Mamãe e Papai Te Amo
“Ah, que loucura viver nessa doçura de pensamento e candura de sentimento. Só de imaginar, ainda que de viés, minha língua protraída tocando seus lábios diminutos, deslizando pelos maiores, ainda que pelos outrora pelos, tivesse de passar para em seu interior descansar.”
“tendo em conta a dificuldade que há em encontrar uma pessoa tão semelhante a você, na mesma época, no mesmo planeta e no mesmo diapasão; não pode ser — e não é — obra do acaso.”
“Tão logo seja despejado em outra vida, após deixar esta, irei procurar-lhe onde quer que estejas. Na remota hipótese de ainda não estares, espero-te o tempo que for.”
“Qualquer desatino ou rompante no comportamento, outrora tão benfazejo e suave, naquela pessoa tão inabalavelmente ínclita e impoluta, torna-se, diga-se, digno de repúdio quando vem eivado de autoritarismo camuflado de ensinamento comportamental ou travestido de uma pleura superior aristocrática. Vale lembrar: a minha liberdade vai até o limite da sua liberdade.”
Frio
Sinto frio. Muito frio. Logo eu ,acostumado a viver em baixas temperaturas, ambientes gélidos desprovidos de qualquer calor, inclusive humano.
Até o casal sem teto que vaga pela noite escura com suas tralhas, trajando apenas papelão e trapos, não sentem tanto frio quanto eu. Eles tem um ao outro.
O frio da alma não se aquece nem mesmo com a mais densa pele ou lã.
Apenas seu olhar, e as palmas das suas mãos em minhas costas, seria capaz de aquecer meu coração e me resgatar da avalanche que soterrou minha alma , que agora jaz solitária ...no frio.
O RELÓGIO...
Na solidão do aposento, moribundo
Na penumbra que, no vai e no vem
Range o tempo segundo a segundo
Neste silêncio, só penso em alguém
Instante que tilinta tão profundo
Fundo, que reverencia ninguém
Tem ou não tem, querer fecundo
Do meu amor, no qual quero bem!
E de ti, “Tic Tac” pulsa o coração
Tudo parece urdir contra mim
Na lira do velho relógio carrilhão
Indago: - infeliz é minha emoção?
O ponteiro circulando diz sim
E o pêndulo balançando diz não...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08/03/2021, 14’18” – Araguari, MG
paráfrase Salomão Jorge
Eu sabia que o momento estava chegando, vc é a pessoa que mexe com meus sentimentos Custa muito, meu amor, estar aqui, tão distante de você, morrendo de vontade. A todas as horas eu fico imaginando nos dois, eu tive a certeza que estava fazendo a melhor escolha da minha vida quando escolhi esperar o momento certo. No seu olhar eu sentia a paz que queria para o meu dia a dia e a verdade é que você superou as minhas maiores expectativas Se depois de tantos anos o sentimento que nos une continua ardente e crescendo, é justo acreditar que assim será para sempre.
Mais uma vez disposta a entrega tudo de mim.ele está partindo machucado mais ainda bate. E mesmo jurando que mais ninguém teria o melhor de mim,eu guardei no fundo onde todos pensavam que so havia gelo e escuridão. Ai chego você e mim fez acreditar novamente no amor, foram quebrados murros envolta de mim e você descobriu que agarota durona já não existia,tudo que havia era uma garota assustada e magoada,que sonhava ser amada. E agora eu sei que você já chegou muito longe pra te manda voltar,só te peço meu amor guarda e cuida de mim,pois eu preciso de fé!.Se isso for tirado de mim o que restará? Alguém fria ou só escuridão.
amar-te é como se luz
(luzindo fráguas
qual água até que fura)
morando nos teus olhos.
é dançar abraço dando
no piar de um ninho em cama
(que nos faz dançando
o chão fugindo)
pisar um céu de luz e chama
e o universo dançará à volta
(enquanto a luz for brilho
envolta no piar do ninho)
no balançar de um riso à solta
e foi sobre esse voar
(de alma e pranto)
que se viu chuviscar
o sol (amplo e nascente)
e foi desde e por entre
o desanuviar do espanto
que um quê de encanto
se esfumou crescente
quem sabe se nevoando
solidão sobre os beirais
se lembrando ais
no crepitar da saudade
quem sabe, quem sabe!
Te amo, minha mocinha. Lembre-se de que você é e sempre será a maior fonte de orgulho da minha vida.
Ascensão
Ao fim do meu caminho, caminho e acelero o passo, que de passo a passo acelerado, toma forma e velocidade, perdendo aos poucos a gravidade e alçando vôo rumo ao azul límpido de uma manhã de primavera.
De claro azul a escuro, a imensidão a minha frente iluminada apenas por pontos de luz distantes jamais vistos, me fundindo ao breu apenas como velocidade e luz. No vasto silêncio, a imensidão apenas flui, nada é nada, o fim não tem fim. Torno-me parte deste ciclo, onde o corpo não existe, e a alma é a arte deste infinito.
