Manha
Perdi a esperança, reencontrei na manhã, a primeira luz trouxe novo ponto de apoio, até a noite mais longa se dobra ao sol, a esperança volta com cada amanhecer.
A primeira luz trouxe a esperança escondida, a manhã devolveu o que a noite tentou levar, renascemos tantas vezes quanto amanhecemos, a luz é promessa de novo começo.
Assim como o orvalho gélido de uma manhã de inverno, a dúvida se instalou em meu coração, fria, silenciosa e com o poder sutil de congelar toda a esperança. O cristal, que parecia belo e puro à primeira vista, era, na verdade, a evidência de uma noite rigorosa que ainda não havia chegado ao fim. Não era um prelúdio de sol, mas a prova de que a vida, por vezes, se detém em sua forma mais dura e intocável.
O silêncio da manhã tem gosto de promessa adiada. Bebo o café e conto os minutos que ainda podem mudar. Há um desejo subterrâneo que insiste em florir. Mas a rotina é jardineira rígida, poda tudo com mãos frias. Mesmo assim, algo nasce, teimoso, entre as pedras.
"É Maravilhoso viver na presença do Senhor.
A cada manhã as misericórdias dEle se renova em mim. E me REGOZIJO cada dia vivendo desta graça contemplando toda a Sua glória." Aleluyass
—By Coelhinha
Agradeço pelo meu despertar, porque mais uma manhã de domingo estou vivo, para que a vida eu possa exaltar
Então, desejo toda positividade que estou sentindo... Para quem ler e a quem disponibilizou um pouco do seu tempinho
Quero que o seu dia seja repleto de maravilhas
Com capacidades, segurança, reciprocidade e empatia
Mas que seja na paz de Deus e com alegria
O que realmente eu desejo
É que você tenha um ótimo bom dia!
Manhã desperta, sol à janela,
Teu sorriso me guia, vida bela.
Coração pulsa forte, chama singela,
Te quero bem, nessa aquarela.
Vem viver, alma donzela!
Assim, é o domingo sentimento que alegra
Em um curto descanso, deixa aberta a cancela
Amor vespertino... Manhã de aquarela;
Assim diz o Senhor: o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Talvez hoje seus olhos estejam cheios de lágrimas, mas Deus já preparou um novo tempo para a sua vida. Não desista. A dor tem prazo, a esperança renasce e a vitória virá no tempo certo de Deus.
Eis que o despertar cativante da manhã sombria e fria....paira sobre meu desejo!
Da noite quente em ternura de sua pele, ósculo ardente em brasa incandescente sobre duas almas fundidas no calor da paixão.....
.... ao mais intenso frio estelar da galáxia distante que separa nossos corações e almas.
Almas perdidadas no espaço tempo da paixão buscando entender a dor dilacerante que aflige os corações partidos....
Alma apaixonada da razão irracional que busca métricas inexistentes para explicar o inparável e mais profundo sentimento do desejo !!!!!!
Mansa Ovelha
Naquela manhã, fria e de forte tempestade!
Foste para mim, como o sol emprestado...
Sim! Tu pomba branca daquela manhã...
Rosa bela, mãe da paz, minha irmã...
Continua pois sempre, nesse teu andar!
Tu princesa! A mim, a outros a ajudar...
Nessa mansidão, ao mundo dá a mão!
E a mim, vem ainda alegrar meu coração!
És mansa ovelha! Agora e sempre, nesse jardim!
Dessas flores, vai dar, a todos, já sem fim, sem fim!
Como o tens feito sempre, até agora, pois sim!
Continua! Nesse teu andar! Nesse teu amar enfim!
Nesse teu andar! Nesse teu pois lindo dançar!
Continua, pois sempre, a alegrar a todos, pois assim!
HelderDuarte
Vida, amor e recomeço…
A cada manhã, a luz desperta,
um novo dia, uma nova oferta.
Agradeço o pulsar do coração,
a dança do tempo, a inspiração.
Amar todos, sem distinção,
é tocar o mundo com devoção.
Nos olhos alheios, reflexos ver,
ouvir, compreender, deixar florescer.
A importância de ouvir, tão sutil,
é dar voz ao silêncio, um gesto gentil.
Na escuta atenta, encontra-se o saber,
e na troca sincera, começa o crescer.
Caminhar rumo ao melhor, constante,
é ser rio que flui, sempre avante.
No erro, lições; na queda, levantar,
ser melhor a cada dia, é se transformar.
E quando as situações pedem atenção,
que já se foram, sem solução,
lembremos do valor do presente,
de viver o agora, intensamente.
Com gratidão, amor e escuta fiel,
desenhamos a vida, um doce papel.
E na jornada, a certeza brilha,
que cada momento é uma maravilha.
Recomeçar é um voo leve,
é soltar as amarras do chão,
é plantar nova esperança,
num solo fértil de coração.
É riscar o que foi escrito,
e desenhar novos sonhos,
é ouvir o sussurro do vento,
que fala de tempos risonhos.
Quando a estrada for incerta,
e o cansaço insistir em ficar,
lembre-se que há sempre tempo,
para de novo se reinventar.
A cada passo renascido,
há coragem para florescer,
pois recomeçar é um dom,
de quem nunca para de viver.
Há quem acorde às seis da manhã disposto a trabalhar, sem imaginar que o verdadeiro desafio do dia não estará nas tarefas, mas na imprevisível cartografia das limitações humanas que dividem o mesmo espaço e, ainda assim, tornam a convivência alheia mais desmotivante pela própria vaidade.
IPE AMARELO
Na calçada, manhã fresca.
O sol manhoso espreitava mais um dia de trabalho na prefeitura.
