesse passado a manhã inteira procurando hipocrisia nos outros para não precisar encontrá-la em mim.
Essa foi a parte que mais me incomodou.
Porque a consciência também sabe usar uniforme.
E, quando quer, sabe até sorrir para a fotografia.
Oração da manhã
Senhor, abençoa está semana que está começando. Contigo no controle, serei mais forte e me acharei capacitado para superar dificuldades e terei sabedoria e discernimento para agir diante do inesperado.
Abençoa minha família e todos os meus amigos. Envia um anjo protetor para estar sempre ao lado de meus filhos e netos, livrando-os de todos os perigos.
Que tudo caminhe conforme a tua vontade. Fique do meu lado.
Amém!
Oração da manhã
Pai, todo poderoso! Meu Deus e Senhor, cubra-nos com tua bênção e nos fortaleça mais este dia, que nos preparaste com cuidado e carinho. Ensina-nos a vivê-lo com gratidão.
Diante das dificuldades, esclareça minha mente e coração para tomar a decisão mais precisa e sensata.
Derrame bênçãos sobre minha família, para que, diante de diagnósticos supostamente desfavoráveis, tenham fé e confiança em Ti para superar desafios.
Que o desânimo e a falta de fé não recaia sobre nenhum de nós. Tenhamos sempre em mente que "o Senhor é meu pastor e nada me faltará".
Confiantes em Ti sempre caminharemos!
Amém!
A Proposital Queda do Império
São Paulo, 5h10 da manhã.
Aquela bolsa da Bolívia
foi o último presente.
Mas não foi a última prova
do homem que eu fui.
Eu levei nome à pele (literalmente).
Passei noites em claro,
delirando de paixão,
fumando madrugadas
como quem pudesse
queimar o medo de perder.
Eu amava assim:
sem medida,
sem contrato,
sem saída.
Amor, amores.
Bares, aeroportos,
trajetos que ainda guardam
algumas cenas em silêncio.
Velho engano:
procurar permanência
onde só existiu passagem.
Eu fui feito de excessos:
de querer ficar,
de fazer questão,
de transformar pequenos gestos
em grandes acontecimentos.
Talvez ninguém tenha pedido
tanto de mim.
Mas eu sempre fui assim:
quando amava,
erguia catedrais
onde os outros deixavam apenas portas.
Eu amava com o coração
em carne viva,
sem pele para proteger
o que quer que viesse depois.
E talvez seja por isso
que hoje eu pareça tão seco.
Não foi falta de sentimento.
Foi sentimento demais.
Até que veio a queda.
Majestosa.
Porque aquilo não era um castelo.
Era um império.
E impérios daquele tamanho
não caem por falta de amor.
Caem pelo excesso.
Eu amei demais.
Entreguei demais.
Acreditei demais.
E foi justamente pela grandeza
que tudo ruiu.
Agora eu corto.
Os sinais.
Os nomes.
As promessas.
A necessidade de entender.
São Paulo, 5h10.
A cidade ainda fuma.
Eu também.
Só que desta vez
não há incêndio.
Há cinzas.
E até as ruínas
carregam o nome
(que está literalmente tatuado no meu peito
e só poderá sair com laser)
de alguém que hoje está
com outro alguém.
A ironia é quase perfeita:
o nome continua no meu peito,
mas a pessoa já não está comigo.
Ontem, uma nova mulher estrangeira
beijava justamente aquela tatuagem
e perguntou o que significava.
Eu poderia ter contado tudo.
Mas respondi apenas:
“Foi só engano.”
Porque hoje já não é ela.
É só um nome.
E talvez essa seja
a forma mais cruel de permanência:
a pessoa foi embora,
o amor virou passado,
mas a tinta ficou.
Ela encontrou outro alguém.
Eu fiquei com o nome dela.
E essa talvez seja
a parte mais sádica do amor:
ela seguiu com outra história,
enquanto eu carrego na pele
o nome de uma história
que já não existe.
E quando perguntarem
o que aquele nome significa,
talvez eu nem precise explicar:
foi só engano.
A Gratidão pelo Milagre da Vida
Despertar a cada manhã e tomar consciência da nossa própria existência é o primeiro e maior motivo para nos alegrarmos. Existir é uma oportunidade bendita concedida pelo Criador para que possamos aprender, evoluir e reparar os nossos erros. Muitas vezes nos perdemos no que nos falta, deixando de celebrar o milagre que já somos. A sua jornada na Terra tem um propósito único e elevado. Sentir o ar renovar os pulmões e ter a chance de escrever uma nova página na nossa história é um presente diário que merece ser acolhido com um sorriso sincero e o coração transbordando de paz.
Semiárido
No café da manhã hoje tinham, queijo coalho, amendoim, castanhas, torradas, bolos e uma porção de carneiro,
Da janela vi pessoas vendendo roupas, tapetes e tecidos diversos,
Sim, o sol estava de moer os ossos e derreter os chinelos,
Por um momento pensei que estava na Arábia, mas não de não mesmo, eu estou aqui no semiárido do nordeste baiano.
A JAQUEIRA DE SÃO JOSÉ
Segundo uma história do município de Itaquitinga/PE, todas as manhãs um menino saía para caçar passarinhos nos arredores, com sua baladeira, usando como munição caroços de jaca.
Certo dia, ele avistou um pássaro no céu, que, pela distância, não o reconheceu; mesmo assim, armou sua baladeira com o último caroço de jaca que havia e não se abateu.
Esticou a baladeira tão forte que a liga ficou fina e mirou no pássaro com a certeza de que o alvo acertaria. Soltou os dedos, e o caroço subiu feito um míssil teleguiado, mesmo assim o pássaro não alcançaria.
O caroço desceu com o dobro da velocidade com que havia subido. Era mês de março, dia 19, e a chuva tinha castigado o município, mas a terrinha estava preparada para o plantio do milho.
Quando o caroço desceu, na terra úmida se meteu, numa profundidade tão grande que o menino nunca mais o encontrou. Curiosamente, após o fato acontecido o menino marcou o local e protegeu de todos os perigos.
Contou o fato a seu pai, que logo se tornou seu aliado e fiel guardião do local escolhido. Os anos se passaram, e o lugar protegido recebeu plantação de milho e mandioca, mas o cantinho não era mexido.
Quando menos se esperava, num belo dia de sol, um broto de jaqueira havia surgido. Foi uma festa no município, pois todos, na região, a história já tinha ouvido.
Mais anos se passaram, e os cuidados haviam permanecido, mesmo com o menino já rapaz e seu velho pai envelhecido. Certo dia, o rapaz viajou, porque precisava estudar pra ser militar.
Seu pai cansado e fraco, das terras não poderia mais cuidar. Precisando de dinheiro para sobreviver e os estudos do filho pagar, teve que as terras vender a Luiz Maranhão, um usineiro do lugar.
A este pediu para a jaqueira lá deixar. Contou-lhe a história, e o usineiro ficou encantado e resolveu de a jaqueira cuidar. Fez um campo de futebol para a população jogar, deixando a jaqueira perto pra na farta sombra descansar.
O tempo continuou passando, e nas férias o rapaz vinha a jaqueira visitar. Já subia em seus galhos, chegando até com ela conversar. Perguntava pelo pássaro, pois nunca havia visto um igual em outro lugar.
A jaqueira balançava seus galhos como se tivesse respondendo ao que o rapaz insistia em perguntar. Outros anos se passaram, e o usineiro, velho e cansado, teve que as terras lotear. Fez um acordo com o prefeito Zeca Vidal para a jaqueira nunca derrubar.