E os ipês amarelos, frondosos,
faziam fila na calçada, como quem aplaude a vida.
Então veio um "bom dia, moço!"
Pequeno, suave, sonoro, inteiro.
Da boca de uma menininha
que caminhava com a mãe na calçada.
E aquele bom dia
foi nota de canção em meus ouvidos.
Acorde que me encontrou,
afinou o peito e tocou minha alma.
Disse ao amigo do lado, Ivan:
"Ganhei não só o dia, amigo.
Acho que ganhei o ano todo."
Porque tem gentileza
que dura 365 dias.
*A REVOLUÇÃO DOS CANSADOS* - Naquela manhã, ele caminhava para o escritório sob um céu baixo e cinzento, desses que parecem ter desistido antes mesmo de o dia começar. A cidade estava suja. Havia lixo acumulado junto às calçadas, restos de papel molhado, garrafas vazias e a fumaça dos fogos ainda suspensa no ar. De algum lugar vinha o grito dos prós. Do outro lado da rua, os contras respondiam. Todos tinham uma opinião. Todos pareciam ter uma certeza. Ele apenas continuava andando.
Durante anos, tinha acreditado que precisava convencer alguém de alguma coisa. O patrão de que trabalhava demais. A família de que fazia o possível. Os amigos de que estava bem. O mundo de que ainda era útil. Era um trabalho cansativo. Talvez mais cansativo do que o próprio trabalho.
Com o tempo, começou a perder alguns talentos. Primeiro, o talento de discutir. Depois, o de explicar. Por fim, perdeu o hábito de parecer indignado. Descobriu que a indignação permanente era apenas outra forma de cansaço, e que quase todo mundo estava cansado demais para admitir isso.
Passou diante de um bar ainda com as portas meio abertas. Lá dentro, algumas mesas sujas, cadeiras tortas e homens olhando para copos como se esperassem deles alguma resposta. Havia fumaça no ar e silêncio entre uma frase e outra. O lugar tinha a aparência honesta das coisas que já não prometem nada.
Ele parou por alguns segundos diante da porta. Pensou em entrar. Não entrou. Ainda precisava bater ponto.
Na rua, alguém gritava sobre liberdade. Outro gritava contra. Um terceiro filmava tudo com o telefone. Mais adiante, um cartaz anunciava um futuro melhor. Estava colado sobre uma parede coberta de mofo. Ele achou aquilo particularmente engraçado.
A cidade continuava fabricando heróis. Heróis de ocasião. Mártires de fim de semana. Revolucionários que falavam alto até a hora em que precisavam voltar para casa porque havia reunião na segunda-feira.
Ele já tinha visto aquilo antes.
As guerras eram travadas por homens que quase nunca apertavam o gatilho. As virtudes eram defendidas por gente que não abriria mão do próprio conforto nem por quinze minutos. E os grandes discursos serviam, muitas vezes, para esconder uma coisa muito simples: ninguém fazia a menor ideia do que estava fazendo aqui.
Talvez fosse isso que mais o incomodasse.
Não a mentira. A necessidade de fingir que ela não existia.
Continuou caminhando. Um caminhão passou e levantou água suja da sarjeta. Molhou sua calça. Ele não reclamou. Havia coisas piores.
Pensou nas bandeiras que já tinha carregado. Algumas tinham mudado de dono. Outras tinham mudado de cor. Algumas continuavam sendo erguidas pelas mesmas pessoas que, anos antes, juravam combatê-las. A política tinha esse talento extraordinário de transformar convicções em mercadoria.
Ele estava cansado.
Não apenas do trabalho. Não apenas das pessoas. Estava cansado da obrigação de se importar com tudo.
Talvez fosse uma espécie de revolução.
Parar de explicar.
Parar de justificar.
Parar de correr atrás da cenoura enquanto alguém segura o chicote.
Ele queria uma mesa de bar. Uma cerveja gelada. Uma mulher inteligente rindo do seu cinismo. Uma motocicleta velha esperando na calçada. Quilômetros sem destino. Nada grandioso. Nada que precisasse ser fotografado, publicado ou transformado em opinião.
O escritório aparecia no fim da avenida.
As janelas refletiam o céu cinzento. Gente entrava apressada. Gente saía fumando. Gente carregava pastas, problemas, boletos e pequenas ambições cuidadosamente embaladas.
Ele olhou para o prédio.
Por um instante, teve vontade de simplesmente virar as costas.
Não virou.
Ainda não.
Mas alguma coisa dentro dele já tinha ido embora fazia tempo.
Talvez liberdade não fosse fugir.
Talvez fosse apenas chegar ao ponto em que já não se precisa provar nada.
Ela não chegava montada num cavalo branco. Não havia música. Não havia aplausos. Não havia discurso.
Às vezes aparecia numa manhã miserável, diante de um escritório qualquer, com olheiras, o bolso quase vazio e uma paz estranha no peito.
Para quem olhava de fora, aquilo parecia derrota.
Ele sabia que podia ser.
Mas também desconfiava de outra coisa.
Talvez a derrota fosse passar a vida inteira tentando parecer vencedor.
E talvez, depois de tantos anos, a verdadeira revolução começasse exatamente ali.
Quando um homem cansado olhava para o mundo, dava de ombros e dizia, sem raiva e sem heroísmo:
— Hoje, não.
Depois entrava no escritório.
Porque até a liberdade, às vezes, precisa bater o ponto.
E ninguém precisava saber que, por dentro, ele já tinha ido embora.
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmos 30:5)
A dor pode até ter chegado…
mas ela não tem autorização pra permanecer.
Decidir não permanecer na dor…
não é negar que doeu,
é escolher que não vai mais te prender.