O prefeito, que já conhecia a história da jaqueira, se comprometeu de em um lote ela ficar e, ao seu lado, uma igreja mandou edificar. Os lotes foram distribuídos e vendidos, mas o terreno da jaqueira ficou com Dona Ester, a tabeliã do cartório, porque ninguém quis comprar.
A jaqueira ficava no centro, impossibilitando uma casa levantar. O rapaz, agora militar, com sua família veio a terrinha visitar. Sabendo do acontecido, foi a dona do cartório procurar e lhe fez a proposta de o terreno comprar.
Sabendo da história do militar com aquela jaqueira e o lugar, pediu-lhe valor acima dos demais terrenos que estava a negociar.
Sem pestanejar, o militar fez a compra do terreno para da jaqueira cuidar. Foi uma festa no município, pois todos tinham certeza que ela permaneceria em seu lugar.
No dia 19 de março, na festa de São José, foi inaugurada a igreja para o santo homenagear. Nesse dia, batizaram a árvore com o nome de "Jaqueira de São José".
0 militar instalou uma pousada para a família visitar. E criou um jardim, onde, entre gramas e flores, há uma jaqueira no centro pra se cuidar.
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
"Nós Braços da Luz"
Deus me escuta no silêncio da manhã,
quando a alma cansada tenta ficar sã.
Entre medos guardados no fundo do peito,
Ele ajeita meu mundo de um jeito perfeito.
Quando a noite derrama tristeza no chão,
Sua luz faz morada no meu coração.
E mesmo que a vida machuque outra vez,
Sua paz me abraça com calma e lucidez.
Há dias em que tudo parece partir,
mas Deus sopra esperança e me ensina a seguir.
Como vento suave tocando a janela,
Sua voz me alcança serena e tão bela.
Ele vê minhas lágrimas sem eu contar,
conhece o silêncio que insiste em ficar.
E transforma o vazio, aos poucos, em flor,
cobrindo minhas dores com fé e amor.
Se o caminho escurece no meio da estrada,
Sua mão permanece comigo, entrelaçada.
E eu sigo mais forte, mesmo devagar,
porque quem anda com Deus nunca deixa de amar.
Então descanso a alma, sem medo, sem pressa,
pois até nas tormentas Sua bondade começa.
E no abraço invisível da fé que conduz,
meu coração adormece nos braços de luz.
__ Lucci Santz
" A manhã não resolve os enigmas da existência, mas ilumina o bastante para que não desistamos deles. "
Que a semana comece suave, como a brisa que acaricia a manhã, trazendo serenidade para a alma e esperança para o coração. Que cada passo seja guiado por bons sentimentos, que a paz floresça em cada instante e que a leveza transforme os dias em pequenos motivos para sorrir. Que o bem encontre o seu caminho até você, hoje e em todos os dias desta nova semana.
Pétalas que guardam o beijo da manhã,
flores que falam sem nada dizer:
a beleza está em ser simples,
em desabrochar, viver, e florescer.
A manhã desponta suave, dourada,
e o ar se enche do aroma do café fresco, quente como o desejo que nos toma.
Teu beijo demorado cala o mundo,
lento, profundo, traçando cada linha de mime ali, entre o sol que entra e o calor que nos aquece, nos entregamos a um prazer sem limites, puro, inteiro, infinito,
como se cada manhã fosse a primeira vez que o amor nos faz um só.
AO AMANHECER.
Quando a manhã desponta em véus dourados,
E a luz visita os becos esquecidos,
Vejo os destinos frágeis, consumidos,
Nos corredores tristes e calados.
Erguem-se os homens, sonhos fatigados,
Com olhos de esperança já vencidos;
Carregam seus fantasmas escondidos,
Sob os céus vastos, frios e nublados.
Mas há no sol nascente uma promessa,
Um sopro que renova a alma aflita,
Mesmo onde a dor se mostra mais espessa.
Pois toda aurora, humilde e infinita,
Revela que a existência recomeça,
E a fé resiste à sombra que a limita.
